Sexta-feira, Abril 30, 2004

Homenagem ao Garboso de Cavalaria

Os Dragões



A história do Regimento de Cavalaria é lendária.
Assim como o são, os homens que baixo a sua bandeira, desempenharam funções e desenvolveram campanhas.

É desta têmpera que é feito o Povo Português! Um 'punhado de 'homens bons' (homens e mulheres), uniram-se para 'criar' Portugal.
Um grupo de pessoas livres, decididas; com visão de futuro e ganas de Liberdade.

Uma homenagem a quem a merece.

IV - RECORDAÇÕES

Onde é que se escondeu enfraquecida a antiga fortaleza?
Sto. Eulógio, Memorial dos Sant., L. 3º.
Presbitério de Cartéia.
À meia-noite dos idos de dezembro da era de 748.

1
Era por uma destas noites vagarosas do inverno em que o brilho do céu sem lua é vivo e trêmulo; em que o gemer das selvas é profundo e longo; em que a soledade das praias e ribas fragosas do oceano é absoluta e tétrica.
Era a hora em que o homem está recolhido nas suas mesquinhas moradas; em que pelos cemitérios o orvalho se pendura do topo das cruzes e, sozinho, goteja das bordas das campas, em que só ele chora os mortos. As larvas da imaginação e o gear noturno afastam do campo-santo a saudade da viúva e do órfão, a desesperação da amante o coração despedaçado do amigo. Para se consolarem, os infelizes dormiam tranqüilos nos seus leitos macios!... enquanto os vermes iam roendo esses cadáveres
amarrados pelos grilhões da morte. Hipócritas dos afetos humanos, o sono enxugou-lhes as lágrimas!
E depois, as lousas eram já tão frias! Nos seios do torrão úmido o sudário do cadáver tinha apodrecido com ele.
Haverá paz no túmulo? Deus sabe o destino de cada homem. Para o que aí repousa sei eu que há na terra o esquecimento!
Os mares pareciam naquela hora recordar-se ainda do rugido harmonioso do estio, e a vaga arqueava-se, rolava e, espreguiçando-se pela praia, refletia a espaços nas golfadas de escuma a luz indecisa dos céus.
E o animal que ri e chora, o rei da criação, a imagem da divindade, onde é que se escondera?
Tremia de frio em aposento cerrado, e sentia confrangido a brisa fresca do norte que passava nas trevas e sibilava contente nas sarças rasteiras dos maninhos desertos.
Sem dúvida, o homem é forte e a mais excelente obra da criação. Glória ao rei da natureza que tiritando geme!
Orgulho humano, qual és tu mais - feroz, estúpido ou ridículo?

2
Não eram assim os godos do oeste quando, ora arrastando por terras as águias romanas, ora segurando com o seu braço de ferro o império que desabava, imperavam na Itália, nas Gálias e nas Espanhas, moderadores e árbitros entre o Setentrião e o Meio-dia:
Não eram assim, quando o velho Teodorico, semelhante ao urso feroz da montanha, combatia nos campos cataláunicos rodeado de três filhos, contra o terrível Átila e ganhava no seu último dia a sua última vitória:
Quando a larga e curta espada de dois gumes se convertera em foice da morte nas mãos dos godos, e diante dela retrocedia a cavalaria dos gépidas, e os esquadrões dos hunos vacilavam, dando roucos gritos de espanto e terror.
Quando as trevas eram mais cerradas e profundas viam-se à claridade das estrelas relampaguear as armas dos hunos, volteando em redor dos seus carros, que lhes serviam de valos. Como o caçador espreita o leão tomado no fojo, os visigodos os vigiavam esperando o romper da alvorada.
Lá, o sopro gelado da noite não fazia confranger nossos avós debaixo das armaduras. Lá, a neve era um leito como outro qualquer, e o rugir do bosque, debatendo-se nas asas da tempestade, era uma cantilena de repouso.
O velho Teodorico caíra atravessado por uma flecha despedida pelo ostrogodo Handags, que, com os da sua tribo, combatia pelos hunos.
Os visigodos viram-no, passaram avante e vingaram-no. Ao pôr-do-sol, gépidas, ostrogodos, ciros, burgundos, turíngios, hunos, misturados uns com outros, tinham mordido a terra cataláunica, e os restos da inumerável hoste de Átila, encerrados no seu acampamento fortificado, preparavam-se para morrer; porque Teodorico jazia para sempre, e o franquisque dos visigodos era vingador e inexorável.
O romano Aécio teve, porém, piedade de Átila e disse aos filhos de Teodorico: - ide-vos, porque o império está salvo.
E Torismundo, o mais velho, perguntou a seus dois irmãos Teodorico e Frederico: - está acaso vingado o sangue do nosso pai?
De sobejo o estava ele! Ao aparecer do dia, por quanto os olhos podiam alcançar, não se viam senão cadáveres.
E os visigodos deixaram entregues a si os romanos, que, desde então, não souberam senão fugir diante de Átila.
Quem contará, porém, as vitórias de nossos avós durante três séculos de glória? Quem poderá celebrar o esforço de Eurico, de Teudes, de Leovigildo; quem saberá todas as virtudes de Recaredo e de Vamba?
Mas, em qual coração resta hoje virtude e esforço, no vasto império de Espanha?

3
Era, pois, numa destas noites como a que desceu do céu depois do desbarato dos hunos; era numa destas noites em que a terra, envolta no seu manto de escuridade, se povoa de terrores incertos; em que o sussurro do pinhal é como um coro de finados, o despenho da torrente como um ameaçar de assassino, o grito da ave noturna como uma blasfêmia do que não crê em Deus.
Nessa noite fria e úmida, arrastado por agonia íntima, vagava eu às horas mortas pelos alcantis escalvados das ribas do mar, e enxergava ao longe o vulto negro das águas balouçando-se no abismo que o Senhor lhes deu para perpétua morada.
Por cima da minha cabeça passava o norte agudo. Eu amo o sopro do vento, como o rugido do mar:
Porque o vento e o oceano são as duas únicas expressões sublimes do verbo de Deus, escritas na face da terra quando ainda ela se chamava caos.
Depois é que surgiu o homem e a podridão, a árvore e o verme, a bonina e o emurchecer. E o vento e o mar viram nascer o gênero humano, crescer a selva, florescer a primavera; - e passaram, e sorriram-se.
E, depois, viram as gerações reclinadas nos campos do sepulcro, as árvores derribadas no fundo dos vales secas e carcomidas, as flores pendidas e murchas pelos raios do sol do estio; - e passaram, e sorriram-se.
Que tinham eles, de feito, com essas existências, mais passageiras e incertas que as correntezas de um e que as ondas buliçosas do outro?

4
O mundo atual nunca poderá entender plenamente o afeto que, vibrando-me dolorosamente as fibras do coração, me arrastava para as solidões marinhas do promontório, quando os outros homens nos povoados se apinhavam à roda do lar aceso e falavam das suas mágoas infantis e dos seus contentamentos de um instante.
E que me importa a mim isso? Virão um dia a esta nobre terra de Espanha gerações que compreendam as palavras do presbítero.
Arrastava-me para o ermo um sentimento íntimo, o sentimento de haver acordado, vivo ainda, deste sonho febril chamado vida, e de que hoje ninguém acorda, senão depois de morrer.
Sabeis o que é esse despertar de poeta?
É o ter entrado na existência com um coração que transborda de amor sincero e puro por tudo quanto o rodeia, e ajuntaram-se os homens e lançarem-lhe dentro do seu vaso de inocência lodo, fel e peçonha e, depois, rirem-se dele:
É o ter dado às palavras - virtude, amor pátrio e glória - uma significação profunda e, depois de haver buscado por anos a realidade delas neste mundo, só encontrar aí hipocrisia, egoísmo e infâmia:
É o perceber à custa de amarguras que o existir é padecer, o pensar descrer, o experimentar desenganar-se, e a esperança nas coisas da terra uma cruel mentira de nossos desejos, um fumo tênue que ondeia em horizonte aquém do qual está assentada a sepultura.
Este é o acordar do poeta. Depois disso, nos abismos da sua alma só há para mandar aos lábios um sorriso de desprezo em resposta às palavras mentidas dos que o cercam, ou uma voz de maldição desabridamente sincera para julgar as ações dos homens.
É então que para ele há unicamente uma vida real - a intima; unicamente uma linguagem inteligível - a do bramido do mar e do rugido dos ventos; unicamente uma convivência não travada de perfídia - a da solidão.

5
Tal era eu quando me assentei sobre as fragas; e a minha alma via passar diante de si esta geração vaidosa e má, que se crê grande e forte, porque sem horror derrama em lutas civis o sangue de seus irmãos.
E o meu espírito atirava-se para as trevas do passado.
E o sopro rijo do norte afagava-me a fronte requeimada pela amargura, e a memória consolava-me das dissoluções presentes com a aspiração suave do formoso e enérgico viver de outrora.
E o meu meditar era profundo, como o céu, que se arqueia imóvel sobre nossas cabeças; como o oceano, que, firmando-se em pé no seu leito insondável, braceja pelas baías e enseadas, tentando esboroar e desfazer os continentes.
E eu pude, enfim, chorar.

6
Que fora a vida se nela não houvera lágrimas?
O Senhor estende o seu braço pesado de maldições sobre um povo criminoso; o pai que perdoara mil vezes converte-se em juiz inexorável; mas, ainda assim, a Piedade não deixa de orar junto dos degraus do seu trono.
Porque sua irmã é a Esperança, e a Esperança nunca morre nos céus. De lá ela desce ao seio dos maus antes que sejam precitos.
E os desgraçados na sua miséria conservam sempre olhos que saibam chorar.
A dor mais tremenda do espírito quebrantam-na e entorpecem-na as lágrimas.
O Sempiterno as criou quando nossa primeira mãe nos converteu em réprobos: elas servem, porventura, ainda de algum refrigério lá nas trevas exteriores, onde há o ranger dos dentes.
Meu Deus, meu Deus! - Bendito seja o teu nome, porque nos deste o chorar.


- Alexandre Herculano, in Eurico, o Presbítero

Romance de Avalor

Pela ribeira dum rio
que leva as águas ao mar
vai o triste de Avalor,
não sabe se há de tornar.
As águas levam seu bem;
ele leva o seu pesar.
só vai e sem companhia,
que os seus fora deixar:
que quem não leva descanso,
descansa em só caminhar.
Descontra onde ia a barca
se ia o sol abaixar;
indo-se abaixando o sol
escurecia-se o ar;
tudo se fazia triste
quanto havia de ficar
Da barca levantam remos
e ao som do remar
começaram os remeiros
do barco este cantar:
"Que frias eram as águas!
Quem as haverá de passar?"
Dos outros bancos respondem:
"Quem as haverá de passar
senão quem a vontade pôs
onde a não pode tirar."
Trás a barca o levam olhos
quanto o dia dá lugar.
Não durou muito, que o bem
não pode muito durar.
Vendo o sol posto, contra ele,
soltou os olhos ao chorar;
soltou rédea a seu cavalo,
da beira do rio a andar:
e a noite era calada
pera mais o magoar,
que o compasso dos remos
era o do seu suspirar:
querer contar suas mágoas
seria areias contar.
Quanto mais se ia alongando,
se ia alongando o soar:
de seus ouvidos aos olhos
a tristeza foi igualar.
Assi como ia a cavalo
foi pela água dentro entrar;
e dando um longo suspiro
ouvira longe falar:
"Onde mágoas levam alma,
vão também corpo levar":
mas indo assi por acerto
foi c'um barco n'água dar,
que estava amarrado à terra
e seu dono era a folgar.
Salta assi como ia dentro
e foi a amarra cortar:
a corrente e a maré
acertaram-no ajudar.
Não sabem mais que foi dele
nem novas se podem achar,
suspeitou-se que era morto
mas não é para afirmar,
que não no embarcou ventura
para isso o foi guardar.
Mas são as águas do mar
De quem se pode fiar.


- Bernardim Ribeiro

Quinta-feira, Abril 29, 2004

Oil boom predicted, in East Africa

Africa's Indian Ocean coast is poised to become a new source of oil and gas on the continent, according to a US oil industry expert whose firm has been carrying out satellite and geological surveys of the region.

West Africa, which supplies the US with 15% of its oil imports, has been the traditional focus for oil exploration on the continent.

But in an interview published on the US State Department's website, oil firm director Chris Machette-Downes said: "East Africa is very likely to become one of the hottest oil exploration frontiers in the next few years."

Commenting on a survey of the coast from the Kenya-Somalia border to South Africa, he said that for years east Africa had only been regarded as good for natural gas production, but that view had changed.

Oil production is already under way in Sudan. A host of companies are exploring offshore in the region, including Shell and the Anglo-US firm Aminex off the coast of Tanzania.

Machette-Downes predicted that any major finds of oil in east Africa would be exported chiefly to oil-hungry Asian nations.

Chinese and Indian companies, as well as the Malaysian firm Petronas, are already involved in oil extraction from Sudan.

- Guardian Unlimited

Sudan: Rebels Responsible for Violence (?)



Stung by charges that his government is fomenting ethnic cleansing in western Sudan, the humanitarian affairs minister came to see the evidence for himself — looted grain silos, scorched farmland, huts burned to heaps of black clay, and accounts of hundreds of thousands made homeless. But left unanswered was the question of who is to blame for the tragedy and looming famine in the Iraq-sized province of Darfur — the Arab-dominated government in Khartoum, or the rebels it claims are threatening Sudan's stability with their campaign for autonomy?

The Darfur disaster has emerged as a delicate peace, brokered by Western and African diplomats, is taking root in another of Sudan's conflict zones — a 21-year civil war broadly defined as pitting the Muslim north against the Christian and animist south.

In Darfur, which is almost completely Muslim, the division is between African and Arab.

Human rights groups say the government is giving air support to the Arab tribal militias in Darfur. The government says the tribesmen are defending themselves against autonomy-seeking rebels, but denies aiding them.

The government signed a 45-day cease-fire with the rebels on April 8, and during his visit last week, Humanitarian Affairs Minister Ibrahim Hamid appealed to international relief groups to help. Sudanese officials said U.N. human rights investigators who arrived in the country last week would have free access to Darfur.

To Hamid, villagers described fleeing from armed horsemen who burned and looted their homes. They said they didn't know who the attackers were, but out of the earshot of Hamid's entourage, an African tribal chief blamed "janajaweed" — tribal militias.

The chief, who requested anonymity, did not say whether he believed the government was backing the janajaweed. Human rights groups accuse the government of bombing villages before janajaweed raids and providing helicopter reconnaissance afterward. New York-based Human Rights Watch calls it "a strategy of ethnic-based murder, rape and forcible displacement of civilians in Darfur."

Last week it said it had documented dozens of janajaweed attacks supported by government forces. It described an operation in which troops allegedly worked with janajaweed to detain 136 African men whom the militias later massacred.

A U.N. report leaked last week accused Sudanese forces of raping non-Arab women and girls and bombing civilians in what may amount to crimes against humanity. West Darfur Governor Adam Sulieman has said any atrocities are the work of "bandits, outlaws and rebels."

In a TV interview last week, Foreign Minister Mustafa Osman Ismail said the janajaweed "took up arms to defend themselves" against rebel attacks. But while denying the government was backing the janajaweed, he said it "may have turned a blind eye toward the militias ... because those militias are targeting the rebellion."

The rebels accuse the government of neglecting impoverished Darfur, long an arena for clashes between African farmers and Arab herdsmen over grazing areas.

Visiting the Mukjar area, with a population of 123,000, minister Hamid was told rebels had attacked three times since October, making it impossible to harvest crops.

Some 51,000 people, mostly women, fled to camps around Mukjar, Hamid was told.

"When I came here, I saw women crawling on their knees to pick up grain from the ground," said Ahmed Sabah Rizzigallah, deputy director of a Kuwaiti organization that was the only foreign aid group working in the area.

- Tehran Times

Ilusão É Arte, Pois Eu Não Ajo

Fico ou Parto - com constante alegria
Meus pensamentos, embora cépticos, são sagrados
Santa prece para o conhecimento ou puro facto.

Então enceno a esperança de que posso criar
Um mundo vivo em torno dos meus olhos mortais
Um triste paraíso é o que imito
E anjos caídos cujas asas perdidas são suspiros.

Neste estado não mundano em que me movimento
A minha Fé e Esperança são, diabólica moeda corrente.
Em mundos falsificados, cunho pequenos donativos
Em torno de mim, e troco minha alma por amor.


- Allen Ginsberg

Brincadera

Diz um miúdo para outro:

- Vamos brincar?
- Vamos, mas a quê?
- A Funcionário Público!!
- E como é que é?
- Então, o primeiro que se mexer, perde!!!!!!!!

Quarta-feira, Abril 28, 2004

Novo Link

Do Alcance do Objectivo

A Juventude é um factor de irritação que leva à "Descoberta"!
A Humildade é um factor interior que leva à consagração e consolidação da Experiência.

Da igualização das distinções

Tzu-Ch'i, um homem de Nan Kuo, estava encostado a um tamborete, ausente, sem respirar e de olhar pasmado fixo no céu. Parecia ter-lhe morrido uma companhia querida ou nele ter-se perdido a ligação do espírito com o corpo.
Yen Ch'eng Tzu-Yu que para o servir esperava à frente dele, exclamou "Como podeis transformar o corpo numa árvore seca e o espírito em cinzas mortas?
O homem que agora está encostado no tamborete não é o mesmo de há instantes atrás!"
"A pergunta é boa, Yen" - disse Tzu-Ch'i.
"Naquele momento perdi-me de mim. Compreendes? Talvez conheças a música dos homens, mas não a música da terra. Ou se ouviste a música da terra, não escutaste a música do céu! "
"Posso perguntar-vos o que isso significa?", disse Tzu-Yu.
Tzü Ch'i disse," Quando a terra respira, o sopro chama-se vento. Há alturas em que o vento não se levanta, mas quando o faz, dez mil aberturas desatam a gritar. Nunca ouviste o ulular do vento a sair? Nas florestas agitadas das montanhas, há árvores enormes com cem palmos de periferia, com buracos e aberturas como os do nariz, da boca, das orelhas, dos cântaros, das chávenas ou dos almofarizes, como gretas ou como sulcos. Roncam como o mar, zunem como setas, guincham, arfam, bradam, fungam, gemem, gritam, aqueles que vão adiante a chamar Eh!Eh! e os que vão atrás a responder Uh! Uh!, calmamente se o vento é ligeiro, ou num coro colossal se há tempestade. A fúria do vento passa e todos os buracos ficam outra vez sem som. Nunca reparaste como a música da terra se desvanece lentamente?
Tzü Yu disse, "A música da terra aparece desses buracos todos, e a dos homens de flautas de cana de bambu.
Posso pedir-vos para falar da música do Céu?"
Tzü Ch'i disse, "É o soprar das dez mil coisas, todas diferentes com cada uma a realizar-se por si mesma e decidindo por si. Mas o que é que provoca esse som?"

O grande saber é englobante e generoso, o pequeno saber é limitado e interesseiro. O grande discurso é claro e resplandece, o discurso menor é acre, e inclinado a discutir.
A dormir o espírito dos homens vagueia; acordados o corpo apressa-se.
A participação nos contactos humanos engendra acções oblíquas e o empenho numa luta quotidiana; surgem então indecisões, dissimulações e pensamentos reservados. Apreensões menores criam inquietude e agitação. Grandes apreensões engendram inércia e preguiça.
Em acção os homens, visam os outros como a flecha saída do arco, falando do correcto e incorrecto que julgam dominar, para depois se imobilizarem nas suas posições como conjurados seguros de conseguir vitória. Assim se enfraquecem todos os dias, como estes no Outono e Inverno.
Sufocam nos seus afazeres ensombrando-se como se estivessem fechados a lacre, as suas mentes caminham para a morte, e não há maneira de os trazer de volta para a luz do sol.


- Lao Tze

Cenas: "Interlúdio"

- De Contemptu et Odio Fugiendo
(De Como Se Deve Evitar Ser Desprezado E Odiado)


Quando Nicolau Maquiavel elaborou "O Princípe", não estava a pensar que, fruto da sua Obra, existiriam no futuro dilectos pupilos aos quais as suas 'linhas' irião inspirar sobremaneira.

(..) que o príncipe pense (como acima se disse em parte) em fugir àquelas circunstâncias que possam torná-lo odioso e desprezível; sempre que assim proceder, terá cumprido o que lhe compete e não encontrará perigo algum nos outros defeitos. Odioso o tornará, acima de tudo, como já disse, o ser rapace e usurpador dos bens e das mulheres dos súditos, do que se deve abster; e, desde que não se tirem nem os bens nem a honra à universalidade dos homens, estes vivem felizes e somente se terá de combater a ambição de poucos, o que se refreia por muitos modos e com facilidade.
Desprezível o torna ser considerado volúvel, leviano, efeminado, pusilânime, irresoluto, do que um príncipe deve guardar-se como de um escolho, empenhando-se para que nas suas acções se reconheça grandeza, coragem, gravidade e fortaleza; com relação às ações privadas dos súditos, deve querer que a sua sentença seja irrevogável; deve manter-se em tal conceito que ninguém possa pensar em enganá-lo ou traí-lo.
O príncipe que dá de si esta opinião é assaz reputado e, contra quem é reputado, só com muita dificuldade se conspira; dificilmente é atacado, desde que se considere excelente e seja reverenciado pelos seus. Na verdade, um príncipe deve ter dois temores: um de ordem interna, de parte de seus súbditos, o outro de natureza externa, de parte dos potentados estrangeiros. Destes se defende com boas armas e
bons amigos; e sempre que tenha boas armas terá bons amigos. A situação interna, desde que ainda não perturbada por uma conspiração, estará segura sempre que esteja estabilizada a externa; mesmo quando esta se agite, se o príncipe organizou-se e viveu como eu já disse, desde que não desanime, resistirá a qualquer impacto, como salientei ter feito o espartano Nábis.
Mas, a respeito dos súbditos, quando os negócios externos não se agitam, deve-se temer que conspirem secretamente, contra o que o príncipe se assegura firmemente fugindo de ser odiado ou desprezado e mantendo o povo com ele satisfeito; isto é de necessidade seja conseguido, como já acima se falou longamente. Um dos mais poderosos remédios de que um príncipe pode dispor contra as conspirações é não ser odiado pela maioria, porque sempre, quem conjura, pensa com a morte do príncipe satisfazer o povo, mas, quando considera que com isso irá ofendê-lo, não se anima a tomar semelhante partido, mesmo porque as dificuldades com que os conspiradores têm de se defrontar são infinitas. Por experiência vê-se que muitas foram as conspirações mas poucas tiveram bom fim, pois quem conspira não pode ser sozinho, nem pode ter por companheiros senão aqueles que acredite estarem descontentes; mas, logo que tenhas revelado a um descontente a tua intenção, lhe dás motivo para ficar contente porque, evidentemente, ele pode daí esperar todas as vantagens; de forma que, vendo o ganho certo de um lado, sendo o outro dúbio e cheio de perigo, é preciso seja ou extraordinário amigo teu ou implacável inimigo do príncipe para manter-te a palavra empenhada.
Para reduzir o assunto a termos breves, digo que do lado do conspirador não existe senão medo, ciúme, suspeita de castigo que o atordoa; mas, do lado do príncipe, existe a majestade do principado, as leis, as barreiras dos amigos e do Estado que o defendem; consequentemente, somada a tais factores a benevolência popular, é impossível exista alguém tão temerário que venha a conspirar. Isso porque, geralmente, onde um conspirador teme antes da execução do mal, se tiver o povo por inimigo, deve temer ainda, mesmo depois de ocorrido o facto, não podendo por isso esperar qualquer amparo.

Cenas do 3º Capítulo

- Golpe de Cena

Santana Lopes não quer concentração de apoio ao Túnel do Marquês
Convocada pelos seus mandatários de campanha

O presidente da Câmara de Lisboa, Pedro Santana Lopes, pediu que não se realize a concentração de apoio a si mesmo e em defesa do Túnel do Marquês que é hoje convocada num anúncio publicitário. O texto, que apela a uma manifestação, amanhã, na Praça do Município, é da responsabilidade dos mandatários da campanha de Santana Lopes, Ruy de Carvalho e Rita Salema.

Num comunicado enviado à Lusa, os organizadores da iniciativa - Ruy de Carvalho, Rita Salema e Maria Cunha, Pedro Agulheiro e Vítor Barros - esclarecem que a concentração é um protesto contra a decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa de suspender as obras do Túnel do Marquês até que seja elaborado um estudo de impacte ambiental.
(..)

Pois, o Sr. Presidente da CML não 'sabia de nada'! É um 'desconhecedor' das 'tropelias benfazejas'!
O "gang" do Teatro é que é 'responsável' pela elaboração e pagamento dos anúncios!
Anúncio não identificado marca manifestação de apoio ao Túnel do Marquês
Andam a ganhar bem!!

Cenas do 2º Capítulo

- O Império Contra-Ataca

José Eduardo Martins assume responsabilidade, mas contesta decisão do Tribunal
Túnel do Marquês: secretário de Estado diz que lei não obriga a estudo de impacte ambiental

Cada qual tem que tomar as suas decisões na vida.

Cenas do 1º Capítulo

O Presidente da CML, vai assacar as culpas e responsabilidades, pela falta do estudo de impacto ambiental, ao Secretário de Estado do Ambiente; espero bem que o José Eduardo Martins não se fique!
Espero bem, que não permita ser triturado por este garnizé e galã de 'meia-tigela' - qual Imperator de um qualquer pseudo Circus Romanus! A ver vamos se o sistema contra-ataca, ou se José Eduardo Martins 'parte a louça'!

É facto que, o Tribunal Administrativo ao embargar as obras, vem criar uma situação de incumprimento por parte da CML.
Das cláusulas penais resulta que, o empreiteiro terá de ser ressarcido pelo tempo de paragem. O empreiteiro apenas tem a haver com a execução das obras, propriamente ditas, e nada com Projecto ou quaisquer burocracias relativas, e que ao mesmo digam respeito; sendo tais buracracias da conta e responsabilidade do dono da obra - CML.
O Presidente da CML, ao 'bom-estilo' que é próprio de dita Instituição (CML), não assume responsabilidades da sua "boa-fé"!

Pretende, agora, transferir as responsabilidades para o Governo, na pessoa do Secretário de Estado do Ambiente! "Santana Diz Que Governo o Dissuadiu de Encomendar Estudo Ambiental para o Túnel do Marquês"
O sr. Presidente da CML, terá de apresentar provas do que afirma.

De mais a mais, a prova provada da sua constante incoerência, demagogia e 'show-off', é demonstrado num anúncio que fez publicar hoje no Jornal Público, onde dá conta da 'decisão' do Tribunal Administrativo!!

Tudo às expensas do erário camarário!
Haja vergonha! Há limites para tudo!

Terça-feira, Abril 27, 2004

A Lenda de Narciso



"Eco era uma bela ninfa, amante dos bosques e dos montes, onde se dedicava a distrações campestres. Era favorita de Diana e acompanhava-a em suas caçadas. Tinha um defeito, porém: falava de mais e, em qualquer conversa ou discussão, queria sempre dizer a última palavra.

Certo dia, Juno saiu à procura do marido, de quem desconfiava, com razão que estivese se divertindo entre as ninfas. Eco, com sua conversa, conseguiu entreter a deusa, até as ninfas fugirem.
Percebendo isto, Juno condenou-a com estas palavras:

- Só conservarás o uso dessa língua com que me iludiste para uma
coisa de que gostas tanto: responder. Continuarás a dizer a última
palavra, mas não poderás falar em primeiro lugar.

A ninfa viu Narciso, um belo jovem, que perseguia a caça na montanha. Apaixonou-se por ele e seguiu-lhe os passos. Quanto desejava dirigir-lhe a palavra, dizer-lhe frases gentis e conquistar-lhe o afecto! Isso estava fora de seu poder, contudo. Esperou, com impaciência, que ele falasse primeiro, a fim de que pudesse responder.
Certo dia, o jovem, tendo se separado dos companheiros, gritou bem alto:

- Há alguém aqui?

- Aqui - respondeu Eco.

Narciso olhou em torno e, não vendo ninguém, gritou:

- Vem!

- Vem! - respondeu Eco.

- Por que foges de mim? - perguntou Narciso

Eco respondeu com a mesma pergunta.

- Vamos nos juntar - disse o jovem.

A donzela repetiu, com todo o ardor, as mesmas palavras e correu
para junto de Narciso, pronta a se lançar em seus braços.

- Afasta-te! - exclamou o jovem, recuando. - Prefiro morrer a te
deixar possuir-me.

- Possuir-me - disse Eco.

Mas foi tudo em vão. Narciso fugiu e ela foi esconder sua vergonha no recesso dos bosques. Daquele dia em diante, passou a viver nas cavernas e entre os rochedos das montanhas. De pesar, seu corpo definhou, até que as carnes desapareceram inteiramente. Os ossos transformaram-se em rochedos e nada mais dela restou além da voz. E, assim, ela ainda continua disposta a responder a quem quer que a chame e conserva o velho hábito de dizer a última palavra.

A crueldade de Narciso nesse caso não constituiu uma exceção. Ele
desprezou todas as ninfas, como havia desprezado a pobre Eco. Certo
dia, uma donzela que tentara em vão atraí-lo implorou aos deuses que
ele viesse algum dia a saber o que é o amor e não ser correspondido.
A deusa da vingança (Nêmesis) ouviu a prece e atendeu-a.

Havia uma fonte clara, cuja água parecia de prata, à qual os pastores jamais levavam os rebanhos, nem as cabras monteses freqüentavam, nem qualquer um dos animais da floresta. Também não era a água enfeada por folhas ou galhos caídos das árvores; a relva crescia viçosa em torno dela, e os rochedos a abrigavam do sol. Ali chegou um dia Narciso, fatigado da caça, e sentindo muito calor e muita sede. Debruçou-se
para desalterar-se, viu a própria imagem refletida e pensou que fosse algum belo espírito das águas que ali vivesse. Ficou olhando com admiração para os olhos brilhantes, para os cabelos anelados como os de Baco ou de Apolo, o rosto oval, o pescoço de marfim, os lábios entreabertos e o aspecto saudável e animado do conjunto.
Apaixonou-se por si mesmo. Baixou os lábios, para dar um beijo e mergulhou os braços na água para abraçar a bela imagem. Esta fugiu com o contato, mas voltou um momento depois, renovando a fascinação. Narciso não pode mais conter-se. Esqueceu-se de todo da idéia de alimento ou repouso, enquanto se debruçava sobre a fonte, para contemplar a própria imagem.

- Por que me desprezas, belo ser? - perguntou ao suposto espírito.
- Meu rosto não pode causar-te repugnância. As ninfas me amam e tu mesmo não parece olhar-me com indiferença. Quando estendo os braços, fazes o mesmo, e sorris quando te sorrio, e respondes com acenos aos meus acenos.

Suas lágrimas cairam na água, turvando a imagem. E, ao vê-la partir, Narciso exclamou:

- Fica, peço-te! Deixa-me, pelo menos, olhar-te, já que não posso tocar-te.

Com estas palavras, e muitas outras semelhantes, atiçava a chama que o consumia, e, assim, pouco a pouco, foi perdendo as cores, o vigor e a beleza que tanto encantara a ninfa Eco. Esta mantinha-se perto dele, contudo, e, quando Narciso gritava: "Ai, ai", ela respondia com as mesmas palavras. O jovem, depauperado, morreu. E, quando sua sombra atravessou o Estige, debruçou-se sobre o barco, para avistar-se na água.

As ninfas choraram-no, especialmente as ninfas da água. E, quando esmurravam o peito, Eco fazia o mesmo. Prepararam uma pira funerária, e teriam cremado o corpo, se o tivessem encontrado; no seu lugar, porém, só foi encontrada uma flor, roxa, rodeada de folhas brancas, que tem o nome e conserva a memória de Narciso.

Milton faz alusão à história de Eco e Narciso, na canção da Dama, do poema "Comus". A Dama, procurando os irmãos na floresta, canta, para atrair-lhes a atenção:

Ó Eco, doce ninfa que, invisível,
Vives nas verdes margens do Meandro
E no vale coberto de violetas,
Onde ao luar o rouxinol te embala,
Com seu canto nostálgico e suave,
Dois jovens tu não viste, por acaso,
Bem semelhantes, Eco, ao teu Narciso?
Se, em alguma gruta os escondeste,
Dize-me, ó ninfa, onde essa gruta está
E, em recompensa, subirás ao céu.
E mais graça darás, ó bela ninfa,
À Celeste harmonia em seu conjunto!

Além disso, Milton imitou a história de Narciso na descrição, que põe na boca de Eva, acerca de sua impressão, ao ver-se, pela primeira vez, refletida na fonte:

Muitas vezes relembro aquele dia
Em que fui despertada a vez primeira
Do meu sono profundo. Sob as folhas
E as flores, muitas vezes meditei:
Quem era eu? Aonde ia? De onde vinha?
Não distante de mim, doce ruído
De água corrente vinha. De uma gruta
Saía a linfa e logo se espalhava
Em líquida planície, tão tranqüila
Que outro céu tranqüilo parecia.
Com o espírito incerto caminhei e fui
Na verde margem repousar do lago
E contemplar de perto as claras águas
Que eram, aos meus olhos, novo firmamento.
Ao debruçar-me sobre o lago, um vulto
Bem em frente de mim apareceu
Curvado para olhar-me. Recuei
E a imagem recuou, por sua vez.
Deleitada, porém, como que avistava
Novamente eu olhei. Também a imagem
Dentro das águas para mim olhou,
Tão deleitada quanto eu, ao ver-me.
Fascinada, prendi na imagem os olhos
E, dominada por um vão desejo,
Mais tempo ficaria, se uma voz
Não se fizesse ouvir, advertindo-me:
"És tu mesma que vês, linda criatura."

Paraíso Perdido, Livro IV

Nenhuma das lendas da antiguidade tem sido mais comentada que a de
Narciso. Eis dois epigramas que a encaram sob dois aspectos
diferentes.
O primeiro é de Goldsmith:

A PROPÓSITO DE UM JOVEM QUE FICOU CEGO
EM CONSEQÜÊNCIA DE UM RAIO

Não por ódio ou descuido a Providência
Isto te fez, mas por piedade e arte:
Se cego te tornou, como Cupido,
Da sorte de Narciso quis livrar-te.

O outro é de Cooper:

SOBRE UM MOÇO FEIO

Evita, amigo, evita debruçar-te
Sobre o cristal de um cristalino veio,
Senão, como Narciso, irás matar-te,
Não por te veres belo, mas tão feio.

Santana Lopes responsabiliza Secretário de Estado por falta de estudo ambiental

(Este tipo é uma besta!! Grande sac..)

O presidente da Câmara de Lisboa responsabilizou na terça- feira o Secretário de Estado do Ambiente pela falta de um estudo de impacto ambiental, que levou o Tribunal Administrativo a mandar suspender a obra do Túnel do Marquês.

"A entidade perante a qual tem de se apresentar o estudo disse sempre que não era necessário apresentar o estudo de impacte ambiental", afirmou durante a reunião da Assembleia Municipal de Lisboa (AML) Santana Lopes, referindo que foi o próprio Secretário de Estado do Ambiente que garantiu à autarquia que a obra projectada não necessitava deste documento.

O Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa mandou suspender os trabalhos relativos à estrutura do Túnel, até à realização de um estudo de impacte ambiental, em sequência de uma acção popular movida em Janeiro pelo advogado José Sá Fernandes.

"Tudo o que era exigível à câmara foi feito. Em relação ao estudo de impacte ambiental, não podíamos apresentar um estudo perante quem nos dizia que não era preciso", disse Santana Lopes.

A Agência Lusa tentou obter uma reacção do Secretário de Estado de Ambiente, José Eduardo Martins, o que não foi possível em tempo útil.

O Bloco de Esquerda-BE visto pelo Partido Revolucionário do Proletariado-PRP-BR

O B.E.

8.-A degenerescência do processo do Bloco de Esquerda e que culminaria no desvio dos seus partidos integrantes à social democracia, levou o PRP-BR a não aceitar integrar-se nele. Porque, e primeiro que tudo: o B.E. ao entrar no jogo burguês, recusou, traiu na prática, as mudanças radicais que se impunham fazer na sociedade em Portugal. Deixou de ser uma alternativa revolucionária dos trabalhadores, passando agora a ser apenas, um apêndice ou um grupo satélite do PS (com quem aliás tem tentado uma colagem eleitoralista) e do reformismo (do PCP). Sendo o BE maioritariamente constituído por jovens, colarinhos brancos e intelectuais, que estão ligados a certos sectores marginais e preconceituosos da sociedade portuguesa, deixaram de acreditar nos interesses e nas conquistas da grande maioria da nossa população, ou seja:dos trabalhadores porugueses. E assim o seu desvio à direita, levou-os apenas a empenharem-se e interessarem-se pela defesa dos interesses de certas minorias sociais existentes na sociedade portuguesa, e de facto, renunciando deste modo à luta dos trabalhadores portugueses.

9.-O PRP-BR reafirma a necessidade de aprofundar e desenvolver o processo unitário consubstanciado numa nova Frente de Unidade Revolucionária a partir de dissidências do BE onde tal trabalho é possível e desejado, quer criando-se uma Frente Ampla de Esquerda em Portugal numa perspectiva revolucionária, quer viabilizando o nosso novo projecto revolucionário que assenta na clarificação da situação política portuguesa e na radicalização da luta de classes, exigindo uma cada vez maior ligação às lutas concretas dos trabalhadores dentro duma perspectiva fundamentalmente estratégica da Tomada do Poder pelas classes Trabalhadoras, e um aprofundamento do debate ideológico e o seu empenhamento militante que a disciplina revolucionária impõe.

10.-A perspectiva da criação de uma nova Frente de Unidade Revolucionária não pode deixar de considerar a necessidade da conjugação orgânica e política das 4 componentes julgadas fundamentais para um processo insurreicional vitorioso. Essas 4 componentes (os partidos revolucionários, a FUR, as Organizações Populares de Base e as Comissões de Trabalhadores, e finalmente os militares revolucionários dentro das Forças Armadas) não são uma invenção subjectiva do PRP-BR, são a realidade que é preciso transformar revolucionarmente.

Então não é...



... que, JPP passou o 25 de Abril em Puteaux!!

Olhá Liberdade de Expressão

O JCD - "Escabeche" :), tem vindo a publicar uma excelente resenha de textos da Constituinte. De particular relevância a última acerca da Liberdade de Expressão (?!!!)

Tengarrinha, Octávio Pato e afins: CUmenda com eles, já!
Decerto que, com o exemplo de ontem, não tardará muito que lhes seja atribuída a da Ordem de S. Jorge!
Vai uma apostinha?

Interested, anyone?!

Big Firms Gobble Up Lobbying Interests

Consolidation Is the Trend in Influence Industry

Political consultant Joe Trippi became a celebrity by bringing former Vermont governor Howard Dean to the verge of the Democratic presidential nomination. Now Trippi's partners are open to capitalizing on that experience to find a buyer for at least part of their firm.

Steve McMahon of Trippi McMahon & Squier said potential purchasers are doing "quite a bit of tire kicking" of the firm's lobbying affiliate, Issue & Image. "If somebody made us an offer we couldn't refuse," he said, "we wouldn't refuse it."

McMahon is part of a much larger trend. Lobbying and lobbying-related businesses are being gobbled up at such a swift rate that three publicly traded advertising and public relations companies -- WPP Group PLC, Omnicom Group Inc. and Interpublic Group of Companies Inc. -- now own most of the influence industry's best-known names. These global behemoths control firms founded by former president Bill Clinton's pollster, former president Jimmy Carter's spokesman, and the current chairman and immediate past chairman of the Republican Party, among many others.

Insiders say that the consolidation is sure to continue and that other major players will enter the fray. "The business of lobbying is expanding all the time," said Howard Paster, executive vice president of WPP and a pioneer of the corporatization of the District's downtown. "It's only common sense that companies will want to add public affairs businesses to their portfolios."

Some outside observers aren't fans of the movement. "Problems rise exponentially as you get more and more firms under a single roof," said Burdett A. Loomis, a political scientist and lobbying expert at the University of Kansas. "The bigger these merged firms get, the more their service may suffer and the greater the chance for conflicts of interest among their clients."

The mergers are "troubling," said Larry Noble, executive director of the nonpartisan Center for Responsive Politics. "It raises a lot of questions: Will we see one voice -- or just a very few voices -- addressing various public policy questions? Will these few companies become political powerhouses by controlling a lot of the money in politics?"

Spokesmen for the mega-firms dismiss such complaints. They say the businesses they buy remain autonomous so they don't coordinate their campaign giving and are far enough removed from one another to allow clients who compete to retain different divisions of the same parent company. What's more, they insist, the acquisitions are designed to provide clients with a broad array of services needed in today's campaign-style lobbying efforts.

As a business, lobbying in Washington "is a good growth arena," said Harris Diamond, chief executive of the Weber Shandwick unit of Interpublic Group.

The merger trend began in 1989 with the purchase by WPP of the boutique lobbying firm Timmons & Co., which was one of the first non-lawyer lobbying shops in town. WPP, a British-based communications company, also bought a lobbying firm headed by former Carter aide Anne Wexler.

The pace of acquisitions accelerated at the end of the 1990s. In 1999, Interpublic scooped up Cassidy & Associates, Washington's largest lobbying firm, for a reported $72 million in stock. (Along with Cassidy came Powell Tate, the PR shop run by Carter press secretary Jody Powell.) That same year, Interpublic also bought the lobbying firm started by Haley Barbour, the former chairman of the Republican National Committee and now governor of Mississippi. Omnicom was equally acquisitive, purchasing PR and lobbying firms run by prominent Republicans and Democrats. In 2000, Omnicom also bought the issue-advertising firm Greer Margolis Mitchell Burns & Associates.

Continues

- Jeffrey H. Birnbaum
Washington Post

Segunda-feira, Abril 26, 2004

Yellow Submarine

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Com base no filme, vai ser editado em Setembro um livro infantil baseado nas imagens!

"Yellow Submarine".
Lembro-me de umas calças de ganga onde gravei o lema - "All You Need is Love"!

Love, Love, Love.
Love, Love, Love.
Love, Love, Love.

There's nothing you can do that can't be done.
Nothing you can sing that can't be sung.
Nothing you can say but you can learn how to play the game.
It's easy.

Nothing you can make that can't be made.
No one you can save that can't be saved.
Nothing you can do but you can learn how to be you in time.
It's easy.

All you need is love.
All you need is love.
All you need is love, love.
Love is all you need.

Nothing you can know that isn't known.
Nothing you can see that isn't shown.
Nowhere you can be that isn't where you're meant to be.
It's easy.

Yee-hai!
Oh yeah!
She loves you, yeah yeah yeah.
She loves you, yeah yeah yeah.

Myanmar (Burma): Sanctions, Engagement or Another Way Forward?

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Both sides of the international debate on Myanmar need to rethink their policies and objectives. Sanctions have not forced the military to end the grip on power it has maintained since 1962; nor are more sanctions likely to in the future, as there is no chance of them being applied universally. The often limp policies of "engagement" adopted by Myanmar's neighbours have been no more effective. A new approach is required, bridging the gap between the opposing policies. The international community should maintain pressure by setting benchmarks for the progressive lifting of sanctions and new economic support; and it should also offer, unconditionally, a number of new forms of support, including humanitarian aid, designed to create a positive environment for change. But nothing at all should happen unless and until Aung San Suu Kyi is first released from custody and a serious dialogue begins with her National League for Democracy (NLD), both within and beyond the framework of the National Convention due to reconvene on 17 May.

RECOMMENDATIONS

1. All members of the international community should press for, as preconditions for any other policy change:

(a) Daw Aung San Suu Kyi's complete release from any kind of custody; and

(b) the commencement of serious political and constitutional dialogue both within and beyond the National Convention framework.

2. If those preconditions are satisfied, all members of the international community, under the guidance of the UN Secretary-General, should adopt a policy approach which involves:

(a) rethinking basic objectives for Myanmar, balancing what is desirable against what is realistically achievable;

(b) setting benchmarks for political and constitutional change, and using them as both bases for lifting sanctions and incentives for economic development support; and

(c) creating a positive environment for change by support, without further conditions, for conflict prevention and resolution, institution-building, planning for economic development, and humanitarian aid for vulnerable groups.

3. Realistic objectives for Myanmar should include, in the first instance:

(a) immediate improvements in political conditions, including release of all political prisoners, and freedom of movement and association for all participants in the political process;

(b) progress toward a democratic constitution, opening the way for a broader inclusion of all political groups in government; and

(c) progress on economic and social change.

4. Benchmarks of the following kind should be developed by countries applying sanctions, in particular the U.S. and EU members, in consultation with and under the guidance of the UN Secretary-General, the achievement of which would guide the progressive lifting of such sanctions:

(a) release of all political prisoners;

(b) freedom of movement and association for all participants in the political and constitutional-reform process;

(c) full inclusion of the NLD and ethnic nationality groups in the constitutional reform process;

(d) commitment to a reasonable timetable for the conduct of, and achievement of outcomes in, that process;

(e) provision and implementation of legal guarantees of human rights;

(f) establishment of a transitional government;

(g) holding of properly conducted elections.

5. Such benchmarks should also be used as incentives, as political and constitutional progress is made, for benefits including:

(a) funding from the World Bank, the IMF and Asian Development Bank as the government implements economic policies that will create the environment for growth;

(b) assistance in particular for infrastructure and other development projects, including rehabilitation of power plants and other vital services; and

(c) access to European and U.S. markets for textiles and other manufactured goods.

6. Without further conditions, more international support should be given for conflict prevention and resolution within Myanmar, in particular by:

(a) Myanmar's neighbours continuing and increasing efforts to create an environment conducive to further ceasefire agreements and peace talks between the military government and the remaining insurgent groups;

(b) international donors expanding humanitarian assistance to ethnic minority areas and developing a long-term plan for post-conflict reconstruction in those areas; and

(c) international donors also providing further training and assistance to aid the participation of ethnic minorities in future constitutional negotiations.

7. Without further conditions, more international support should be given to institution-building within Myanmar, including by:

(a) Japan and the ASEAN countries renewing and increasing support for civil service reform and capacity-building at all levels of the state, including programs for local administrations in the special regions;

(b) the UN system commissioning a detailed report on the state of the independent sectors, which would examine the structure, capacity and activities of political parties, civil society organisations and private companies and develop baselines against which to measure their future growth and openness;

(c) the donor community developing on the basis of that report an in-country aid program specifically to train and support individuals working in key independent sectors, contingent on the degree of freedom from governmental control of each sector; and

(d) generally expanding the availability of overseas scholarships, study trips, and longer-term placements in international institutions for Myanmar nationals, targeting government officials as well as members of political parties, civil society organisations, and the next generation of leaders and administrators.

8. Without further conditions, more international support should be given for planning for economic development, in particular by:

(a) international donors establishing a Myanmar Aid Group and appointing a prominent economic envoy or interlocutor to play a role similar to that of Razali Ismail and Paulo Sergio Pinheiro in the political and human rights realms respectively;

(b) encouraging the international financial institutions (IFIs) to establish local offices in Yangon to facilitate policy dialogue and broader consultation with relevant groups and expand their knowledge base; and

(c) modifying the UNDP's special mandate to allow the UN Country Team as a whole to engage in policy dialogue with the government, as well as selective capacity-building in the social and other poverty-related sectors, and allow the UN to provide assistance to a larger share of the population.

9. Without further conditions, more international humanitarian aid should be made available to vulnerable groups, in particular by aid agencies and international organisations:

(a) using increased humanitarian aid as an entry point for dialogue with the military government on the causes of systemic vulnerabilities;

(b) working, as far as possible, to draw different sides in the political, economic, social and religious conflicts into joint planning and execution of assistance projects;

(c) establishing two joint task forces to address food security and basic education, as well as an overarching project on reconstruction of war-torn communities and economies in the border areas;

(d) expanding International Committee of the Red Cross (ICRC) efforts to protect civilian populations in heavily militarised and conflict-affected areas;

(e) implementing the International Labour Organization (ILO) May 2003 agreement with the Myanmar government on an action plan to eliminate forced labour, emphasising the new mechanism for facilitating action by victims of forced labour; and

(f) resuming human rights training programs with a new emphasis on army personnel and the institutions where they are working.

10. The UN Secretary-General should:

(a) upgrade the present UN envoy role by appointing a Special Representative with a broader, more pro-active mandate;

(b) develop, with the advice and assistance of the Special Representative, a credible plan for international engagement in the roadmap process, taking into account the objectives and benchmarks proposed in this report; and

(c) visit Myanmar to impress personally upon the military leadership the importance the UN attaches to the national reconciliation process.

11. ASEAN and its member states should:

(a) press the Myanmar government for a commitment to finalise the constitution and hold free and fair elections before its ASEAN presidency in 2006;

(b) offer appropriate assistance to ensure effective and timely implementation of specific commitments; and

(c) make clear that consideration would have to be given to altering the presidency arrangements for 2006 in the absence of major progress toward the achievement of the agreed benchmarks.

12. China, India and other neighbours of Myanmar should state clearly their support for UN efforts to promote national reconciliation and use their influence to persuade the military government to recognise the urgent need for substantial political and economic reform.

Yangon/Brussels, 26 April 2004
ICG

(En) Comenda

Via Afonso - Razão das Coisas, eis os fundamentos que levaram a atribuir, hoje, a Comenda da Liberdade a Isabel do Carmo.

Tarefas imediatas do proletariado

Na hora actual e feita a análise anterior , o PRP-BR dá como tarefas imediatas dos trabalhadores as seguintes:

1-CONSOLIDAÇÃO E COORDENAÇÃO DAS COMISSÕES DE TRABALHADORES ELEITAS.
2-CRIAÇÃO DE COMISSÕES DE TRABALHADORES POLÍTICAS ELEITAS POR LOCAL DE TRABALHO.
3-OCUPAÇÃO DE TERRAS COM EXPROPRIAÇÃO . E CRIAÇÃO DE COOPERATIVAS.
4-OCUPAÇÃO DE CASAS. CRIAÇÃO DE COMISSÕES NOS PRÉDIOS OCUPADOS.
5-DESENVOLVIMENTO DAS LUTAS NAS FÁBRICAS PELA GREVE E PELA OCUPAÇÃO.
6-ORGANIZAÇÃO DE COMISSÕES DE SOLDADOS E MARINHEIROS.
7-ORGANIZAÇÃO DE TRABALHADORES EM FUNÇÃO DA DEFESA ARMADA CONTRA A REACÇÃO.
8-LUTA CONTRA AS ELEIÇÕES , PELA PROPAGANDA E PELO ESCLARECIMENTO.
9-CONSOLIDAÇÃO E ALARGAMENTO DA ORGANIZAÇÃO PARTIDÁRIA.

CAMARADAS, PROLETÁRIOS DA CIDADE E DOS CAMPOS

CAMARADAS, SOLDADOS E MARINHEIROS

CAMARADAS, MILITANTES REVOLUCIONÁRIOS

A REVOLUÇÃO ESTÁ NA ORDEM DO DIA

Organizemo-nos nos locais de trabalho Organizemo-nos nas Forças Armadas Organizemo-nos para a Revolução Socialista

Viva a Classe Operária!

Viva a Ditadura do Proletariado!

Viva o Comunismo!

POR UMA FRENTE DE UNIDADE REVOLUCIONÁRIA !

O PRP-BR PROPÕE A TODAS AS ASSOCIAÇÕES CÍVICAS , ÀS ORGANIZAÇÕES SINDICAIS E AOS PARTIDOS PROGRESSISTAS DA ESQUERDA EM PORTUGAL , A CRIAÇÃO DE UMA F.U.R. PARA COMBATER AS FORÇAS DIREITISTAS E REACIONÁRIAS DA SOCIEDADE CAPITALISTA E PARA LUTAR CONTRA A CANALHA QUE ROUBA O TRABALHO E A TERRA A QUEM TRABALHA , E PARA TODOS OS TRABALHADORES PORTUGUESES , NÓS PROPOMOS :

1.A organização da auto-defesa da Aliança Operária e Camponesa, em particular através dos órgãos de Poder Popular, face aos ataques de toda a ordem da reacção capitalista.

2.A luta pelo total saneamento dos fascistas e sociais-democratas das forças armadas, e pela extinção das forças repressivas e para-militares ao serviço do Estado do regime burguês.

3.A luta pela total liberdade de reunião e organização dos soldados e marinheiros, única forma das suas comissões serem realmente representativas, democráticas e revolucionárias.

4.A luta pela repressão exemplar sobre os fascistas e contra-revolucionários de toda a espécie, caciques locais, mafias sociais e clero reaccionário, responsáveis pela onda de instabilidade social, de desemprego e de violência anti-comunista que se vem desenvolvendo em todo o país.

5.A luta pela criação de Tribunais Populares capazes de exercerem sobre os contra-revolucionários e parasitas sociais a justiça de classe dos explorados e oprimidos.

6.A luta contra o poder dos grupos económicos nacionais e do capital estrangeiro, pela nacionalização sem indemnização e sob controlo dos trabalhadores das empresas industriais e agrícolas, dos bancos e seguros estrangeiros no caminho para a apropriação colectiva dos meios de produção.

7. A luta pela generalização do controlo operário sobre a produção e pelo controlo organizado do povo trabalhador sobre toda a economia.

8. A luta pelo aprofundamento e generalização da Reforma Agrária em todo o país, que satisfaça revolucionáriamente as necessidades e aspirações dos trabalhadores rurais e dos pequenos e médios camponeses organizados nas suas terras e órgãos de Poder Popular, nomeadamente os Conselhos de Aldeia.

9. A luta contra os despedimentos e contratos a prazo, e pelo pleno emprego dos trabalhadores.

10. A luta contra a carestia da vida que atinge o povo trabalhador da cidade e do campo beneficiando em particular os intermediários parasitas.

11. A luta pela independência nacional face ao imperialismo e a qualquer bloco político-militar, baseada na aliança com os países amigos anti-imperialistas e na solidariedade militante com os trabalhadores de todo o mundo. Isso exige desde logo a saída de Portugal da NATO e da União Europeia.

12. A luta pela aliança revolucionária dos trabalhadores portugueses para com todos os povos oprimidos do mundo.

13. A exigência da demissão do governo da burguesia, e a dissolução da Assembleia da República e a denúncia do seu carácter burguês.

14. A luta pela constituição de um Governo de Unidade Revolucionária. E pela implantação da Ditadura do Proletariado sobre a burguesia.


ETC, ETC

Democrats to Target Cheney

Attacks on Vice President Aimed at Eroding Confidence in Bush

Sen. John F. Kerry (D-Mass.) and the Democratic Party will open a week-long assault on Vice President Cheney today in hopes that tarring him as promoting secrecy and controversial policies will erode confidence in President Bush.

Cheney is less popular than Bush in polls, and Democratic strategists said they need to further inhibit the vice president's effectiveness as Bush's attack messenger.

Cheney is expected to deliver a major address in Missouri today charging that Kerry's record shows he would be unsuitable to serve as commander in chief in an era that requires an unwavering leader who can recognize gathering threats and is willing to speak out against them, even when that is difficult or unpopular. Aides said Cheney will say the president must set a clear and consistent foreign policy, and support a military strong enough to use decisive power as a last resort.

Kerry's campaign said he will focus first on Cheney's record as defense secretary under President George H.W. Bush, charging that Cheney proposed cuts to weapons critical to recent military operations. Bush's campaign replied that Cheney took his stands during the peace-dividend rollback of the military after the Soviet Union collapsed.

On Wednesday, Kerry is to turn to White House efforts to prevent disclosure of records of an energy-policy task force led by Cheney. On Friday, Kerry plans to highlight Cheney's connections to the Halliburton Co., a major U.S. contractor in Iraq.

Bush aides said they considered it a victory to have Kerry campaigning against Cheney instead of Bush and talking about national security.

Bush's campaign today will begin a heavy run of ads charging that Kerry "has repeatedly opposed weapons vital to winning the war on terror." For the first time, the campaign is customizing ads for specific swing states to highlight locally made systems or components Kerry has opposed. The campaign is also staging a two-week "Winning the War on Terror Tour," in which Republican officials and decorated veterans will appear at plants that make weapons Kerry has opposed.

The Republican National Committee is also urging lawmakers to tell constituents about a position paper from Kerry's first Senate campaign, in 1984, in which he called for $45 billion to $53 billion in cuts to President Ronald Reagan's defense budget, saying there is "no excuse for casting even one for unnecessary weapons of destruction." Kerry told the Boston Globe in 1993 that some of those positions were "ill-advised, and I think some of them are stupid in the context of the world we find ourselves in right now and the things that I've learned since then."

Kerry is targeting the vice president during the week that Bush and Cheney are scheduled to appear together for private questioning by the independent panel investigating the attacks of Sept. 11, 2001.

Ninety minutes before Cheney's speech in Missouri, Democratic National Committee Chairman Terence R. McAuliffe is to give a speech in Washington accusing Bush's campaign of trying "to smear John Kerry's service to America."

"Why should we believe a word Dick Cheney says about John Kerry?" McAuliffe's remarks state. "For four years, Dick Cheney hasn't been straight with the American people."

Cheney's role as Bush's attack dog highlights one of the many reasons some Democrats are prodding Kerry to choose a running mate quickly: It would give him a prominent surrogate to hammer away at the president. The use of McAuliffe to respond to Cheney is notable because some of Kerry's advisers have said McAuliffe is seen as too partisan and bombastic.

Yesterday, Kerry launched a week-long bus tour of the industrial Midwest to criticize Bush for jobs lost under the president's watch, and to highlight new employment-creating proposals -- from tax breaks for manufacturers to spreading new technologies such as broadband Internet access.

Bush is to speak about such technologies today in Minnesota, where he plans to announce what the White House calls "innovation economy" policies.

Over the next five days, Kerry will roll through Ohio, Pennsylvania, West Virginia and Michigan, states with two distinguishing characteristics: They have lost manufacturing jobs and are considered pivotal swing states for November.

At the Veterans Memorial Auditorium in Des Moines yesterday, Kerry stuck to his standard speech, save for a brief poke at the Bush administration for declining to show photos of coffins sent back from Iraq with the bodies of soldiers. "We should not hide that from Americans," Kerry said. "If they are good enough to go fight and die, they are good enough to be received home with full honors."

Sen. Tom Harkin (D-Iowa), who endorsed Howard Dean during the primaries, made a not-so-subtle vice presidential plug for Tom Vilsack, the state's governor. Vilsack is one of more than half a dozen Democrats under consideration.

Harkin reminded the audience that President Franklin D. Roosevelt, in troubled times, turned to an Iowan for his running mate: Henry Agard Wallace in 1940.

- Mike Allen and Jim VandeHei
Washington Post

Domingo, Abril 25, 2004

Mercenários (IV)

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Defence Systems Limited - DSL

DEFENCE SYSTEMS LIMITED

Fundada em 1981 por ex-membros do SAS, iniciou as suas actividades internacionais em 1986, com um contrato para treinar alguns batalhões do exército moçambicano, então em luta contra os rebeldes da Renamo. O seu fundador foi Alastair Morrison, um herói do SAS e que, já, foi o segundo no comando do 22º SAS. Morrison, ficou famoso ao participar no resgate do avião da Lufthansa, em 1977, em Mogadíscio na Somália. A SAS possui cerca de 4.000 funcionários.

Em 1996, a DSL conta já com cerca de 20 subsidiárias e sucursais, em 44 países, e com mais de quatro mil funcionários; uma boa parte dele ex-membros do SAS.
Entre os seus clientes, constam agências das Nações Unidas, o Banco Mundial e companhias petrolíferas multinacionais (em especial a BP British Petroleum, multinacional 'britânica' na área petrolífera). Em 1997, a DSL fundiu-se com a Armor Holdings, empresa norte-americana com acções cotadas nas bolsas e que, através de outra associada americana, conseguiu contratos para garantir a segurança de muitas embaixadas dos EUA no Terceiro Mundo, entre as quais, as mais expostas e perigosas como: as da Angola, Uganda, República Democrática do Congo.
A DSL é ainda especialista em resgate de reféns, negociação em casos sequestro, operações de inteligência e treino militar. Mas, os seus contratos mais importantes estão ligados à proteção de companhias petrolíferas e de mineração.

Esta prestigiada empresa especializou-se no salvamento do reféns, sequestros e pagamento de resgates, operações de inteligência e treino militar em 26 países a nível mundial. As NU é um dos clientes. Contudo, o seu mercado mais importante é a protecção a empresas petrolíferas e de mineração.

A DSL detém um contrato de cerca de US$ 2 milhões com a BP, para proteger as suas instalações e os seus funcionários, na Colômbia. A DSL-Defense Systems Limited britânica provê, através da sua subsidiária DSC-Defence Systems Colombia, segurança a instalações e pessoal da BP. Muitos dos funcionários da DSL/DSC são ex-membros do SAS e do MI6. A BP foi acusada de utilizar os ex-SAS da DLS/DSC para treinar policias colombianos para acções contra revolucionários com vista a proteger as suas instalações petrolíferas. Ao mesmo tempo que forneciam treino, o pessoal da DSL/DSC utilizava uniformes da policia colombiana. A DSL, no passado, forneceu treino para operações contra revolucionários às forças de segurança do Sri Lanka, Papua Nova Guiné, Angola e Moçambique.

Em Kinshasa, Congo, as subsidiárias da DSL, USDS e Sapelli SARL, cujos "contratados", normalmente transportam consigo Uzis, aproveitam para roubar; protegem as instalações que pertencem à SOCIR refinaria da Congo-SEP (subsidiária da empresa petrolífera belga Petrofina), e a embaixada dos EUA.

Entre os clientes da DSL, estão: a De Beers, a Shell, a Mobil, a Amoco, a BP e a Chevron (bem como todas as 'formas mais recentes de fusões'); as ONGs (CARE e GOAL), a UNICEF, a UNDP, a UNHCR, a UNAVEM e a ONUMOZ.

A DSL reivindica experiência na Argélia, Botsuana, Quénia, Malauí, Moçambique, Ruanda, Somália, Sudão e Uganda. A sua subsidiária francesa, CIAS, tenta obter um contrato para proteger campos de exploração petrolífera no Chade Meridional e no porto de Kribi, nos Camarões. A DSL chegou a fornecer proteção VIP à Pricesa Diana, aquando da sua visita a Angola.

DynCorp

A DynCorp é uma das grandes empresas de guerra; “tem cerca de 20 mil empregados que trabalham em cerca de 50 países a nível mundial, e a sua facturação anual é de mais de US$ 1,2 bio., com cerca de 90% de contratos vindos do governo dos EUA. Tem sede em Reston, Virgínia, e possui uma Base de Operações em Cocoa Beach, Florida. Em 7 de março de 2003, a DynCorp foi adquirida pela CSC - Computer Sciences Corporation.

A DynCorp é uma empresa versátil que presta múltiplos serviços aos militares norte-americanos espalhados em 1.500 bases, no mundo inteiro. Essencialmente, trata-se de uma empresa que recruta e contrata mercenários para desenvolver operações de guerra que, por circunstâncias diversas, não podem ou não devem ser executadas pelas forças regulares dos Estados Unidos. Durante mais de 50 anos a DynCorp foi uma empresa mundial que efectuava serviços de manutenção para o exército dos EUA, por meio de equipes contratadas no terreno (Contract Field Teams – CFTs). A DynCorp foi constituida em 1946 - um ano após o final da II Guerra Mundial, por um grupo de pilotos norte-americanos que pretendia dedicar-se ao transporte de carga. No início, designava-se: California Easter Airways Inc.

A partir de 1987, passou a adoptar o nome de DynCorp. Iniciou-se nesta actividade com a Guerra da Coréia, de 1950 a 1953. Mais tarde participaram no Vietname, de 1960 a 1975. Prestaram serviços às guerras do Golfo Pérsico. Trabalharam na guerra de contra-revolução no El Salvador, operaram na Bósnia e, hoje em dia, participam na execução do Plano Colômbia, para não falar de outras actividades.

Na Colômbia a DynCorp é conhecida como uma empresa britânica, com sede em Aldershot Hampshire. A empresa DynCorp leva a cabo algumas das missões mais arriscadas na luta anti-droga. Os funcionários da DynCorp já tiveram, de atravessar o fogo rebelde para salvar a tripulação de um helicóptero derrubado pela guerrilha. Os serviços da DynCorp incluem o treino de pilotos e tripulação de helicópteros, controle aéreo, combate a incêndios, logística, construção civil, além de fornecerem equipas SAR e C-SAR, mecânicos e pilotos (americanos, peruanos, equatorianos, guatemaltecos, brasileiros) de helicópteros (normalmente helicópteros UH1H Iroguies e Bell 212 Huey) e aviões para missões de transporte de tropas e equipamento, e fumigações (T-65 Air Tractor) aos campos de coca e papoila (matéria-prima da cocaína e da heroína, respectivamente), localizadas em regiões dominadas por grupos guerrilheiros de esquerda e paramilitares de direita.

Os críticos sustentam que os ‘‘mercenários’’ são utilizados em áreas sensíveis, uma vez que a morte de soldados norte-americanos na Colômbia não seria aceite pela opinião pública do país mais rico do mundo. O ex-secretário de Estado Henry Kissinger teme que a ‘‘privatização’’ da consultoria militar esteja a encobrir o envolvimento directo na guerra colombiana. Ao contrário dos conselheiros do Exército americano, os 'consultores' contratados não estão proibidos de participar em combates.

As autoridades norte-americanas não querem reconhecer que a DynCorp é uma das grandes empresas privadas do 'mundo' da segurança e da defesa. No Posto Avançado de Operações (FOL) dos Estados Unidos, em Manta - Equador, a empresa ocupa-se dos serviços de administração, manutenção de instalações e de aeronaves, limpeza da pista, conservação das infraestruturas da base, alimentação, protocolo, combustível e transporte. Apresenta-se como uma empresa de serviços que apoia o pessoal norte-americano.

Em Timor Leste, a DynCorp foi a principal contratada para fornecer dois helicópteros russos MI-26 Halo e mais dois helicópteros MI-8 Hip de transporte médio. Uma nova secção da pista de aterragem teve de ser construída no Aeroporto de Komoro em Dili, para acomodar os gigantescos MI-26. Os MI-8 chegaram primeiro e os MI-26 em meados de Dezembro. As quatro aeronaves apoiaram as missões da INTERFET de Dezembro de 1999 até finais de Fevereiro de 2000.

Levdan

É dirigida pelo ex-general israelita Ze'ev Zahrine. Muito conceituada no mercado, e com contratos com mais de 30 Governos em todo o mundo - não esconde as suas excelentes relações com o Governo de Telavive, a Mossad e a indústria de guerra Israelita. É especializada no treino de guardas de segurança presidenciais em África, e está ligada a uma empresa de comercialização de diamantes, a Kardan Investiment, que - através dos seus serviços no Congo Brazzaville - foi autorizada a realizar prospecções petrolíferas no país. Depois da queda do presidente Lissuba, foi substituída por militares cubanos em troca de uma notável 'indemnização' em dólares; o fenómeno dos mercenários não depende de uma mentalidade colonialista ou de uma práctica capitalista. Até Fidel Castro utilizou e abusou da prática mercenária: nos anos setenta e oitenta, Cuba 'exportou' para Angola entre 20 e 40 mil cubanos para sustentar o governo filo-comunista contra a UNITA que era subvencionada pela África do Sul e por Ronald Reagan.

Camarada NÃO!

Oh pá...

Depois de um dia preenchido, uma visita aos Blogs de 'estimação', deparei com a excelente publicação do Rui A. - Blasfémias; como sempre, o Rui A. é sucinto e directo.
Subscreve-se e transcreve-se um trecho particularmente caro:

25 DE ABRIL, NUNCA!

(..) Por tudo isto há que dizer que o que hoje se comemora é um logro da História.
O 25 de Abril foi uma reacção corporativa dos oficiais menores do exército português, que não queriam continuar a guerra de África. Era-lhes indiferente a implantação da democracia que, de resto, nem sabiam bem em que consistia, como os factos vieram a demonstrar. Ancorados nos generais, em vaidosos úteis como Spínola, Costa Gomes, Galvão de Melo, há muito tempo à espera do seu «momento histórico» para o qual não tinham, como se demonstrou, nem capacidade, nem categoria, gente que nunca controlou verdadeiramente coisa nenhuma na revolução e que, à primeira oportunidade, foi lançada «borda fora» e só não foi dizimada porque fugiu para o estrangeiro, os «capitães» derrubaram um regime político velho, podre e verdadeiramente patético e indefeso. Por isso mesmo, como faria notar o Senhor de La Palice se ao tempo fosse vivo, o regime não se defendeu. A «sangrenta ditadura» era mais uma dentadura gerontocrática em putrefação adiantada, dirigida por professores universitários em licença sabática para se dedicarem à política e ao governo, que se sustentava na imagem fantasmagórica de Salazar, cujos botins tinham engraxado durante décadas, e nalgumas chefias militares em manobras ultramarinas.
Do ponto de vista da História, da História grande e verdadeira, o 25 de Abril serviria para a União Soviética manipular alguns «revolucionários» de ocasião e deitar mão aos territórios africanos, que escravizou, roubou e onde condenou milhões à morte, à miséria e ao sofrimento. Que permanece ainda hoje, no trigésimo aniversário da revolução. Dizer que o 25 de Abril foi uma «revolução sem sangue» é uma piada de humor negro. Stricto sensu.


Têm andado numa polémica acalorada sobre o R e o E.
Tira o R põe o E!
Por mim, podem ficar com:
o F, mas também com,
V P P Q V P.

O 'evento' que comemoram hoje, o dia 25 de Abril de 1974, não foi uma Revolução dos Cravos, foi um golpe de estado sem derramamento de sangue.

Se existiram coisas positivas?
Naturalmente que existiram; uma delas foi uma maior liberdade de expressão e, o fim da polícia política.

Quanto às colónias, e assinando por baixo a expressão de Rui A., diria ainda que:

as 'Colónias' desejavam a autodeterminação/independência, a qual passava por autonomia em relação à Metrópole; os senhores oficiais não inventaram a pólvora! Nem tão pouco a electricidade em pó! Não, nada disso!

Mais, as Colónias não queriam continuar a sustentar a Metrópole, qual Matrona anafada e estagnada, à espera dos constantes 'carregamentos' vindos daqueles que trabalhavam em prole daqueles que muito pouco faziam.
Espelho desse sustento eram os cofres públicos (Banco Central de Portugal) que se encontravam cheios de ouro vindos das colónias, e que foi 'estourado' em dois tempos pelos "Senhores da Revolução", sim que os "Senhores da Evolução" têm que ser sustentados, pois ao dedicar-se ao 'serviço público, em prole do povo', não tinham tempo para 'ganhar a vida' 'noutras actividades'!

A DESCOLONIZAÇÃO:

Se fossem somente os territórios, ditos ultramarinos, que 'foram entregues', leia-se 'vendidos', às então 'super-potências'.., mas não!; foi muito mais - os grandes libertadores da evolução, venderam aqueles que, embora fossem considerados portugueses de segunda (lindo! A trabalharem, e a encherem os cofres da Metrópole, e ainda eram considerados portugueses de segunda! lindo!), os seus bens, pessoas e, sobretudo dignidade foram selvatica e barbaramente vendidos.

Heróis?!!!!!!!!!!!!!!!!!
Uns selvagens.
Seres inferiores, elevados a Heróis; mas cada povo tem o que merece.
E estes 'Heróis de Capa e Espada', são santos carunchosos.

Mário Soares 'eleito padroeiro de eleição', foi apenas e somente, o representante dos EUA; porque, em relação à URSS, o lugar já estava ocupado por Álvaro Cunhal.

Bateu-se pela Democracia? (!!!!!!!!)
Oh, ingénuos e bacocos! Acreditam em 'lérias'!; e é assim, que vão alimentando a maralha!
Esta, agradece e pede: mais!

Sábado, Abril 24, 2004

Suicide Boat Raids Target Iraq Oil, Two Killed

Suicide bombers launched three coordinated boat attacks on Iraq's vital southern Basra offshore oil export terminal on Saturday, killing two members of U.S.-led forces.

A spokeswoman for the U.S. Navy's Bahrain-based Fifth Fleet said by telephone five other coalition members were wounded, but a Fifth Fleet statement put the number at four. Officials said there was no damage to the terminal, Iraq's primary oil outlet.

"The coalition boarding team were killed and wounded as a result of three concurrent waterborne attacks in the Arabian Gulf," the statement said.

A British Defense Ministry spokeswoman in London said: "A boat exploded next to (the terminal). But there was no damage to the oil terminal or the boat alongside it. As far as I know there were no British casualties."

Two of the attacking boats exploded alongside a ship tied up at the terminal, some six miles offshore, British military spokesmen and Iraqi officials said.

The third boat was intercepted by a coalition ship as it approached an exclusion zone around the terminal and there was an explosion soon after it was boarded, they said.

Officials at Iraq's Southern Oil Company said the Basra terminal had been shut down.

"All workers were evacuated (from the Basra terminal). We are concerned about the possibility of more attacks," an official stationed in the Faw Peninsula said.

TERMINAL VITAL TO IRAQ

Iraq is almost completely dependent on the terminal -- which is in Britain's sector of responsibility in the country -- to export around 1.9 million barrels per day, providing badly needed funding for a country battered by war and violence.

A senior oil industry official in Baghdad said two oil tankers had been scheduled to load two million barrels each at the Basra terminal around the time of the attacks.

The boat attacks followed a series of suicide car bombings in the city of Basra itself this week that killed 73 people. President Bush and Iraqi officials blamed those attacks on Osama bin Laden's al Qaeda.
Yemen is holding 11 suspects over al Qaeda-linked attacks on two Western ships on the Gulf Arab state's coast, including the U.S. destroyer Cole in the port of Aden in 2000 in which 17 U.S. servicemen were killed.

Iraq's mainly Shi'ite Muslim south was relatively peaceful until rebel Shi'ite cleric Moqtada al-Sadr led a revolt this month by his militia and supporters.

Earlier this month, Iraqi Oil Minister Ibrahim Bahr al-Uloum said a planned mid-April major international oil and gas conference in Basra had been postponed indefinitely due to security reasons.

Northern oil installations, especially the export pipeline to Turkey and the Mediterranean coast, have come under attack since the war to oust Saddam Hussein a year ago, although less frequently in the past few months, oil officials say.

- Abdul-Razzak Hameed
Reuters

U.S., U.N. Seek New Leaders For Iraq

The United States and the top U.N. envoy to Iraq have decided to exclude the majority of the Iraqi politicians the U.S.-led coalition has relied on over the past year when they select an Iraqi government to assume power on June 30, U.S. and U.N. officials said yesterday.

The latest shift in policy comes as the U.S.-led coalition has to resolve some contentious and long-standing issues before the transfer takes place. Earlier this week, the coalition moved to allow former Baath Party members and military officers to return to government jobs.

At the top of the list of those likely to be jettisoned is Ahmed Chalabi, a Shiite politician who for years was a favorite of the Pentagon and the office of Vice President Cheney, and who was once expected to assume a powerful role after the ouster of Saddam Hussein, U.S. officials acknowledged.

Chalabi has increasingly alienated the Bush administration, including President Bush, in recent months, U.S. officials said. He generated anger in Washington yesterday when he said a new U.S. plan to allow some former officials of Hussein's ruling Baath Party and military to return to office is the equivalent of returning Nazis to power in Germany after World War II.

Chalabi has headed the committee in charge of removing former Baathist officials. In a nationwide address yesterday designed to promote national reconciliation, U.S. administrator L. Paul Bremer said complaints that the program is "unevenly and unjustly" administered are "legitimate" and that the overall program has been "poorly implemented."

That criticism may curtail Chalabi's influence over the removal of former officials -- and his power over the employment and income prospects of hundreds of thousands of Iraqis.

Washington is also seriously considering cutting off the $340,000 monthly stipend to Chalabi's party, the Iraqi National Congress, according to a senior administration official familiar with the discussions. This would be a major change, because the INC has received millions of dollars in U.S. aid over the past decade as the primary vehicle for supporting the Iraqi opposition.

Chalabi is part of a wider problem, however. Polls indicate that most of the 25 members of the Iraqi Governing Council have little public support nine months after they were appointed. The lack of popular backing is the main reason the United States and United Nations are seeking a new body to govern Iraq before national elections are held in January 2005, U.S. and U.N. officials said.

U.N. envoy Lakhdar Brahimi, who is in charge of picking the new government in consultation with the U.S.-led coalition, made clear yesterday that the council should disband. "They have said twice, not once, in official documents they signed, that our term will end on the 30th of June," he said in an interview on ABC's "This Week With George Stephanopoulos" to be aired Sunday.

"All opinion polls, and a lot are taken in Iraq, say that people want something different" than expansion of the council because they fear council members "will clone themselves. And why do you want to have that?" Brahimi asked.

U.S. and U.N. officials generally fear that the continued involvement of too many council members will contaminate efforts to create a credible Iraqi government, they said.

Under a new U.N. proposal, Brahimi is expected to return to Baghdad around May 1 to finish discussions and then select Iraqis for 29 positions -- a prime minister to head the government, a ceremonial president and two vice presidents, plus 25 cabinet officers, U.S. officials said.

In his most specific language to date, Brahimi told ABC that these positions should be filled by "mainly technocrats" who are "widely representative" of Iraq's diverse ethnic and religious communities.

Rather than excluding Chalabi or any other Governing Council member by name from the new government, he said that "people who have political parties and are leaders of their parties should get ready to win the election . . . and stay out of the interim government."

Some council members might be retained, but more likely in cabinet posts rather than in the top four jobs, U.S. officials said. Others could be tapped to participate in a national consultative assembly, which Brahimi has proposed should advise the provisional government.

All council members will then be free to test their political appeal in the January elections to see how they would fare without U.S. support, U.S. officials added.

With only nine weeks left until the handover, the United Nations, the coalition and Iraqis are scrambling to come up with lists of candidates for the top jobs, which Brahimi will compare when he returns to Iraq, U.S. officials said.

But the political battles are not yet over, U.S. and U.N. officials warned. Chalabi, who went into exile in 1958, is still pressing for the council to be retained in some form; he also has been a leading critic of Brahimi, a Sunni Muslim and former Algerian foreign minister, and his proposals for Iraq.

Acknowledging that Chalabi has challenged him as biased against the Shiites, Brahimi said any such suggestion is "silly." Without referring to Chalabi, he said those who are "sniping" against him on the religious issue "have agendas that have nothing to do with the fact that I am a Sunni."

But he said opponents of his new plan for Iraq's transition "may very well succeed in derailing what we are trying to do. But I think if they succeed, it will not be very good for Iraq or for the international community."

- Robin Wright and Walter Pincus
Washington Post

Mercenários (III)

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Para quem trabalham?

Para o mercenário profissional, o mundo pós-guerra fria fornece bastantes potenciais clientes, em regra são: governos déspostas, empresas multinacionais que necessitam de proteção para os seus bens e funcionários, assim como o próprio crime organizado (para se proteger das acções dos governos e dos seus rivais - os quais também podem utilizar mercenários) contra os seus negócios. O indivíduo ou a Empresa Militar Privada, tem que decidir sobre que tipo de trabalho estão preparados a levar a cabo, bem assim como, para quem trabalhar. Muitas são as Empresas Militares Privadas que trabalham, directamente, para governos democráticos ou instituições internacionais. Mas nem sempre o contratante se 'revela'.

Às vezes os governos utilizam empresas de mercenários em operações 'cobertas' para apoiar a sua política externa, porque seria politicamente impossível, para esses governos, levarem a cabo operações com suas próprias forças armadas, de forma anónima. Se as coisas derem 'para o torto', é só negar ou desconhecer a sua participação. Este tipo de operação já aconteceu no passado, e seria ingénuo pensar que isto não pode acontecer novamente. Um dos problemas para as empresas ou para o mercenário, individualmente, nestes casos, é saber exactamente para quem realmente estão a trabalhar. O real contratante pode 'esconder-se' atrás de uma cadeia de intermediários.

Outro problema relacionado com as PMCs é, o que acontecerá, se uma dessas empresas for contratada para fornecer armamento, treino e combatentes a um ditador ou a um país radical, que pouco depois venha a sofrer sanções da ONU e/ou uma intervenção militar. O que fará a PMC? Lutará contra os capacetes azuis? Enfrentará os EUA ou a NATO? Provavelmente não, principalmente se se tratar das empresas maiores, as quais estão bem alinhadas com a política externa dos seus países de origem, como é o caso da DSL, da MPRI e da DynCorp.

Principais empresas PMC a nível mundial

MPRI

Apresenta-se como "a maior conjugação empresarial de conhecimentos militares do mundo" e gaba-se de contar entre os seus directores, e gerente, de mais de 20 ex-altos oficiais americanos - e faz questão de salientar que não aceita, nunca, um contrato que não seja autorizado pelo Departamento de Estado dos EUA. Entre os seus membros esteve Alexander Haig, ex-Secretário de Estado dos EUA. A MPRI conta com cerca de 300 funcionários e constam cerca de 2.000 ex-oficiais do Pentágono no seu banco de dados.

Treinou, equipou e supervisionou a reforma das Forças Armadas da Croácia pós-independência, uma tarefa consentida e aprovada pelo Governo dos EUA, no qual não se quis envolver.

Em abril de 1995, por ordem do governo de Bill Clinton, a MPRI enviou uma equipa à Croácia para preparar o exército derrotado do país a retomar; uma iniciativa de guerra contra a Sérvia. Pouco depois, a Croácia lançou a Operação "Lightning Storm", uma sangrenta série de ofensivas que combinou tanques, artilharia e infantaria contra as forças sérvias entrincheiradas na disputada região de Krajina. Como conseqüência, o presidente sérvio, Slobodan Milosevic, teve que assinar, a contragosto, os Acordos de Paz de Dayton.

A sua intervenção em 1995 foi fundamental para os êxitos militares do exército croata contra os sérvios. A 'dose' foi repetida na Bósnia, quando a mesmíssima empresa prestou os mesmos serviços ao novo Ministério, para a Organização da Defesa da Federação Croato-Muçulmana.

A empresa fornece assessores, inclusive generais americanos reformados, para o Estado-Maior do Exército colombiano. Cerca de dezesseis funcionários da MPRI já estão a exercer funções na Colômbia e relatam periodicamente as suas actividades ao Pentágono. Os assessores privados estão a trabalhar em estratégia de inteligência, logística e treino, mas, outra parte de sua missão, é complementar as tarefas do Departamento de Defesa, tendo sido autorizadas pelo Congresso, a fim de treinar e dotar de armamento três batalhões anti-droga do exército colombiano

Executive Outcomes (EO) e Sandline International

A EO tornou-se famosa mundialmente pelas suas intervenções nos conflitos africanos, onde os seus mercenários, recrutados inicialmente entre os veteranos do famigerado 32º Batalhão -"Batalhão Buffalo", das SADF. Mas não actuava isolada, fazia parte de uma nebulosa multinacional fundada em 1991, por antigos oficiais dos serviços secretos britânicos e do SAS. Pagava entre 2 a 13 mil dólares mensais aos seus “contratados”.

A EO e a Sandline - registrada em 1993 no Reino Unido sob o nome de Plaza 107 Ltd - eram inicialmente uma só entidade (o que negavam ) e até 1996 ambas funcionavam, com outras 16 empresas, no mesmo edifício em Londres (em King's Road 535).

Dois homens estiveram na origem do grupo: Tony Buckingham, antigo agente do SAS reconvertido em empresário, dono da Heritage Oil Gas, com sede nas Bahamas e ligada à canadiana Ranger Oil; e Simon Mann , ex-oficial britânico, especialista em espionagem militar, com serviços prestados numa dezena de países: desde a Arábia Saudita, até à America Latina.

Buckingham e Mann recrutaram Barlow e Lafras Luiting (ex-membros do Civil Cooperation Bureau, que se notabilizou durante o regime do Apartheid) como dirigentes operacionais da EO. A Ranger Oil foi a primeira empresa que recorreu aos seus serviços em Angola, em 1993. A EO começou a intervir em Angola com 30 mercenários e dois Beechcraft da Capricorn Air (fundada pelo excêntrico criador das SAS, David Stirling, falecido em 1990) baseados em Lanseria (Joanesburgo). O êxito foi tal que os contratos começaram a chover. Desde o Governo angolano aos de outros 30 países, na sua maioria africanos. O governo angolano, em 1993, contratou a 'ajuda' da OE para derrotar o seu velho rival - o movimento UNITA de Jonas Savimbi. Angola pagou mais de US$ 30 milhões a esta corporação por um trabalho de poucos meses, durante os quais tomou à UNITA o controle das instalações petrolíferas da Gulf Chevron e da Sonangol, embora as tropas de Savimbi as tenham reconquistado poucas semanas depois da retirada das tropas da EO. A EO utilizou nas suas operações em Angola cerca de 500 "contratados".

Em 1996, o grupo foi reorganizado. Plaza tomou o nome de Sandline. A EO, que só aparece como cliente da Sandline e da Heritage, criou as suas próprias filiais angolanas - Branch Energy e Diamond Works Angola (esta última ligada a uma companhia canadiana cotada na bolsa de Vancouver), que se lançaram na exploração de diamantes na Lunda. Uma operação de «cosmética» visando, segundo os especialistas, aliviar a pressão das autoridades sul-africanas e salvar o seu património dos «ciúmes da concorrência» e de empresas fundadas por dissidentes da EO, os quais se estabeleceram por conta própria, oferecendo, eventualmente, os seus serviços ao adversário. Há indícios de que mercenários, ou ex-mercenários da OE, estejam a trabalhar em Angola ao serviço da UNITA e no ex-Zaire, com os rebeldes e com Kabila. Segundo informações esses "contratados" fazem parte de um pequeno grupo de oficiais, ex-coronéis ou brigadeiros da África do Sul. Muitos deles colaboraram com a UNITA na década de 80, quando o movimento rebelde era apoiado pelo Governo branco sul-africano. Esses sul-africanos forneceram aconselhamento e treino à UNITA, na utilização de artilharia pesada e de veículos blindados, recentemente adquiridos junto de fornecedores ligados ao antigo bloco soviético. Considera-se também que mercenários europeus do Leste - principalmente sérvios e ucrânianos - tenham ajudado as tropas da UNITA a manejar as novas armas.

Na África do Sul, a nova legislação levou a EO a 'encerrar' as portas em 1999, mas a imprensa sul-africana não acredita que seja por muito tempo. O “polvo” da EO reaparecerá, mais tarde, num lugar onde poderá continuar as suas actividades sem ser incomodado. Talvez em Hong Kong, ou na Ilha de Man, onde estavam sediadas duas das mais antigas empresas de mercenários: a Jardine Securicor Gurkha Services e a Gurkha Security Guards, que prestam os serviços dos famosos guerreiros nepaleses, quando estes foram desmobilizados do Exército britânico. A verdade é que a EO e a Sandline são hoje uma empresa, apenas para escapar aos problemas causados pela "lei anti-mercenários" da África do Sul. Muitos dos funcionários da EO fora transferidos para as subsidiárias da LifeGuard, a qual operou na Serra Leoa, e para a Saracen, que trabalhou em Angola.

Ambas fazem parte da Corporation Strategic Resources. Esta, através de várias sociedades com actividades que vão: dos serviços de segurança (Sandline Internacional e Life-Guard), ao transporte aéreo (Ibis Air), desarmamento de minas, informática, mercado financeiro e especialmente, à extracção mineira (Diamond Works, Heritage Oil & Gas, Branch Energy, etc.), é controlada, por sua vez, pela Adson Holdings.

A Sandline provocou recentemente sérias dores de cabeça ao Ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, Robin Cook, acusado de ter contratado os serviços desta empresa britânica de mercenários para intervir na Serra Leoa. Em causa estava a violação do embargo decretado pelas Nações Unidas sobre a venda de armas a este país africano. A Sandline é acusada de ter importado da Bulgária 35 toneladas de armas destinadas às milícias «kamajors» leais ao Presidente Tejjan Kabbah, que combatem os rebeldes da Frente Revolucionária Unida (FRU). O problema maior para Cook é que a Sandline está há muito tempo sob a mira da imprensa internacional devido às suas ligações com a Executive Outcomes (EO) e as suas aventuras na Papua Nova Guiné.

Uma operação típica destas duas empresas ocorreu na Serra Leoa em 1995: cerca de 300 homens da EO, além de fornecerem assistência técnica, treinar recrutas das forças armadas e das milícias tribais, lutou ao lado do exército que combatia a guerrilha da Frente Revolucionária Unida. Os homens da EO chegaram à Serra Leoa melhor equipados do que a maioria dos exércitos de África. Utilizaram dois helicópteros MI- 17 contratados e um MI-24 de Serra Leoa, um sistema de intercepção de rádio, Boeings 727 para transporte de tropas e provisões, uma aeronave Andover para evacuação de vítimas, e bombas de ar-combustível (fuel air explosives, conhecidas como bombas FAE). Utilizadas com resultados devastadores pelos Estados Unidos na guerra do Golfo, as bombas FAE - cujo poder de destruição está apenas um grau abaixo das armas nucleares - absorvem o oxigênio depois de serem detonadas, matando todo o tipo de vida numa área de 2 kms2. O pessoal da EO utilizava uniformes militares da Serra Leoa. Também protegiam as concessões mineiras da Branchs Energy. Por cerca de US$ 2 milhões mensais e trabalhando com o Exército local, a EO pacificou o país em pouco mais de um ano. Neste país, realizaram-se as primeiras eleições democráticas em décadas, enquanto que os rebeldes ficaram acuados numa parte isolada do país. Perto de uma provável vitória final, a Executive Outcomes foi convidada a deixar o país, em parte devido à pressão internacional.

Quando em 1997, a Sandline substituiu a EO, foi estabelecida uma situação semelhante: o contrato exigia que governo da Serra Leoa atribuísse concessões na área diamantífera de Pujehun, à Diamond Works da qual a Branch Energy é subsidiária.

Em maio de 1998, a Sandline apareceu nos jornais, quando foi revelada a sua participação na recolocação do presidente Kabbah no governo da Serra Leoa, derrubado um ano antes pelo militares. Com o tácito consenso do governo britânico e o apoio dos serviços de segurança, a sociedade mercenária terá fornecido ao Exército comunitário dos países africanos (Ecomog) e às milícias tribais favoráveis ao presidente reposto, 35 toneladas de armas provenientes da Bulgária, localização do inimigo, pilotos para aviões e helicópteros de combate nigerianos.

A revelação da colaboração entre a empresa mercenária e o governo trabalhista britânico causou um escândalo no país, mais uma vez porque existiam sanções por parte da própria Grã-Bretanha, da Commonwealth e da União Européia, proibindo o fornecimento de armas à Nigéria. No final, as armas acabaram nas mãos da Nigéria pois, de forma bizarra, o Ecomog é constituido, na sua quase totalidade, por soldados nigerianos. Todavia, os diretores da Sandline não deram sinais de preocupação e, aliás, no mês de outubro precedente, foram convidados de honra e relatores, do encontro sobre o papel das empresas particulares nas estratégias de segurança, organizado em Washington pela Defence Intelligence Agency (DIA), a contra-espionagem militar americana.
Uma verdadeira consagração oficial.

Oração para antes do nascer



Ainda não nasci; oh, escutai-me.
Não deixem que o vampiro, a ratazana, e o diabo coxo se
[cheguem a mim.
Ainda não nasci; consolai-me.
Temo que a raça humana com altas paredes me emparede,
com fortes drogas me entonteça, com hábeis mentiras
[me iluda.
em negros potros me torture, em banhos de sangue me [imirja.

Ainda não nasci; dai-me
água que me embale, relva que para mim cresça, árvores que [falem
comigo, pássaros que para mim cantem, e uma branca luz
no fundo da minha alma para guiar-me.

Ainda não nasci; perdoai-me
os pecados que em mim o mundo há-de pecar, as minhas [palavras
quando elas por mim falarem, os meus pensamentos
[quando me pensarem
a minha traição engendrada por traidores fora de mim,
a minha vida quando matarem com as minhas
mãos, a minha morte quando me viverem.

Ainda não nasci; ensaiai-me
nos papéis que devo representar e nas deixas que devo pegar [quando
os velhos me ralharem, os burocratas me dirigirem, as montanhas
me franzirem o rosto, amantes se rirem de mim, as brancas
ondas me chamarem à loucura e o deserto chamar
à perdição e o mendigo recusar
a minha esmola e os meus filhos me amaldiçoarem

Ainda não nasci; Oh, escutai-me,
não deixem que o homem que é besta-fera ou o que se pensa
[Deus chegue perto de mim.

Ainda não nasci; oh, enchei-me
de força contra os que hão-de congelar
a minha humanidade, hão-de reduzir-me a um letal autómato,
farão de mim um dente de engrenagem, uma coisa
com rosto, uma coisa, e contra todos os
que dissiparão a minha integridade, me
soprarão como um cardo seco daqui para
ali e dali para aqui e aqui
como água me hão-de ter nas
mãos para desperdiçar-me
Não os deixem fazer de mim uma pedra, não os deixem [desperdiçar-me

E se assim não for, matai-me.


- Louis Macneice.

Mona Lisa, Mona Lisa

monalisag.jpg


Mona Lisa, Mona Lisa, men have named you
You're so like the lady with the mystic smile
Is it only 'cause you're lonely they have blamed you?
For that Mona Lisa strangeness in your smile?

Do you smile to tempt a lover, Mona Lisa?
Or is this your way to hide a broken heart?
Many dreams have been brought to your doorstep
They just lie there and they die there
Are you warm, are you real, Mona Lisa?
Or just a cold and lonely lovely work of art?


- Nat King Cole

Sexta-feira, Abril 23, 2004

GCAT - Fighting Terrorist Infrastructures

Global Coalition Against Terrorism, is a worldwide non-government non-profit organization which is fighting terrorism by identifying terrorist infrastructures, exposing the links between terrorist infrastructures, terrorist organizations and terrorist attacks and causing the conceptual and legal change in the attitude towards terrorist infrastructures:

1. Identifying and exposing terrorist infrastructures:
Global Coalition Against Terrorism strives to put in the sunlight those who assist terrorists by providing material support, religious justification and political assistance for terrorists and terrist organizations, or are engaged in terrorist propaganda and indoctrination.

2. Information activities:
Global Coalition Against Terrorism conducts worldwide media campaigns against terrorism and terrorist infrastructures in order to influence public agenda and to increase awareness of terrorist support networks.

3. Lawsuits against terrorist infrastructures:
Global Coalition Against Terrorism provides assistance to victims of terrorist attacks in filing civil lawsuits against organizations and individuals that form part of terrorist infrastructures in order to obtain compensation for injuries suffered in terrorist attacks from those who aid terrorists.

4. Legislation and policies:
Global Coalition Against Terrorism is engaged through its regional and country offices in various activities in order to better reflect issues concerning terrorism and terrorist infrastructures in legislation and policies. The coalition maintains contacts with law and policy makers on local, country and international level.

5. Promoting tolerance and peaceful resolution of conflicts:
Global Coalition Against Terrorism supports projects aimed to promote tolerance, peaceful coexistance and non-violent ways of dealing with conflict and grievances as an alternative to hatred and violence dissiminated by terrorist networks.

Board of Directors

Shabtai Shavit
Former Head of Secret Intelligence Service of Israel (Mossad).

General (Ret.) Yom Tov Tamir
Regional President, Middle East. Former Advisor to the Prime Minister and Minister of Internal Security of Israel, Deputy Head of Planning Directorate, Israel Defense Forces, Defense Attache of Israel in the United Kingdom.

Mikhail Alexeev
Managing Director of an International Consulting Corporation, Russia/Australia.

Maxim Rakov
President & CEO. Former Legal Advisor, National Security Council, Deputy General Counsel (Foreign Relations & Security), Prime Minister's Office, Legal Advisor, Bureau for Counter Terrorism of Israel. Research Fellow, International Policy Institute for Counter Terrorism.

General (Ret.) Dov Shefi
Lecturer on Defense Laws and Laws of War, Bar Ilan University, Military Advocate General, Israel Defense Forces, General Counsel to the Ministry of Defense. General Shefi's son, Hagay (34), a prominent businessman, has been killed in the 9/11 terrorist attack at the World Trade Center.

Alan Pierre Gucker
Former Managing Director, International Insurance Claims Settling Corporation (Avus Gr.), France

International Board of Governors

Mr. Jacob Schlesinger
Founder and Honorary Chairman

Ambassador Dore Gold
President of the Jerusalem Center for Public Affairs, former Permanent Representative of Israel to the United Nations, Foreign Policy Advisor to the Prime Minister.

Mr. Radek Sikorski
Resident Fellow, America Enterprise Institute and Executive Director of AEI's New Atlantic Initiative, former Deputy Minister of Foreign Affairs and Deputy Minister of Defense of Poland.

Mr. Nicolai I. Scherbinin
Member of the Committee on International Affairs, Defense and Security of the Majlis (Parliament) - Kazakhstan

Dr. Ariel Cohen
Ariel Cohen, Ph.D., is a Research Fellow at the Heritage Foundation, a Washington, D.C., leading think tank, and a widely published author on foreign and defense policy and international energy security.

Gen. (Ret.) Avihu Ben Nun
Chairman, UMI Motors, former Commander of Israeli Air Force.

Gen. (Ret.) Slawomir Petilicki
Strategic Consultant, Ernst & Young, Advisor to the Prime Minister, Founder and first Commander of the Polish Special Operations Force GROM.

General (Ret.) Avigdor Kahalani
Former Minister of Internal Security of Israel.

General (Ret.) Gideon Shefer
Vice President, Elbit Systems, former Head of National Security Council of Israel, Chief of Staff, Israel Air Force.

General (Ret.) David Shoval
CEO, SIBDC ltd. Former Head of Israeli Ministry of Defense Delegation in Germany, Head of Military Export Directorate, Ministry of Defense.

General (Ret.) Oleg Nechiporenko
Director General, National Anti-criminal and Antiterrorist Foundation-Russia

Gen. (Ret.) Prof. Isaac Ben-Israel
Head of Curiel Center for International Studies & Program for Security Studies, Tel Aviv University, Former Director of Defense Research and Development of Israel.

Mr. Julian Jacobson
President of Jacobson Insurance & Financial Services in Los Angeles, California.

Prof. Moshe Arens
Former Minister of Foreign Affairs and Minister of Defense in the Government of Israel and Ambassador of Israel in the USA.

Mr. Micha Goldman
Former Deputy Minister of Education, Culture and Sport in the Government of Israel under Prime Minister Rabin, Chairman of Internal Affairs Committee of the Knesset (Parliament).

Adm. (Ret.) Panagiotis Kikareas
President of International Foundation for Peace and Security, Athens, President & CEO, Hellenic Aspis & Associates Inc., former Director of Operational Planning, NATO Headquarters, National Representative of Greece to NATO Command, Director of Fleet Operations, Hellenic Navy - Greece.

Prof. Howard Adelman
University of York & University of Toronto, world famous expert on refugees, former Director of Center for Refugee Studies, Editor, "Refuge" Canada's Periodical on Refugees - Toronto, Canada.

Prof. Aleksander V. Lagutkin,
Vice President of Russian Academy of Natural Sciences, former Prorector of Moscow State Academy of Law.

Gen (Ret.) Dipankar Banerjee
Director of Institute of Peace and Conflict Studies, International Adviser to the ICRC, former Executive Director, South Asian Regional Center for Strategic Studies - India.

General (Ret.) (Police) Assaf Heffetz
Former National Police Commissioner of Israel, Commander of Police Special Counter Terrorist Force.

General (Ret.) Azriel Nevo
Former Military Secretary to the Prime Minister of Israel under Prime Ministers Begin, Shamir, Peres and Rabin, Defense Attache of Israel in the United Kingdom.

General (Ret.) Yechiam Sasson
CEO, Pro-Tact Terrorism Risk Management Ltd., former Head of Bureau for Counter Terrorism, Prime Minister's office of Israel.

General (Ret.) Salach Haiel
Business executive, former commander of division, IDF.

General (Ret.) Oleksiy Chistiakov
Head of International Anti-criminal and Anti-terrorist Committee of Ukraine, former Deputy Minister of Internal Affairs-Ukraine.

Air Commodore (Ret.) Prashant Dikshit
Deputy Director, Institute of Peace Conflict Studies, proliferation and weapons expert, former Indian Air Force, Senior Fellow at the Institute for Defense Studies and Analyses (IDSA).

A Trincheira

Uma palavra de agradecimento ao Dragão pelas amáveis e sentidas palavras.
Obrigada.

Em homenagem, e como penhor:

PARÁFRASE DO SALMO CXLV

Renunciemos, minha alma, a esse mundo terreno:
Vã sua luz, seus dons, fingido mar sereno,
Mas sempre encapelado, ao mínimo soprar;
Deixemos o ouropel, não lhe demos guarida:
Foi Deus quem deu a vida,
A Ele cumpre amar.

Em vão, para servir coitadas ambições,
De príncipes e reis, vivemos nas mansões,
Inclinando a cerviz, sofrendo insulto atroz;
E é nada o seu poder: humanos são apenas,
Curtindo as mesmas penas,
Morrendo como nós.

Chegando a vida ao fim, transforma-se em poeira
Essa grandeza toda, esplêndida, altaneira,
Cujo brilho soberbo assombra a multidão;
E nesses mausoléus, onde homens orgulhosos
Continuam vaidosos,
Come-os a podridão.

E lá não têm mais vez monarcas, potentados,
Os árbitros da paz ou célebres soldados:
Se lhes falta o poder, não têm adulador;
Com o grande sofrerá idêntica ruína,
O que, por sua sina,
Só era servidor.


- François Malherbe

Mercenários (II)*

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ACTIVIDADE DAS EMPRESAS MILITARES E DE SEGURANÇA
Actividade de Apoio Operacional Private Military Companies (PMC)

1. Combate: Prover suporte ou participa de operações militares governamentais.
- Sandline International; Reino Unido.
- Executive Outcomes (Pty), Ltd.- EO (extinta); África do Sul.
- The Jedburgh Group; Florida, EUA
- Lubrinco Group, Ltd.; Pennsylvania, EUA

1. Treino militar & Assistência: Fornecer treino a forças militares estatais, incluindo forças especiais e grupos de elite, abrange a utilização de armas, tácticas e estrutura de força.

2. Aquisição: Compra directa ou consultoria.

3. Análise Militar: Avaliação e estimativa de ameaças para os governos.
- Defence Systems, Ltd. (DSL)
- Military Professional Resources, Inc. - MPRI; Alexandria, VA, EUA
- Saladin Security, Ltd. uma subsidiaria daKMS); London, Reino Unido
- Control Risks Group (uma subsidiaria da Hogg Robinson Insurance, e Network Holdings, Ltd.); Reino Unido
- Vinnell Corp. (uma subsidiaria daTRW & BDM International); Fairfax, VA, EUA
- BDM International (aka) Braddock, Dunn and McDonald Inc.; McLean, VA, EUA
- Sandline International; Reino Unido
- Executive Outcomes Ltd. - EO (extinta); África do Sul
- Strategic Applications International Corp - SAIC
- Levdan
- Rapport Research and Analysis
- Lonrho

1. Logística: Inclui entrega de equipamentos, protecção humanitária, participação em operações de paz da ONU.

2. Resolução pós-conflito: Reestabelecimento das infraestruturas públicas e limpeza de minas terrestres..
- Defence Systems Ltd. - DSL
- Brown and Root; Houston, TX, EUA
- Pacific Architects and Engineers - PAE
- DynCorp (pilotos); Reston, VA, EUA
- Saracen
- Saladin Security, Ltd.; Reino Unido

1. Protecção e Segurança Comercial: Protecção de instalações e funcionários.

2. Análise de Riscos: Avaliação da insegurança e instabilidade das áreas de interesse para o cliente, tendo em conta investimentos e operações futuras.
- Kroll Associates, Inc. - O'Gara Protective Services; New York, EUA
- Saladin Security, Ltd.; Reino Unido
- KMS (parte da Saladin Security, Ltd.)
- Defence Systems Ltd. - DSL
- Control Risks Group - CRG
- Rapport Research and Analysis
- Group 4
- Sandline International
- Rapport Research and Analysis
- LifeGuard Management
- Corps of Commissionaires

1. Inteligência Privada/Correctores de Informações: Investigação e obtenção de inteligência contra crimes praticados contra empresas como: extorsão, fraude, contaminação de produtos, entre outros. As operações de inteligência envolvem a análise de potenciais clientes, possíveis sócios e análise da interferência política nas actividades comerciais.

2. Resposta a Seqüestros: Negociação e aconselhamento em situações de reféns.
- Kroll Associates, Inc.
- Saladin Security, Ltd.
- Control Risks Group - CRG
- Network Security Management
- Argen
- Carratu International
- Asmara
- Executive Outcomes (Pty) Ltd. - EO (extinta); [África do Sul
- Neil Young Associates
- Oxford Analytica
- Economist Intelligence Unit
- Interfor

Existem também, claro está, diversas diferenças na estrutura das PMCs. Algumas são capazes de operar em vários países ao mesmo tempo, cumprindo contratos bilionários com governos e multinacionais, como a MPRI, a Sandline e a DSL, outras empresas apenas se autodenominam PMCs, mas na realidade são pequenas empresas mercenárias de fachada que só existem durante a sua missão como a Stabilco, Secrets, Security Advisory Services Ltd, e a Special Projects Services Ltd.

Um coisa que muitos esquecem, é que as PMCs, não são capazes de levar a cabo qualquer tarefa. Mesmo para as grandes, seria difícil manter mais de um regimento de "contratados" em acção, em vários locais. As PMCs também se classificam conforme a sua actuação em: empresas activas (fornecem treino, armas, equipamentos e combatem) e as passivas (normalmente fornecem treino e consultoria, e não combatem).

As PMCs multinacionais, sediadas no designado 'mundo civilizado', prestam serviços comerciais e dizem seguir o modelo militarizado dos "capacetes azuis" da Organização das Nações Unidas (ONU). Essas multinacionais contam nos seus quadros com generais reformados, plenos de experiências adquiridas em diferentes campos de batalha e carregados de medalhas por bravura.

Não fossem as formalidades e as cláusulas dos pactos sociais de constituição – que lhes fornecem personalidade jurídica –, poderiam ser confundidas e passar por associações hierarquizadas de mercenários. Ingenuidade à parte, as PMCs também assumem a condição de longa manus da CIA norte-americana ou do MI6 britânico.

Em regra, as PMCs são contratadas para treinar tropas de países pobres ou em vias de desenvolvimento – marcados por reais ou potenciais conflitos internos; protegem a vida de líderes governamentais, dão segurança a empresas multinacionais, aos seus funcionários e às suas instalações, e até prestam serviços para ao corpo diplomático de determinados países. Caso seja necessário, entram em combate sem a menor cerimônia. Matam e morrem, não por uma causa, mas por dinheiro, isso é claro.

As PMCs são muito requisitadas por grupos económicos, que detém actividades de extração extremamentes lucrativas no Terceiro Mundo. Os mencionados grupos económicos sentem a necessidade de proteger a posse das suas áreas e os seus prepostos, esses, na condição de estrangeiros residentes . Nesta situação, por exemplo, encontram-se os representantes de cerca de 600 empresas que, desde o tempo da colonização francesa, exploram grandes herdades de cacau na Costa do Marfim.

Pode-se afirmar ainda que as PMCs já viraram moda em África e na Ásia, e isso quando ficam na mira de pessoas que necessitam de ser mantidas vivas, pois são fundamentais no arranque ou manutenção de negócios e interesses geopolíticos.
Para se ter uma idéia, até o corpo de funcionários e de voluntários da Unicef, enviados ao Afeganistão e ao Paquistão, viram a sua segurança garantida pelas PMC. Num caso, pela britânica L'Armor Group e pela americana Armor Holdings, e durante os conflitos envolvendo norte-americanos, os talibãs, o líder e os membros da Al-Qaeda.

Coube à Vinnell Corporation Fairfax, com sede na Virgínia, constituir e treinar a Guarda Nacional da Arábia Saudita, incumbida de garantir a segurança do soberano doente, de parte da sua família real e de alguns dos sucessores de 'sangue azul'.

Formada por oficiais militares que ocuparam postos de importância no Pentágono e actualmente na reserva, a Military Professional Ressources Inc (MPRI) constituiu, treinou e acompanhou grupos armados que lutaram ao lado dos separatistas na ex-Jugoslávia.

A mencionada MPRI já criou grupos de combatentes para acções no Kuwait, na Colômbia, na Guiné Equatorial e na Nigéria, isto depois da morte do ditador-general Sani Abacha. Na Costa do Marfim, as PMCs contratadas e os seus homens, fortemente armados, protegem as empresas que exploram as fazendas de cacau (primeiro país produtor a nível mundial), algodão e café (sexto produtor). Evitam invasões e repelem ataques promovidos por grupos étnicos em conflito e por mercenários liberianos, sul-africanos, israelitas, tchecos, bielo-russos, búlgaros e ucrânianos.

Na Colômbia, a British Petroleum - BP contratou os serviços de segurança da DSL-Defense Systems Limited (empresa britânica) para fornecer, através da sua subsidiária DSC-Defence Systems Colombia, segurança às suas instalações e ao seu pessoal instalado no local. A DSC treinou e equipou um batalhão da polícia para realizar tal tarefa. A DSL já forneceu treino em operações anti-insurgência, às forças da segurança do Sri Lanka, Papua Nova Guiné, Angola e Moçambique.

Na Libéria, as plantações de borracha da Firestone são guardadas por um pequeno exército privado.
Em Angola, outra empresa americana, a Airscan, foi contratada pela Chevron para proteger as instalações petrolíferas de Cabinda. Esta empresa vigia a totalidade do enclave com (os seus) aviões Cessna-337 apetrechados com os mais sofisticados sistemas eletrónicos de detecção militares, os mesmos que utiliza, nos EUA, para proteger as bases de mísseis e outras instalações militares "sensíveis" por conta da Força Aérea americana (o seu cliente principal).

Em Angola, trabalha para o Governo, uma força de cerca de 150 sul-africanos, liderada pelo ex-coronel Lafras Luitingh, um veterano da unidade da Executive Outcomes que ajudou a retomar à UNITA grande parte do território nacional, durante a ofensiva governamental de 1994. Sabe-se que os sul-africanos têm estado a pilotar diversos aviões do MPLA, incluindo um avião civil preparado para vigilância e recolha eletrónica de dados, bem como diversos aviões L39 de ataque a alvos terrestres, de origem checa.
A Empresa britânica Lonrho empregou nos anos 80 vários ex-Gurkhas britânicos para protegerem os seus recursos e operações em Moçambique, durante a guerra civil.

Dentro da Lei (?)

Na verdade a maioria dos negócios das PMCs são obscuros e não se fala explicitamente em valores, serviços e clientes. Muitas dessas empresas, contudo, podem ser encontradas em 'vistosos' sites na internet.
Desnecessário será de dizer, que é rara a menção de termos como ''guerra'' e ''combate'', substituídos por expressões como ''transição para a democracia'' e outras similares. O sigilo é grande mesmo entre as empresas que admitem publicamente que efectuam ''operações especiais'', como a inglesa Sandline.

Numa entrevista, um dos directores da Sandline, negou-se a informar os locais onde a empresa actuou em 2003. ''Os nossos contratos são elaborados com base em sigilo com os governos que são nossos clientes. Tudo o que posso dizer é que actualmente trabalhamos em dois continentes'', "a selecção dos clientes é rigorosa". ''Trabalhamos apenas para governos legítimos e eleitos democraticamente.'' Esclareceu que a sua empresa não trabalha contra interesses do governo inglês ''e, em última instância, contra nenhum governo'', repetindo o coro de outras empresas contatadas. Uma advertência do governo inglês desencorajou que a empresa a prestar 'ajuda' a rebeldes de Kosovo.

Muitas das vezes estabelecem as suas próprias regras. ''As empresas maiores tendem a ser mais éticas, mas há outras - e muitos indivíduos - que desafiam a lei'', explica o cientista político Doug Brooks, do Instituto Sul-Africano de Assuntos Exteriores, um especialista em PMCs. As empresas mais pequenas ocupam-se de tarefas como limpeza de campos minados e segurança de instalações industriais, por outro lado a sua menor visibilidade exime-as de compromissos humanitários que impediriam empresas maiores de aceitar certos trabalhos.

Substituindo os capacetes azuis

O caso da Serra Leoa mostra como os novos mercenários podem ser úteis à paz. O país atravessava uma guerra sangrenta desde o início da década de 90.
A determinado momento, foi ponderado requerer a intervenção da ONU para conter a onda de crimes bárbaros perpetrados pelos rebeldes da Frente Revolucionária Unida (FRU).

Em 1995, o governo contratou um batalhão de 300 homens da empresa sul-africana Executive Outcomes para acabar com o conflito. Por cerca de US$ 2 milhões mensais e trabalhando com o Exército local, a PMC pacificou o país em pouco mais de um ano. Realizaram-se as primeiras eleições democráticas em décadas, enquanto os rebeldes ficaram circunscritos a uma parte isolada do país. A semanas de uma provável vitória final, a Executive Outcomes foi convidada a deixar o país, em parte devido à pressão internacional. Com a saída da EO os combates voltaram e foram contabilizados milhares de mortos no novo conflito.

Tropas africanas, ao serviço da ONU, foram enviadas depois e não fosse a intervenção do Exército inglês, com a colaboração de mercenários, a situação na Serra Leoa não seria controlada.

O episódio mostra falhas no modelo das acções de paz da ONU. Não há uma força constantemente mobilizada, mobilizável e eficiente. Cada vez que um contigente de paz é necessário a burocracia, referente aos pedidos de intervenção, entre o organismo e os vários países do mundo retarda o desembarque, muitas vezes com conseqüências trágicas.

''As PMCs são mais baratas e eficientes. O simples facto de conseguirem cumprir as missões de paz já justifica a sua utilização'', garante Brooks. O especialista, contudo, defende que a ONU deve manter o seu ''papel político'' na resolução de conflitos. Uma acção conjunta, afirma, poderia evitar novos genocídios como o do Ruanda, em 1994.

De acordo com dados apurados, a Executive Outcomes chegou a ser sondada pela ONU para resolver o problema do Ruanda. Segundo uma análise efectuada pela dita empresa, poderia preparar uma operação em duas semanas e por fim ao genocídio em seis. O massacre estendeu-se por dois meses, fazendo um milhão de mortos e 2,3 milhões de refugiados.

* Por comodismo, tentando poupar 'trabalho', acabei por publicar o 2º texto no 'local' do 1º. Está corrigido.

Quinta-feira, Abril 22, 2004

Parabéns ao 'Sr. Presidente da República Portuguesa':

Monsieur Giscard d'Estaing

Podem levantar-me processo disciplinar, sabem onde encontrar-me.

Em sede própria, tive oportunidade de opôr-me ao anteprojecto de Revisão Constitucional.
E, hoje, mais do que nunca, envergonho-me.

Uma choldra!

Apartir de hoje, (sim porque, o PR vai promulgar, que não existam dúvidas!) a Assembleia da República Portuguesa passará a ser um mero organismo burocrático da União Europeia; e uma 'instituição traidora à Pátria'.
ADEUS REFERENDO À PSEUDO CONSTITUIÇÃO EUROPEIA. (Vendidos.)

Pois que sim! Biba a alienação formal da soberania portuguesa; que sim, venham pois os alemães e franceses para gerir esta 'choldra', talvez assim esta porcaria funcione!

E pensava eu, ingenuamente, que os canhotos eram os 'únicos' interessados no cultivo dos subsídios e no penhor do País!

Venda-se, pois!

Ainda há lugar na porcaria do 'táxi'? Cheguem para lá, pode ser que ainda caiba mais uma! Talvez fazendo correr uma colecta consigamos arranjar um autocarro.

Saudi Ambassador Denies Oil-Election Link

The Saudi ambassador to the United States on Wednesday denied any linkage between the U.S. presidential election campaign and a Saudi pledge to the Bush administration to push for lower oil prices.

There was no "quid pro quo," Prince Bandar bin Sultan told reporters after a meeting with national security adviser Condoleezza Rice about the latest terrorist strike in Saudi Arabia.

"The president has asked a few times that we should be helping to make sure that oil prices don't go too high that would curb the world economy recovery," Bandar added.

"I cannot say we're not aware that you are going through your seasonal tribal warfare now so it's very dangerous to open one's mouth here on any issue," said Bandar. "I hope Senator (John) Kerry has heard my explanation about the oil and he can be assured that we didn't make any deals that could interfere in our friends' internal affairs."

Bandar said the Saudi efforts are "not for the benefit of the president's political needs. I think reasonable prices particularly lower oil prices between $22 and $28 is good for the American people, for the American economy, for the world economy and of course for the Saudi economy."

CBS' "60 Minutes" reported Sunday that Washington Post journalist Bob Woodward said Bandar promised Bush that Saudi Arabia will lower oil prices in the months before the election to help ensure the U.S. economy is strong on Election Day. Subsequently, Woodward said that the Saudis had hoped to keep oil prices low during the period before the election because of its impact on the economy.

On Monday, Saudi Arabia denied accusations that it has an agreement with the White House to increase oil production closer to the Nov. 2 election, thus driving down gasoline prices.

"The allegation that the kingdom is manipulating the price of oil for political purposes or to affect elections is erroneous and has no basis in fact," said a statement issued in Riyadh by top Saudi foreign policy adviser Adel al-Jubeir.

Kerry, the presumptive Democratic presidential candidate, expressed outrage at the allegation.

"If it is true that gas supplies and prices in America are tied to the American election, tied to a secret White House deal, that is outrageous and unacceptable to the American people," Kerry said.

On Wednesday, Bandar said, "On the oil situation, I really don't see what is the big deal there, unless somebody would like to see the oil crisis stay high."

Demonstrating his close ties with the Bush administration, Bandar went to the White House to talk about the terrorist attack in which a suicide attacker bombed a security police building in the Saudi capital of Riyadh. On his way out, Bandar talked about the issue that has stirred controversy: oil prices and the presidential election.

"The two subjects were not discussed at the same time," said Bandar. Pressed further about whether there was any linkage, Bandar said, "Not so in my mind."

On another controversy centering around whether Bandar was told before Secretary of State Colin Powell about plans to invade Iraq, Bandar said he met on that subject Jan. 11 with Vice President Dick Cheney, Defense Secretary Donald H. Rumsfeld and Joint Chiefs of Staff Gen. Richard Myers. Powell has insisted that he was kept fully abreast of all war planning.

"The vice president told me that the president has not made a decision yet," said Bandar. He said he was told by Cheney, "However, here is the plan if everything else fails." He noted Saudi Arabia is a neighbor to Iraq and so it was appropriate for the Americans to brief him.

Bandar said he learned the war started in March and "to be very honest with you ... I didn't know about the war actually except for an hour before that time when I was informed by the White House."

Regarding the suicide attack that officials said bore the hallmark of an al-Qaida operation, Bandar said, "We are going to fight them hard, there will be no compromise."

- Pete Yost
Associated Press

Pentagon Deleted Rumsfeld Comment

Remark to Saudi About War's Certainty Is Not in Internet Transcript of Interview

The Pentagon deleted from a public transcript a statement Defense Secretary Donald H. Rumsfeld made to author Bob Woodward suggesting that the administration gave Saudi Arabia a two-month heads-up that President Bush had decided to invade Iraq.

At issue was a passage in Woodward's "Plan of Attack," an account published this week of Bush's decision making about the war, quoting Rumsfeld as telling Prince Bandar bin Sultan, the Saudi ambassador to Washington, in January 2003 that he could "take that to the bank" that the invasion would happen.

The comment came in a key moment in the run-up to the war, when Rumsfeld and other officials were briefing Bandar on a military plan to attack and invade Iraq, and pointing to a top-secret map that showed how the war plan would unfold. The book reports that the meeting with Bandar was held on Jan. 11, 2003, in Vice President Cheney's West Wing office. Gen. Richard B. Myers, chairman of the Joint Chiefs of Staff, also attended.

(...)

- Mike Allen
Washington Post

Limited Iraqi Sovereignty Planned

Coalition Troops Won't Answer to Interim Government, Wolfowitz Says

The new Iraqi interim government scheduled to take control on July 1 will have only "limited sovereignty" over the country and no authority over U.S. and coalition military forces already there, senior State and Defense officials told Congress this week.

In testimony before the Senate and the House Armed Services committees, Deputy Defense Secretary Paul D. Wolfowitz and Undersecretary of State Marc Grossman said the United States will operate under the transitional law approved by the Iraqi Governing Council and a resolution approved by the U.N. Security Council last October. Both those provisions give control of the country's security to U.S. military commanders.

Whereas in the past the turnover was described as granting total sovereignty to the appointed Iraqi government, Grossman yesterday termed it "limited sovereignty" because "it is limited by the transitional law . . . and the U.N. resolution."

Under the current plan, U.N. Secretary General Kofi Annan's special adviser, Lakhdar Brahimi, will appoint a temporary government that will run Iraqi government agencies for six months and prepare the way for January 2005 elections of an assembly that will select a second, temporary government and write a constitution.

Wolfowitz described the July 1 government as "purely temporary" and there to "run ministries . . . but most importantly, they'll be setting up elections." In addition he said, the government will run the police force "but in coordination with Centcom [the U.S. Central Command], because this is not a normal police situation."

"So we transfer sovereignty, but the military decisions continue to reside indefinitely in the control of the American commander. Is that correct?" Sen. John W. Warner (R-Va.) asked the chairman of the Joint Chiefs of Staff, Gen. Richard B. Myers, on Tuesday. "That's correct," Myers replied.

"Sovereignty is not something we can, or want, to take back," Wolfowitz said yesterday, outlining efforts to develop a large, new armed force there. "The security of Iraq . . . will be part of a multinational force under U.S. command, including Iraqi forces."

Wolfowitz's comments came as he and Myers conceded that war costs in Iraq are rising, and senior House Republicans pledged to give the military more money this year, whether or not the Bush administration asks for it.

Wolfowitz, under questioning before the House committee, said that as of January, the United States was spending $4.7 billion a month, and he noted that "there may be a bump up" because of the 20,000 more troops currently there. Myers told the panel that intense combat, higher-than-expected troop levels and depleted military hardware "are going to cost us more money."

About $700 million in added troop costs have been identified, and Myers said the service chiefs have identified a $4 billion shortfall.

"We thought we could get through all of August," Myers said. "We'd have to figure out how to do September. . . . We are working those estimates right now."

"And we've got to take a look and see if we have the wherewithal inside the [Defense Department] budget," he added.

Armed Services Chairman Duncan Hunter (R-Calif.) replied, "The committee, I think, General, is inclined to help you perhaps more than has been suggested by the Pentagon."

But military officials, defense contractors and lawmakers from both political parties say an emergency infusion of cash will be needed far sooner - perhaps by midsummer. Members of Congress pleaded yesterday with the administration to be more forthcoming.

- Josh White and Jonathan Weisman
Washington Post

U.S. Moves to Rehire Some From Baath Party Military

The United States is moving to rehire former members of Iraq's ruling Baath Party and senior Iraqi military officers fired after the ouster of Saddam Hussein, in an effort to undo the damage of its two most controversial policies in Iraq, according to U.S. officials.

The U.S. administrator of Iraq, L. Paul Bremer, proposed the policy shifts to broaden the strategy to entice the powerful Sunni minority back into the political fold and weaken support for the insurgency in the volatile Sunni Triangle, two of the most persistent challenges for the U.S.-led occupation, the officials say. Both policies are at the heart of national reconciliation, increasingly important as the occupation nears an end.

"Iraq has a highly marginalized Sunni minority, and the more that people of standing can be taken off the pariah list, the more that community will become involved politically," said a senior envoy from a country in the U.S.-led coalition.

The Bush administration is fleshing out details, which it hopes to conclude this week. But the United States, backed by Britain, has decided in principle to, as officials variously characterized it, "fix" or "soften" rigid rules that led to the firing of Iraqis in the Baath Party from top government positions and jobs in such fields as teaching and medicine.

The U.S.-led coalition is already bringing back senior military officers to provide leadership to the fragile new Iraqi army, with more than half a dozen generals from Hussein's military appointed to top jobs in the past week alone, U.S. officials said. Army Gen. John P. Abizaid, chief of Central Command, is working to identify other commanders to bring back, officials added.

"The decisions made a year ago have bedeviled the situation on the ground ever since. Walking back these policies is a triumph of the view in the field over policies originally crafted in Washington," said a senior U.S. official involved in Iraq policy. Ironically, the two policies were the first actions taken by Bremer, who brought them from Washington, when he arrived in Baghdad to assume leadership of the U.S-led occupation last May.

The administration says neither move is a reversal, but foreign policy experts said it will appear that way in practice to Iraqis. "We are reviewing implementation of policies to look at how to better balance the desire to employ resident expertise with the need for justice," said National Security Council spokesman Sean McCormack.

The first move to revise policy on former Baathists will be to reinstate about 11,000 teachers and hundreds of professors fired after Hussein's demise last year, U.S. officials said. "These are many of the people who were treated unfairly by the system. Their Baathist status did not reflect their role in the party," said a senior official in the Coalition Provisional Authority.

By eventually getting thousands of other well-trained Sunnis back in jobs critical to Iraq's revival, the long-term goal is to incorporate Sunnis in post-Hussein Iraq.

"More broadly, [this strategy] is again reaching out to the Sunnis and making them feel part of the process and investing them in the process while also not alienating the rest of Iraq, particularly the Shiites and the Kurds," said a senior administration official familiar with the discussions.

Baathists in the top four levels of the party were fired and the military was dismantled because they were seen as the primary instruments of Hussein's Sunni-dominated government and their continued presence as a threat to the transition, even though vast numbers of Iraqis joined largely to ensure employment or even survival, U.S. officials now concede. They were allowed to appeal for job reinstatement, a process that has proved slow and unwieldy -- and has alienated vast numbers of Sunnis who are the main targets, U.S. officials say.

The administration is considering a range of options, such as a proactive approach that would identify other groups of Sunni professionals to reinstate, or expediting the current process by creating a new commission to adjudicate the appeals. The committee charged with "de-Baathification" is headed by Ahmed Chalabi, a Shiite Muslim and controversial politician on the Governing Council.

The administration has not decided how far up the four top layers of the Baath Party to go. But the U.S.-led occupation authority wants only Iraqis who have clean records to be reinstated in government jobs or military positions, U.S. and occupation authority officials said.

The two policies have been under fire inside and outside the administration for months.

"Those policies should never have been put in place because there wasn't enough information on the Baath Party from the outset, and the effort to dismantle the party was ill-conceived and based on ignorance, even though it was clear something had to be done. The CPA went about it willy-nilly," said Timothy Carney, a former U.S. ambassador who served in Iraq in the first months after the occupation. "Dismantling the military was done in haste as well."

The escalating confrontation between U.S. troops and Sunni insurgents around Fallujah over the past month has accelerated the debate within the administration, a senior State Department official said. The administration wants to balance military pressure with political and economic incentives to ensure alienation among Sunnis does not deepen, he said.

The biggest concern and unknown is how Iraq's Shiite majority, historically repressed by the Sunni minority, will react to the two moves, U.S. officials said. As the United States brings back military officers, it is paying special attention to the balance among ethnic and religious factions. The first three former generals reinstated this week included a Sunni Muslim, a Shiite and a Kurd.

- Robin Wright
Washington Post

Quarta-feira, Abril 21, 2004

Annan Names Independent Panel to Probe ‘Oil-for-Food’ Allegations

United Nations Secretary General Kofi Annan today announced the formation of the independent panel that will conduct an inquiry into allegations of impropriety in the administration and management of the Iraq Oil-for-Food Programme.

The panel will be chaired by Paul A. Volcker, former Chairman of the Board of Governors of the United States Federal Reserve System. Its other two members are Justice Richard Goldstone of South Africa, who previously served as the Chief Prosecutor of the United Nations International Criminal Tribunals for the former Yugoslavia and Rwanda, and Mark Pieth of Switzerland, a Professor of Criminal Law and Criminology at the University of Basel with expertise in money-laundering.

According to the terms of reference that will govern the independent inquiry, the panel will have the authority to:

Investigate whether the procedures established by the UN for the administration and management of the Programme were violated;
Determine whether any United Nations officials, personnel, agents or contractors engaged in any illicit or corrupt activities in the carrying out of their respective roles in relation to the Programme, and;
Determine whether the accounts of the Programme were in order and were maintained in accordance with UN regulations and rules.
To ensure a thorough and meticulous inquiry, the members of the independent panel will have the authority to access all relevant United Nations records and information, written or unwritten, and to interview all relevant United Nations officials and personnel. The panel is authorized to obtain records and interviews from persons unaffiliated with the UN who may have knowledge relevant to the inquiry, including allegations of impropriety. It is also authorized to seek cooperation from UN Member States to conduct its inquiry. The Security Council today adopted unanimously a resolution welcoming the appointment of the panel and calling upon the Coalition Provisional Authority (CPA), Iraq and all other Member States – including their national regulatory authorities – to fully cooperate with the inquiry.

In addition, within three months of the initiation of its work, the panel should provide the Secretary-General with a status report of its work. The Secretary General has stated that he will employ his authority so that the Organization's privileges and immunities do not impede efforts to hold accountable those who have engaged in unacceptable conduct.

“Obviously, these are serious allegations which we take seriously, and this is why we’ve put together a very serious group to investigate it,” the Secretary-General said today. “The organization will take whatever steps may be appropriate to address the issues raised by the inquiry. We have assembled a group of respected individuals that I hope will complete its work as soon as practicable.”

“As to the impact on our activities in Iraq, I hope the Iraqis realize that even if there have been wrongdoings by certain members on the UN staff, the UN, as a whole, did make a genuine effort to fill in their humanitarian needs,” he added. “There were hundreds of UN staff who worked very hard and diligently to establish the food distribution system and ensure that supplies did go in and, I think, that positive aspect of it should not be overlooked either.”

As provided in the terms of reference, the panel’s report will be made public.

- Terms of Reference

The independent inquiry shall collect and examine information relating to the administration and management of the Oil-for-Food Programme, including allegations of fraud and corruption on the part of United Nations officials, personnel and agents, as well as contractors, including entities that have entered into contracts with the United Nations or with Iraq under the Programme:

(a) to determine whether the procedures established by the Organization, including the Security Council and the Security Council Committee Established by Resolution 661 (1990) Concerning the Situation between Iraq and Kuwait (hereinafter . referred to as the "661 Committee") for the processing and approval of contracts under the Programme, and the monitoring of the sale and delivery of petroleum and petroleum products and the purchase and delivery of humanitarian goods, were violated, bearing in mind the respective roles of United Nations officials, personnel and agents, as well as entities that have entered into contracts with the United Nations or with Iraq under the Programme;

(b) to determine whether any United Nations officials, personnel, agents or contractors engaged in any illicit or corrupt activities in the carrying out of their respective roles in relation to the Programme, including, for example, bribery in relation to oil sales, abuses in regard to surcharges on oil sales and illicit payments in regard to purchases of humanitarian goods;

(c) to determine whether the accounts of the Programme were in order and were maintained in accordance with the relevant Financial Regulations and Rules of the United Nations.

Mercenários (I)*

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(*Artigo re-publicado! Com addenda**)

Uma visita ao Dragão, levou-me a: Mercenaries - The Baghdad boom. Será publicada uma série de artigos com base num estudo e análise de especialista e analistas militares sobre o fenómeno dos Mercenários.
Este é o primeiro da série.

(**Para uma visão distinta do mesmo fenómeno: Ecos, do Oceanus.

Segundo o dicionário Michaelis mercenário vem do latim mercenariu, que no campo bélico significa "soldado que, por dinheiro, serve a um governo estrangeiro".

Os mercenários têm estado envolvidos nos conflitos humanos desde a antiguidade. Lutaram ao lado dos gregos (sabe-se que mercenários hebreus lutaram para os gregos, e que os gregos também utilizaram macedónios), dos persas (cavaleiros citas e infantes gregos), dos cartagineses de Aníbal (lanceiros da Gália, Espanha e Núbia) e romanos (os romanos chegaram a utilizar tribos germânicas para protegem as suas fronteiras), entre outros.

Na Europa renascentista, os monarcas da França, Holanda, Espanha Inglaterra e Áustria organizaram exércitos regulares comandados pela nobreza (cuja arma era a cavalaria) e formados por uma infantaria de mercenários que podiam ser suábios albaneses, suíços, irlandeses, valáquios, turcos, húngaros ou italianos. Mercenários irlandeses e escoceses, os famosos Gansos Selvagens - "Wild Geese", serviram o rei Gustavus Adolphus da Suécia, bem como vários reis franceses. Os exércitos de mercenários, eram a norma e não a excepção na Europa desta época até à criação dos exércitos integrados pelos cidadãos de cada país, no século XVIII. No Japão de Shoguns, mercenários europeus lutaram ao serviço de vários senhores da guerra, muitas vezes em lados opostos.

No século XVI surgiram algumas Companhias de Segurança Privada quando o mercantilismo se espalhou pela Itália. As famílias de comerciantes rivais contratavam mercenários para fornecerem segurança aos seus negócios e atacar os concorrentes. Posteriormente, nos séculos seguintes as companhias de exploração colonial como a Dutch Jan Compagnie e a British South Africa Company, bem como depois a British East India Company e a Dutch East Indies Company, tinham elementos de segurança próprios, os quais não faziam parte das suas forças nacionais. Normalmente os mercenários eram utilizados como unidades de elite ou como conselheiros.

No Brasil estiveram presentes particularmente no período colonial e imperial. Muitos deles foram utilizados pelos holandeses da poderosa Companhia das Índias Ocidentais para conquistarem o litoral do Nordeste brasileiro. Os mercenários ao serviço dos holandeses no Brasil era principalmente italianos, franceses, irlandeses e alemães. Este perfil heterogéneo, aliás, não se restringia aos soldados; muitos eram os oficiais estrangeiros ao serviço dos holandeses, tal como o polaco Christoff Arciszewsky.

Os mercenários na história enquanto tropas de cerca de 1.500 mercenários ingleses, chefiados por Lord Cochrane, foram utilizados para combater a Confederação do Equador. Em 1823 foram constituidos batalhões de mercenários, constituidos principalmente com mercenários alemães e irlandeses. Devido aos duros castigos corporais e às precárias condições de aquartelamento, teve lugar uma rebelião em 1828, a qual determinou a extinção desses batalhões.

Muitos mercenários alemães (hessianos) lutaram ao lado da Inglaterra na guerra da independência americana. Após a guerra muitos ficaram nos EUA e tornaram-se cidadãos americanos. Apartir da 2ª metade do século XIX até o fim da Segunda Guerra Mundial, os mercenários diminuíram as suas actividades, mas no período pós-guerra com o fim do colonialismo, principalmente em África, e a dispensa de um grande contingente militar, as acções mercenárias voltaram a ser evidentes.

África – Os cães de guerra :

Nas décadas de 1960 e 1970, os mercenários eram aventureiros, anarquistas e megalómanos, que normalmente freqüentavam bares em Johannesburg ou ficavam nos pubs de Londres, esperando que o telefone tocasse para partir em numa aventura de guerra em alguma parte do mundo. Vendiam os seus serviços enquanto soldados em troca de pagamento, mas também gozavam do direito de saquear os bancos centrais das capitais onde combatiam, e furtar diamantes. Lutaram nos mais diversos lugares, especialmente em África: Biafra, Katanha, Congo-Belga e Angola.

No Congo, entre os mercenários mais famosos que participaram de combates, estão "Mad Mike" Hoare (que exigia rígida disciplina à sua tropa, e atirava pessoalmente contra quem o desobedecesse) e o seu Comando 5, "Black Jack" Schramme e Bob Denard, este dois franceses, que tinham lutado e perdido guerras coloniais na Indochina e na Argélia.

Esses mercenários vinham dos mais diferentes lugares, mas eram principalmente britânicos, belgas, franceses e alemães. Fizeram enorme alvoroço contra os africanos, utilizando colunas de jeeps armados, ao estilo dos raiders da Segunda Guerra Mundial. Os mercenários que falavam inglês autodenominavam-se Gansos Selvagens, numa insinuação romântica em relação aos mercenários irlandeses e escoceses de dois séculos antes. Os franceses autodenominavam-se Gansos Brancos, salvadores de freiras e missionários. Os africanos não chamavam os mercenários de "Gansos", mas de Les Affreux, os terríveis.

Quando os Gansos Selvagens organizaram um ousado e perigoso assalto, a centenas de kilómetros, selva a dentro, para resgatar mulheres brancas que se encontravam em acampamentos de mineração, ameaçadas de estupro e chacina às mãos dos rebeldes de Simba, ficaram famosos e constituiram paragônas a nível mundial.

Devido à boa preparação dos seus oficiais, treinados, na sua maioria, em Inglaterra, o exército do Biafra utilizou em combate pouco mais de que algumas dezenas de militares estrangeiros. Ao contrário das guerras do Congo, onde os mercenários dominaram em todos os postos, no Biafra apenas serviram militares experientes em operações de “comandos”. Distinguiram-se: o alemão Rolf Steiner, comandante do 4° Comando (expulso, em desgraça, por insubordinação), o galês/sul-africano “Taffy” Williams, o belga Marc Goosens (morto em combate), o corso Armand “the brave” Iaranelli, e o rodesiano Johnny Erasmus.

Em meados da década de 60, mercenários da África do Sul e da Rodésia comandados por "Mad Mike" Hoare, combateram guerrilheiros sob o comando de Che Guevara no Congo. Um dos mais famosos mercenários brancos da África lançara-se contra um dos mais famosos revolucionários latino-americanos — embora sem sequer saberem da presença um do outro. A força cubana finalmente retirou-se em novembro de 1965, depois da acção terrestre — e as negociações diplomáticas fora do país — tornarem a sua posição indefensável. Os EUA contrataram, discretamente, mercenários coreanos, filipinos e tailandeses para combater ao lado dos seus soldados na guerra do Vietname.

Muitos foram ainda os mercenários que lutaram em Angola, Moçambique e na Namíbia ao serviço da África do Sul e da CIA. Esses mercenários eram geralmente sul-africanos, rodesianos e ingleses. Muitos desses rodesianos eram ex-membros dos Selous Scouts. A Rodésia também utilizou mercenários (sul-africanos, ingleses, alemães, etc.) na sua luta contra os rebeldes.

Uma nova face para os mercenários

Devido às suas acções em assassinatos, golpes e contra-golpes nos anos 1960 e 1970, principalmente em África, quando se pensa em mercenários, a imagem que nos vem à mente é a de um tipo sem escrúpulos, cheio de cicatrizes de guerra, armado até os dentes e disposto a matar em troca do melhor salário, um verdadeiro cão de guerra. Porém a partir de meados da década de 80, assistimos a uma queda aguda nesse mercado de soldados da morte e à ascensão de empresas particulares, as chamadas PMCs - sigla em inglês para Private Military Companies (Empresas Militares Privadas). A Convenção de Genebra proíbe a utilização de mercenários, mas a distinção entre soldados da fortuna e empresas de segurança privadas, é muito turva.

Na verdade todas as forças de segurança, não governamentais, que trabalham para governos estrangeiros e empresas, podem ser classificadas em quatro grupos:

Mercenários: Até à revolução francesa, quando os ideais nacionais ficaram indissoluvelmente ligados ao serviço militar; os mercenários eram os principais combatentes ao serviço dos países. O mercenário normalmente opera só ou em pequenos grupos, que são constituidos para realizar missões específicas. Não chegando a constituir qualquer empresa legalmente constituida. Hoje seria classificado como freelance. Hoje pode citar-se pilotos especializados que operam no Zaire, Congo-Brazzaville, Angola, Serra Leoa, Libéria, Guiné-Bissau. Ex-membros das forças especiais de Israel, Grã-Bretanha e EUA que operam no México, Colômbia e no Triângulo de Ferro, com vista a treinar as forças de segurança dos cartéis da droga; ex-membros das Spetsnaz e da KGB que dão treino e segurança à Máfia Russa.
Exércitos Privados: Representam o próximo degrau dos mercenários. Embora possam aglutinar um grande número de mercenários, às vezes de um só país, estes agrupamentos não dão uma perspectiva nacional ao conflito. Na verdade muitos destes agrupamentos são multinacionais e oferecem o seu 'apoio' a troco de dinheiro. Como exemplo temos o Comando 5 no Congo e o 4° Comando no Biafra. Lutam de forma mais organizada que as pequenas equipas de mercenários, e por muito mais tempo.
Empresas Privadas de Segurança: Surgiram no século XVI em Itália; estiveram presentes também nas companhias de exploração colonial. Hoje são empresas que fornecem segurança (a funcionários e instalações) e inteligência (espionagem, contra-espionagem, avaliação de riscos, etc.) a grandes empresas nacionais e multinacionais. Estão extremamente ligadas à indústria petrolífera e mineira (ouro e diamantes, principalmente); particularmente em África, Ásia e América do Sul. Entre essas empresas pode citar-se:
Group 4, Control Risk Group, LifeGuard Management, Corps of Commissionaires e a KMS. Porém, normalmente, não se envolvem directamente em operações militares.
Empresas Militares Privadas: As PMCs são a evolução de todas as classes anteriores. As principais diferenças entre elas é de que as PMCs são rigorosamente organizadas nos moldes das grandes empresas, inclusive com directores, departamentos, escritórios, filiais, representantes, sites na internet, etc. Trabalham através de contratos claros, seguindo regras internacionais do comércio. Dão todo o tipo de assistência aos clientes (governos, multinacionais e instituições), inclusive operações militares que envolvem logística, venda de armas e combate, se necessário.

Terça-feira, Abril 20, 2004

Salve!



Nos altos cerros erguido
Ninho d'águias atrevido,
Salve! - País do bandido!
Salve! - Pátria do jaguar!
Verde serra onde os palmares
- Como indianos cocares -
No azul dos colúmbios ares
Desfraldam-se em mole arfar! ...

Salve! Região dos valentes
Onde os ecos estridentes
Mandam aos plainos trementes
Os gritos do caçador!
E ao longe os latidos soam...
E as trompas da caça atroam...
E os corvos negros revoam
Sobre o campo abrasador! ...

Palmares! a ti meu grito!
A ti, barca de granito,
Que no soçobro infinito
Abriste a vela ao trovão.
E provocaste a rajada,
Solta a flâmula agitada
Aos uivos da marujada
Nas ondas da escravidão!

De bravos soberbo estádio,
Das liberdades paládio,
Pegaste o punho do gládio,
E olhaste rindo pra o val:
"Descei de cada horizonte...
Senhores! Eis-me de fronte!"
E riste... O riso de um monte!
E a ironia... de um chacal!...

Cantem Eunucos devassos
Dos reis os marmóreos paços;
E beijem os férreos laços,
Que não ousam sacudir ...
Eu canto a beleza tua,
Caçadora seminua!...
Em cuja perna flutua
Ruiva a pele de um tapir.

Crioula! o teu seio escuro
Nunca deste ao beijo impuro!
Luzidio, firme, duro,
Guardaste pra um nobre amor.
Negra Diana selvagem,
Que escutas sob a ramagem
As vozes - que traz a aragem
Do teu rijo caçador! ...

Salve, Amazona guerreira!
Que nas rochas da clareira,
- Aos urros da cachoeira -
Sabes bater e lutar...
Salve! - nos cerros erguido -
Ninho, onde em sono atrevido,
Dorme o condor... e o bandido!...
A liberdade... e o jaguar!


- António de Castro Alves

Bush Pushes Patriot Act Where Al Qaeda Had Cell

Flanked by the prosecutor who helped break up a suspected al Qaeda cell, President Bush insisted on Tuesday protections against abuses of the Patriot Act are already in place.

"Those who criticize the Patriot Act must listen," Bush said in defending the bill passed overwhelmingly by Congress after the Sept. 11, 2001 attacks on America. "The Patriot Act defends our liberty."

In his second speech in as many days in his campaign to extend the act as a vital tool in fighting terrorism, Bush aimed to bolster his national security credentials after the commission investigating the attacks raised questions about whether the administration could have done more to thwart al Qaeda.

Bush later headlined a Manhattan fund-raiser for the Republican National Committee, raising $3.75 million. "I will campaign hard," Bush vowed.

Critics of the Patriot Act, including some conservatives, say it has given federal agents too much power. They say the threat to privacy stems from provisions in the act such as those that make it easier to tap telephone conversations.

Bush countered: "It's important for our fellow citizens to understand, when you think Patriot Act, constitutional guarantees are in place, when it comes to doing what is necessary to protect our homeland, because we value the Constitution."

Some provisions are set to expire at the end of next year. Those include provisions allowing intelligence agents and law enforcement authorities to share information about suspected terrorists, and expanded use of wiretaps and search warrants.

In delivering his message, Bush chose Buffalo as his backdrop, where six Yemeni-Americans pleaded guilty of supporting al Qaeda by attending a weapons training camp in Afghanistan run by the Islamic militant group.

Bush was joined on stage by Michael Battle, the U.S. attorney for the Western District of New York, who helped investigate and prosecute the so-called "Lackawanna Six" cell.

ANTIWAR PROTESTS

"We've got a lot of work to do," Bush said in a discussion of the act with law enforcement officials as antiwar protesters denounced him outside as a "traitor" and "murderer."

Bush said renewing and expanding the Patriot Act was key to averting future acts of terrorism. Senior administration officials believe al Qaeda may be planning another attack before the Nov. 2 presidential election.

But the presidential campaign of Democrat John Kerry, who voted for the Patriot Act like most members of Congress but believes it should be changed, said the law has done little to advance intelligence sharing in part because of turf wars between government agencies.

"The president is trying to rewrite history to show that the Patriot Act has been a cure-all for the intelligence failures that were exposed by the 9/11 attacks," the Kerry campaign said in a statement.

"But the record shows that the Patriot Act has actually failed to solve information sharing problems and that George Bush's security police may have actually hurt, rather than helped, intelligence efforts," it added.

Despite new questions about Bush's decision making, a Washington Post-ABC News poll found Bush holds a significant advantage over Kerry in public perceptions of who is better equipped to deal with Iraq and the war on terrorism.

- Adam Entous
Reuters

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Segunda-feira, Abril 19, 2004

Sudão



No livro de pedra estudo a língua intemporal.
Entre duas mós esbracejo, no turbilhão da pedra,
já as duas dimensões até ao pescoço me sorveram,
minha coluna triturada no moínho da morte e da vida.

Que fazer, bordão de Isaías, da tua rectidão?
É mais fina que cabelo, a casca do grão sem tempo,
sem alto, nem baixo. No deserto o povo entre as pedras
reunia-se; real casula de esteira, refrescava-me, na canícula.


- Arseny Tarkovsky

Falta de sentido de Estado

Retirada espanhola do Iraque já começou e terminará em breve

O processo de retirada das tropas espanholas do Iraque já começou e será concluído "com rapidez", anunciou segunda-feira em Madrid o ministro da Defesa espanhol, José Bono, sem dar mais pormenores por razões de segurança.

Bono compareceu no Palácio da Moncloa na conferência de imprensa que se seguiu ao Conselho de Ministros, juntamente com a primeira vice-presidente e porta-voz do Executivo, Maria Teresa Fernandez de la Veja, e do ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Miguel Angel Moratinos.

A retirada das tropas espanholas terá lugar "num prazo mínimo e com a máxima segurança", declarou Bono no final do Conselho de Ministros.

"Já temos um plano operacional", acrescentou. "O processo começou e concluir-se-á com rapidez". "Não posso adiantar mais", disse.


Os Estados são sujeitos de direito internacional com legitimidade e capacidade reconhecidas, como é o caso do Estado Espanhol.

Zapatero no seu programa eleitoral apresentou-se ao eleitorado com a promessa de retirar as tropas espanholas do teatro de operações iraquiano, caso fosse eleito - enquanto líder da força partidária PSOE.
Zapatero venceu as eleições e está a cumprir, radicalmente, essa promessa eleitoral.
Considerando que, as promessas eleitorais devem ser cumpridas, incorrendo na possibilidade da força partidária ser 'penalizada' nas eleições seguintes, Zapatero correu em tropelia a cumprir essa promessa.

Contudo, existem outros factores que Zapatero não tomou em consideração nesta sua intentona súbita:

- Comprometeu-se a que, essa retirada seria efectuada na altura da transição do 'poder' para as 'mãos' dos iraquianos; transição essa consubstanciada com o apoio e presença das NU, em 30 de Junho.
Esta também foi uma promessa. Zapatero falhou.
- Falhou no facto de permitir a intimidação por parte de forças fundamentalistas e radicais.
- Falhou, ao aceitar o "aviso" de bin Laden.
- Prejudicou uma posição conjunta, face ao avolumar de situações de insegurança que, também 'baterão' à sua porta (independentemente do seu 'bom comportamento') - Espanha será tão vulnerável, ou ainda mais vulnerável, que qualquer outro país ocidental.
- Perdeu credibilidade internacional, ao agir de forma precipitada e imediata, não permitindo uma concertação com as restantes forças militares no terreno, por forma a efectuar uma substituição progressiva de efectivos.
- Perdeu, o 'sentido de Estado'.
- Falhou o Presidente do Governo Espanhol ao agir como 'un enfant terrible'; abre espaço aos fundamentalismos, agora mais do que nunca com tais 'provas dadas', estes irão considerar a obtenção de resultados, uma vez que a guerra psicológica que estão a levar a cabo está a obter resultados favoráveis.
Forneceu o diapasão pelo qual poderão aferir um objectivo alcançado!
FALHOU

Small mind frenzy



Domingo, Abril 18, 2004

Seis milhões de barris do Iraque para cinco companhias estrangeiras

Três petrolíferas europeias, uma turca e uma norte- americana obtiveram esta semana o contrato para a venda de seis milhões de barris de crude dos campos de Kirkuk, norte do Iraque, anunciou domingo um porta-voz do ministério do Petróleo iraquiano.

A gigante norte-americana ExxonMobil comprou dois milhões de barris no âmbito desta venda, a segunda no espaço de um mês relativamente ao petróleo bruto de Kirkuk.

As outras companhias, que obtiveram um milhão de barris cada uma, são as espanholas Repsol YPF e a Cepsa, a grega Hellenic e a turca Tupras.

- Lusa

Sábado, Abril 17, 2004

ALERTA CABINDA

Com a devida vénia ao:

Democracia Liberal

e

Cabinda Digital

CABINDA: Luanda quer silenciar padre Jorge Congo
NOVA OFENSIVA MILITAR CONTRA IGREJA CATÓLICA


O exército “colonial” angolano lança nova ofensiva contra missão católica de Cabinda, esquecendo-se que há sempre alguém que resiste, felizmente!

O principal objectivo desta nova operação militar é “silenciar” o “incómodo” (segundo Luanda) padre Jorge Congo, conhecido como o padre revolucionário de Cabinda

No entanto, o CEM das FAA, general Agostinho Nelumba, "Sanjar", para quem pouco importam as atrocidades cometidas pelos seus militares no enclave e que, aliás, são mais que fundamentadas de modo a permitirem a actuação do Tribunal Penal Internacional e que deveriam levar a Comunidade Internacional, nomeadamente a ONU, a intervir, voltou a negar que haja alguma guerra em Cabinda, defendendo que o que ali existe são meros “actos de banditismo, incitados por algumas individualidades, muito em particular por pessoas ligadas à Igreja Católica".
As declarações de “Sanjar” são eloquentemente esclarecedoras sobre a natureza do regime que serve tão diligentemente.

Importa sublinhar que As FAA –Forças Armadas Angolanas - têm em Cabinda mais de 30 mil soldados que continuam a matar e a violar inocentes cujo único “crime” que cometeram foi, e é, amarem a sua terra e terem orgulho em serem Cabindas.

De acordo com fontes seguras, locais e internacionais, o Democracia Liberal está em condições de avançar que “todo o material de trabalho daquela destacada individualidade católica de Cabinda, defensor intransigente dos direitos humanos do povo cabinda, e fervoroso adepto da independência do território através de um diálogo construtivo e sério com Luanda, foram já confiscados, incluindo computadores, documentos, e outro material não especificado”.

No momento em que escrevemos esta notícia, a única certeza que temos, para além da ofensiva militar, é o completo desconhecimento do paradeiro do padre Jorge Congo.

Felizmente para Cabinda e para os cabindas, o padre Jorge Congo, uma das mais destacadas figuras locais, tem denunciado as verdadeiras atrocidades que o exército “colonial” angolano tem perpetrado naquele território, que há muito devia ter sido alvo de um processo de independência total e completo face ao ocupante ilegal angolano.

Infelizmente, para Cabinda em 1º lugar, para Angola depois, e por fim para a cúmplice comunidade internacional, o padre Jorge Congo tem sido visto como uma “irritante” dor de cabeça aos reais e torpes desígnios de Luanda, apoiada por algumas multinacionais petrolíferas como a ChevronTexaco, entre outras.

O mais que corrupto, ditatorial, e incompetente governo de Luanda, chefiado por um dos mais sinistros títeres africanos, José Eduardo dos Santos, ainda não percebeu que não entende absolutamente nada da realidade Cabinda onde as tradições têm muita força, persistindo a ideia de que se trata de um território com individualidade própria, que Portugal reconheceu em três tratados, assinados de 1883 a 1885.

A este propósito vale a pena reproduzir(com a devida vénia) parte das declarações do padre Congo à VOA - Voz da América, sobre o assunto:

“VOA -O que é a realidade em Cabinda ?

PC- Eu dividia essa sua pergunta em três partes. A primeira é uma realidade que toda a gente conhece. Que é desde 75, o povo de Cabinda nunca aceitou a presença angolana aqui. Nós fomos traídos por Portugal e continuamos a ser traídos permanentemente. A última declaração do Durão Barroso deixou-me que quase agastado. O segundo aspecto são as atitudes digamos do governo angolano desde 75 até agora, isto é que nunca nos deixou um espaço para sermos povo e para sermos pessoas. O terceiro aspecto é o que temos hoje, a guerra, o amordaçamento do povo de Cabinda, a falta de liberdade e as aldeias e os bairros que vivem na maior pobreza.

VOA-Na sua opinião, o que deveria ser feito, o que poderia ser feito para resolver a questão Cabinda?

PC- Queria dividir esta pergunta em 3 partes. A primeiro que a actual elite que está no poder deveria mudar, uma elite não jovem na idade, mas jovem na maneira de encarar Angola. Com essa elite que temos, não acredito muito.
Segundo, que o povo angolano deve assumir mais, ter um maior protagonizo no quadro da própria política angolana, para perceber que Cabinda é um problema para Angola, que o povo angolano assuma este problema, que não seja só um problema do MPLA, do governo angolano. O terceiro, é isso que estamos a fazer, que o MPLA e o governo angolano reconheçam que é para beneficio seu, que a sociedade cívica e civil de Cabinda tenha uma palavra a falar do destino e das orientações passíveis de serem implementadas em Cabinda. “

Notícia relacionada:Intimidação sobre a Igreja em Cabinda

Sexta-feira, Abril 16, 2004

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O bem disposto e perspicaz - Jumento!

Na governança, como na administração pública, antes quero burro que me carregue, do que cavalo que me derrube!

Há tantos burros mandando
Em homens de inteligência
que às vezes fico pensando
Que a burrice é uma ciência!


- António Aleixo

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Glosas

Com um trecho maravilhoso do Principezinho, de Saint Exupéry.

"Julgava-me muito rico por ter uma flor única no mundo e, afinal só tenho uma rosa vulgar...

Foi então que apareceu uma raposa .

- Olá, bom dia! disse a raposa.

- Olá, bom dia! - Respondeu delicadamente o principezinho...

-Anda brincar comigo - pediu o principezinho. Estou tão triste...

- Não posso ir brincar contigo - disse a raposa. - Ainda ninguém me cativou...

Andas à procura de galinhas? (diz a raposa)

Não... Ando à procura de amigos. O que é que "cativar" quer dizer?

... Quer dizer que se está ligado a alguém, que se criaram laços com alguém.

Laços?

Sim, laços - disse a raposa. - ...

Eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo e eu serei para ti, única no mundo...(raposa) Tenho uma vida terrivelmente monótona...

Mas se tu me cativares, a minha vida fica cheia se Sol.

Estás a ver, ali adiante, aqueles campos de trigo? ... não me fazem lembrar de nada. É uma triste coisa! Mas os teus cabelos são da cor do ouro. Então quando eu estiver cativada por ti, vai ser maravilhoso! Como o trigo é dourado, há-de fazer-me lembrar de ti...

- Só conhecemos as coisas que cativamos - disse a raposa. - Os homens, agora já não tem tempo para conhecer nada. Compram as coisas feitas nos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens já não tem amigos. Se queres um amigo, cativa-me!

E o que é preciso fazer? - Perguntou o principezinho.

- É preciso ter muita paciência. Primeiro, sentas-te um bocadinho afastado de mim, assim em cima da relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não dizes nada . A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas todos os dias te podes sentar mais perto...

Se vieres sempre às quatro horas, às três já eu começo a ser feliz...

Foi assim que o principezinho cativou a raposa. E quando chegou a hora da despedida:

- Ai! - exclamou a raposa - Ai que me vou pôr a chorar...

... Então não ganhaste nada com isso!

- Ai isso é que ganhei! - disse a raposa. - Por causa da cor do trigo...

Depois acrescentou:

- Anda vai ver outra vez as rosas. Vais perceber que a tua é única no mundo.

O principezinho lá foi... - vocês não são nada disse-lhes ele. - Não há ninguém preso a vocês... - não se pode morrer por vocês...

... A minha rosa sozinha. vale mais do que vocês todas juntas, porque foi a ela que eu reguei, que eu abriguei... Porque foi a ela que eu ouvi queixar-se, gabar-se e até, às vezes calar-se. Porque ela é a minha rosa.

E então voltou para ao pé da raposa e disse:

- Adeus...

- Adeus - disse a raposa. - vou-te contar o tal segredo. É muito simples:

Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos...

Foi o tempo que tu perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante.

- Os homens já se esqueceram desta verdade - disse a raposa. Mas tu não te deves esquecer dela.

Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que está preso a ti. Tu és responsável pela tua rosa..."

Evacuation Is Ordered for Most U.S. Diplomats in Saudi Arabia

The United States yesterday ordered the evacuation of most U.S. diplomats and all U.S. family dependents from Saudi Arabia, and "strongly urged" all American citizens to leave because of "credible and specific" intelligence about terrorist attacks planned against U.S. and other Western targets, the State Department announced.

The intelligence included the discovery of truck and pipe bombs and the apprehension of at least two suspects in recent days, U.S. officials said late yesterday. The warning noted that Saudi security forces and heavily armed extremists recently engaged in serious clashes.

Some of the intelligence emerged during Saudi interrogations of the suspects. Saudi security forces are in hot pursuit of other suspected terrorists thought to be involved in the new terrorist plots, the U.S. officials added.

The State Department denied that the threat is directly related to the new tape from al Qaeda leader Osama bin Laden, a Saudi renegade who was stripped of his citizenship in the early 1990s. But the new plots are tied to groups linked with past terrorist activity in the kingdom that has been blamed on bin Laden followers and sympathizers.

The Bush administration offered few specifics. "The threat level has gone up," Secretary of State Colin L. Powell told reporters when he made the surprise announcement after meeting with former Costa Rican president Miguel Angel Rodriguez.

At least 200 Americans are expected to be evacuated immediately. The State Department refused to release specific numbers for security reasons. Only the ambassador and an emergency staff will be left at the Riyadh embassy and at two consulates, in Dhahran and Jeddah, a State Department official said.

The new warning also recommended that all U.S. citizens contemplating travel to the kingdom defer their plans. Anyone who stays should register with the embassy, it added. Embassy services may be affected or become unavailable because of personnel shortages or security limitations, it said.

Besides diplomatic posts, the housing compounds for foreigners are particularly vulnerable, the warning noted. "American citizens in Saudi Arabia should remain vigilant, particularly in public places associated with the Western community. Terrorists attacked residential housing compounds in the Riyadh area in 2003. Credible information indicates that terrorists continue to target residential compounds in Saudi Arabia, particularly in the Riyadh area, but also compounds throughout the country," the State Department said in a statement.

Despite the drastic action, the Bush administration said Saudi Arabia is gaining ground on the extremist factions responsible for three suicide attacks last May on U.S. residential compounds in Riyadh and for a November attack on another foreign compound, housing mainly Muslims.

Saudi intelligence averted a "catastrophic" suicide attack on Nov. 25 when it discovered an explosives-laden truck intended for a residential compound in Riyadh, said Lou Fintor, a State Department spokesman. "We remain fully confident that Saudi authorities are doing all they can to protect their citizens and others in the kingdom against terrorist attacks. There is also a solid level of cooperation between our two governments in combating terrorism in Saudi Arabia and around the world," Fintor said.

Another senior State Department official praised Saudi authorities for being aggressive and for having taken important steps since the Riyadh bombings. But he acknowledged that the latest threat indicates that the oil-rich Persian Gulf state "remains a battleground" for terrorism. "As the Saudis act and move to dismantle these networks, the extremists are seeking to reassert themselves," he said.

"In a sense, it's a sign that the Saudis are having an impact. But the networks are not wrapped up, and there continue to be active elements that are a threat. We want to offer them as small a target as possible," the senior official added.

Warnings are issued for a month and are then reviewed.

- Robin Wright and Dana Priest
Washington Post

Bitter Resiliance

Saudi Arabia Criticizes U.S. Mideast Policy Shift

Saudi Arabia, a key U.S. ally, said on Friday that Washington should not back Israeli plans to keep parts of the occupied West Bank because this would cripple peace efforts and nullify previous peace agreements.

President Bush on Wednesday endorsed Israel's claim to parts of the West Bank seized in the 1967 Middle East war and backed a Gaza Strip pullout plan in a historic U.S. policy shift that drew condemnation from Arabs.

His apparent volte face also drew sharp criticism from Saudi Arabian newspapers, which normally reflect government thinking.

"The Kingdom of Saudi Arabia was surprised by these views...because, if cemented, they will complicate peace opportunities and cripple the peace process on which the hopes and expectations of the international community are staked," said a statement carried by the state Saudi Press Agency.

"Instead of building on previous decisions and agreements, these views threaten to contradict those decisions and annul those agreements at a time when everyone was expecting positive developments in returning to the path of peace in the Middle East," said the Arabic-language statement.

Palestinians are trying to rally opposition to Bush's decision to break with long-held U.S. policy.

Saudi Arabia's de facto ruler, Crown Prince Abdullah, is a staunch supporter of Palestinian rights and anger at Israel and the United States runs deep in the conservative kingdom.

During a Friday sermon at the Grand Mosque in Mecca, the birthplace of Islam, a leading cleric prayed to God to "make the mujahideen (holy fighters) in Palestine victorious against the Jewish, Zionist aggression."

In 2002, Abdullah floated a proposal to end Middle East violence by calling on Arab states to normalize ties with Israel in exchange for full withdrawal from Arab lands occupied in the 1967 Middle East war.

Saudi newspapers slammed Bush's comments and warned that support for Israel's "expansionist policy" would have serious implications for the U.S. troops in Iraq where Shi'ite and Sunni Muslims insurgents are battling the U.S.-led occupation.

"Moderate Iraqis...will now despair," said the English-language Arab News in an editorial. "It will become clear to them that Americans can no longer be part of any solution because they cannot be trusted."

"He wants the votes of the Zionist and fundamentalist Christian right. To get them he is prepared to destroy the last vestiges of America's position as an honest broker," the newspaper added.

- Reuters

Quinta-feira, Abril 15, 2004

Canção do Silêncio

Ouvindo o silêncio das coisas remotas,
Distingo legendas que os outros não
lêem...
Vislumbro paisagens confusas, remotas,
- Silhuetas de imagens que muitos não
vêem!...

Desvendo os mistérios da selva distante,
Aonde costuma rugir o leão...
- Arroios cantando, num som murmurante,
Anharas perdidas p'ra além do sertão...

Capim verdejante nas humidas chanas,
Lençol de esmeralda que o sol vai
corando...
Matizes da selva, luar das savanas,
Mabecos fugindo, pacaças pastando...

Silêncio das noites sombrias, caladas,
Segredos da selva, murmúrios da aragem...
-Holongos ligeiros, fugindo, em manadas,
Regatos correndo por entre a folhagem...

Latidos de hienas em torno dos quimbos,
Já dentro da noite, se a fome as aperta;
Quimbundas alegres, sachando os arimbos
Depois que o som cavo do goma as desperta

Chingufos ao longe - rufar permanente -
Chamando ao batuque de intensa folgança...

E os pretos, gingando pra trás e pra
frente,
Agitam as ancas na febre da dança!...

E a lua, do alto - qual "hostia boiante" -

Envolve o cenário num manto sidério...
- Canção do silêncio da selva distante,
Bem poucos entendem teu som de mistério!

...

- M. Correia da Silva, Cantares de Angola

«Presidente angolano não está interessado em realizar eleições»

Afirmam os partidos da oposição, acrescentando que o MPLA é que vai manobrar o assunto por ordem de Eduardo dos Santos

Os Partidos da Oposição Civil (POC) ameaçam realizar campanhas de desobediência civil e manifestações pacíficas para forçar o Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, a marcar a data das segundas eleições gerais no país, soube-se em Luanda de fonte segura. Tudo porque, dizem, “o Presidente não está interessado em realizar eleições”.

As 15 formações que agrupam os POC afirmaram que a decisão deve-se ao facto de Eduardo dos Santos nunca ter abraçado as suas propostas sobre a realização do pleito eleitoral e por as actuais instituições políticas já não terem o respaldo do povo.

Por outro lado, a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA, principal partido da oposição) exigiu que o governo crie condições para a realização das eleições.

Os líderes da UNITA, Isaías Samakuva, e do Partido de Apoio Democrático de Progresso de Angola (PADEPA), Carlos Leitão, reuniram-se ontem em Luanda, tendo analisado as propostas sobre a realização das eleições e a necessidade de uma concertação nacional.

"A UNITA não quer um adiamento eterno das eleições no país e para tal apelou ao governo a criar todas as condições indispensáveis, mormente as materiais, técnicas e humanas para que elas ocorram sem sobressaltos" disse à imprensa o secretário da UNITA para Informação, Adalberto da Costa Júnior.

O dirigente do principal partido da oposição em Angola apelou ainda ao Presidente José Eduardo dos Santos que inicie consultas com os partidos políticos e a sociedade civil sobre as próximas eleições.

A reunião entre os líderes da UNITA e do PADEPA vem na sequência das consultas que têm sido realizadas pela maioria dos partidos políticos da oposição que exigem eleições em 2005, visando concertarem posições.

Por seu turno, o MPLA (partido no poder desde 1975) condiciona a realização de eleições ao registo eleitoral, à aprovação duma nova Lei Constitucional e à nomeação duma Comissão Nacional Eleitoral.

O Presidente Eduardo dos Santos, igualmente líder do MPLA, enviou na semana passada ao Parlamento um memorando do seu partido onde estão detalhados um conjunto de tarefas para a preparação e realização das eleições.

Entretanto, este gesto é considerado por algumas formações políticas como manobras do Presidente para restringir a questão da realização das eleições a nível do Parlamento, onde o MPLA detém a maioria absoluta, em detrimento dos partidos extra-parlamentares e da sociedade civil.

- Not. Lusófonas

Uma Reflexão:

Do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, no Nº 85, da Revista Cais:

Há sempre um lugar
Tem de haver!


Há sempre um lugar para a amizade, a fraternidade, a solidariedade nesta sociedade tantas vezes só obcecada pelo lucro, a exploração, o sucesso económico,a promoção profissional, a afirmação egoísta à custa dos outros.
Tem de haver!
Temos de criar espaços para a convivência e a amizade. Temos de promover todas as acções contra as injustiças, as desigualdades, as pequenas e as grandes opressões.
O que começa nos gestos mais simples, mas mais importantes.
Como o de não ignorar nem discriminar um imigrante. Como o de integrar equipas de voluntariado para a ajuda a crianças, idosos, doentes, presos. Como o de combater, no dia a dia, as tentações de xenofobia, do racismo, da separação baseada na cultura, na religião, nos princípios de vida.
Tem de haver um lugar para a humanidade, mesmo que o mundo apareça, aos nossos olhos, como cada vez mais desumano.
A paz, a justiça, o crescimento das pessoas, no que são e representam, não são apelos do passado ou utopias a deixar cair no nosso caminho.
São imperativos actuais e urgentes. Até porque, como escrevia a poetisa: "Vamos, ouvimos e lemos. Não podemos ignorar".

Quarta-feira, Abril 14, 2004

Novos Links

A Justiça, ainda, funciona

Justiça investiga novo crime de 'insider trading' na fusão BCP/BPA

O Ministério Público está a investigar um novo crime de abuso de informação privilegiada entre membros do Conselho Superior do Banco Comercial Português, na sequência do anúncio da fusão deste banco com o BPA, em Janeiro de 2000.

Além do caso de José Machado de Almeida, cujo julgamento teve início quarta-feira, a CMVM comunicou ao Ministério Público a ocorrência de mais uma aquisição irregular de acções do BPA por parte de outro conselheiro do BCP ligado a um grupo familiar, disse aos jornalistas o antigo responsável pelo departamento de investigação da entidade supervisora, António Gajeiro.

José Machado de Almeida e o director financeiro da sua empresa (JMA), Álvaro Legoinha, são acusados de ter comprado de forma ilícita 236,5 mil títulos do Banco Português do Atlântico (realizando uma mais valia de 72 mil euros), enquanto no segundo caso detectado, estão em causa mais de 1,1 milhões de títulos e uma mais valia de 400 mil euros.

Nem merece comentários.

EUA pedem ajuda a Teerão para resolver crise no Iraque, diz MNE iraniano

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Kamal Kharazi, afirmou quarta-feira que os Estados Unidos solicitaram a ajuda de Teerão para solucionar a crise no Iraque e que o Irão está a desenvolver esforços nesse sentido.

"Temos muitos contactos (com os norte-americanos).

Relativamente ao Iraque, houve também bastante troca de correspondência", adiantou Kharazi, em declarações aos jornalistas no final do Conselho de ministros.

"Naturalmente, há pedidos deste tipo para que ajudemos a melhorar a situação no Iraque e a regularizar a crise, e nós estamos a desenvolver esforços nesse sentido", garantiu.

Ainda a este propósito, o chefe da diplomacia iraniana informou que a embaixada suíça em Teerão, que representa os interesses norte-americanos no Irão, desempenha um papel de "intermediário" entre os dois países.

Bush disposto a enviar mais tropas para o Iraque



O presidente norte-americano George W. Bush afirmou terça- feira ser "importante" manter a data de 30 de Junho para a transferência de poder para os iraquianos e mostrou-se preparado para enviar mais tropas para pacificar o país.

"A 30 de Junho, a soberania será colocada nas mãos dos iraquianos", afirmou Bush, durante uma conferência de imprensa na Casa Branca, depois de nos últimos dias vários responsáveis norte- americanos terem manifestado o desejo de adiar a transferência de poderes devido à degradação da situação no país.

Garantindo que, caso seja necessário, serão enviadas mais tropas para o Iraque, Bush reconheceu que os últimos dias no Iraque foram "difíceis", mas defendeu que não se trata de "uma guerra civil" nem de uma "insurreição popular".

As afirmações de Bush sobre o Iraque foram já criticadas pelo candidato democrata à Casa Branca, John Kerry, que acusou o actual presidente de não ter proposto um plano para estabilizar o Iraque.

"O presidente tinha a oportunidade de dizer ao povo norte- americano quais as medidas que pretendia tomar para estabilizar a situação no Iraque. Infelizmente não propôs qualquer plano", afirmou Kerry, num comunicado divulgado pouco após a conferência de imprensa de Bush.

Kerry disse mesmo que "o presidente deu a entender que tenciona prosseguir obstinadamente a mesma política que representa um enorme risco para as tropas norte-americanas e um custo muito elevado para os contribuintes norte-americanos".

A política de Bush em relação ao Iraque mereceu críticas de John Kerry, o candidato democrata à Casa Branca.
John Kerry, que vai defrontar Bush nas presidenciais de 02 de Novembro, entende que os Estados Unidos devem procurar internacionalizar os esforços para garantir a paz no Iraque.

- Lusa

Terça-feira, Abril 13, 2004

Intelligence on Iraq



WMD in IRAQ:

Evidence and Implications, a new study from the Carnegie Endowment for International Peace, details what the U.S. and international intelligence communities understood about Iraq's weapons programs before the war and outlines policy reforms to improve threat assessments, deter transfer of WMD to terrorists, strengthen the UN weapons inspection process, and avoid politicization of the intelligence process.

- CEIP

Minh'Alma está 'parva'!

Santana avança com referendo sobre torres na zona ribeirinha

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML) vai propor ao executivo camarário a realização de um referendo sobre a construção em altura na zona ribeirinha da capital. Em entrevista ao DN, que será publicada na íntegra amanhã, Santana Lopes considera que não se sente «legitimado para tomar a decisão sozinho» de autorizar a edificação das polémicas torres de Siza Vieira em Alcântara e as de Norman Foster em Santos. «Não sinto que estou mandatado para fazer esta alteração na história de Lisboa», afirma.

(...)

Data para a convocação do referendo ainda não tem. «Daqui a uns meses», vaticina. Mas assim que o desencadear garante promover um debate muito profundo sobre a matéria. Nessa altura expressará qual é a sua posição. «Tenho dúvidas», disse no momento. Para já assume discordar que se faça na zona de Alcântara uma cortina de edifícios de oito andares a tapar a vista sobre o rio, apesar de esta ser a cércea (altura) autorizada pelo Plano Director Municipal.

- DN

Sim, senhor!
Parece um 'conto de fadas'!
Demasiado 'perfeito' para ser verdade!

Pessoalmente, 'bater-me-ei' pelo NÃO!
Não à destruição de Lisboa.
Aliás.. Vou já tratar do 'assunto'!

Parabéns

Parabéns ao Nuno Guerreiro, da Rua da Judiaria, pelas suas recentes núpcias!

É muito bom, quando encontramos a pessoa certa com quem construir, partilhar mágoas e felicidades.

Muitas felicidades!

O Amor

Então, Almitra disse: “Fala-nos do amor.”
E ele ergueu a fronte e olhou para a multidão,
e um silêncio caiu sobre todos, e com uma voz forte, disse:

Quando o amor vos chamar, segui-o, embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados; e quando ele vos envolver com suas asas, cedei-lhe, embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir-vos; e quando ele vos falar, acreditai nele, embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos
como o vento devasta o jardim.

Pois, da mesma forma que o amor vos coroa,
assim ele vos crucifica.
E da mesma forma que contribui para vosso crescimento,
trabalha para vossa queda.
E da mesma forma que alcança vossa altura e acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol,
assim também desce até vossas raízes e as sacode no seu apego à terra.

Como feixes de trigo, ele vos aperta junto ao seu coração.
Ele vos debulha para expor vossa nudez.
Ele vos peneira para libertar-vos das palhas.
Ele vos mói até a extrema brancura.
Ele vos amassa até que vos torneis maleáveis.
Então, ele vos leva ao fogo sagrado e vos transforma
no pão místico do banquete divino.
Todas essas coisas, o amor operará em vós para que conheçais os segredos de vossos corações
e, com esse conhecimento,
vos convertais no pão místico do banquete divino.

Todavia, se no vosso temor, procurardes somente a paz do amor e o gozo do amor, então seria melhor para vós que cobrísseis vossa nudez e abandonásseis a eira do amor,
para entrar num mundo sem estações, onde rireis, mas não todos os vossos risos, e chorareis, mas não todas as vossas lágrimas.

O amor nada dá senão de si próprio
e nada recebe senão de si próprio.

O amor não possui, nem se deixa possuir.
Porque o amor basta-se a si mesmo.

Quando um de vós ama, que não diga:
“Deus está no meu coração”,
mas que diga antes:
"Eu estou no coração de Deus”.

E não imagineis que possais dirigir o curso do amor,
pois o amor, se vos achar dignos, determinará ele próprio o vosso curso.
O amor não tem outro desejo senão o de atingir a sua plenitude. Se, contudo, amardes e precisardes ter desejos,
sejam estes os vossos desejos:
de vos diluirdes no amor e serdes como um riacho
que canta sua melodia para a noite;
de conhecerdes a dor de sentir ternura demasiada;
de ficardes feridos por vossa própria compreensão do amor
e de sangrardes de boa vontade e com alegria;
de acordardes na aurora com o coração alado
e agradecerdes por um novo dia de amor;
de descansardes ao meio-dia e meditardes sobre o êxtase do amor;
de voltardes para casa à noite com gratidão;

e de adormecerdes com uma prece no coração para o bem-amado, e nos lábios uma canção de bem-aventurança.


- Khalil Gibran

Segunda-feira, Abril 12, 2004

Novo Link

Nos Idos, em que a GeoPolítica e GeoEstratégia era 'bem mais simples'

Esta frase:

«(..) vale a regra de ouro do convívio entre classes distintas: manda quem pode, obedece quem tem juízo.»

Reportou-me aos 'tempos' em que a GeoPolítica e GeoEstratégia eram 'tão mais simples'!

Em que se 'sabia' que de um lado estava o 'mundo livre' e do outro o 'mundo totalitário, oprimido' pelo comunismo e 'socialismo radical'.

Uma opressão em que as pessoas, designadas por comuns, estavam e permitiam estar sujeitas a 'quem mandava'! Sem escolha, ou voto na matéria!
Uns quantos proletários de meia-pataca, arrogavam-se o direito de mandar numa multidão que se portava com juízo, com muito juizinho, e se deixava levar por esses 'irmãos' do proletariado!

Hoje em dia, essa distinção caiu, e, na verdade, anda tudo aos papéis!
O Totalitarismo reveste-se, hoje, de formas mais subtis, mais refinadas, e muito mais 'estéticas'!

No entanto, 'anda por aí'!

Pessoalmente, não sou ovelha; não tenho juízo; e não me deixo guiar.

A mim, quem me guia, sou eu.

E os subtis totalitarismos não me compram, não me vendem, e MUITO MENOS ME GUIAM.

CÂNTICO NEGRO

"Vem por aqui" – dizem-me alguns com olhos doces,
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho os com olhos lassos,
(Há nos meus olhos ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
– Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha Mãe.

Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...

Se ao que busco saber nenhum de vós responde,
Porque me repetis: "Vem por aqui"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?
Corre nas vossas veias sangue velho dos avós.
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátrias, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios.
Eu tenho a minha Loucura!
Levanto-a como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

Deus e o Diabo é que me guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou,
– Sei que não vou por aí!


- José Régio

Domingo, Abril 11, 2004

Qual o verdadeiro traidor de Jesus Cristo

Prepare-se a Inquisição!
Prepare a fogueira, hoje vai ter um dia maravilhoso!

A História da Igreja Católica tem ensinado que o traidor de Jesus Cristo foi Judas.
Vejamos:

Judas que no Monte das Oliveiras, e através de um beijo, identificou Jesus Cristo (Jesus - o homem, Cristo - a consciência de Deus).

Quais as verdadeiras razões por trás deste acto:

o discípulo Judas, era um homem do Direito, daí que fosse um homem racionalista, com um sistema racionalista, baseado em regras e numa resolução das situações dentro de um sistema instalado - o sistema romano e, do Sinédrio.
Considerava que ao 'entregar' Jesus, este teria a oportunidade de se 'explicar' e 'fundamentar' a sua posição e visão do Mundo, por forma a que nenhuma sanção lhe fosse imposta. Tudo "dentro da Lei vigente".

O discípulo Pedro, o pescador. Pescador de peixe, e dizem, posteriormente, 'pescador de Almas'!
Segundo reza, Pedro era o discípulo 'preferido' de Jesus Cristo. Seria? Será?

Os 'Discípulos':

Judas acompanhou o cortejo que levou Jesus Cristo à presença do Sinédrio; apercebeu-se de imediato que tinha sido enganado, e que tudo aquilo que tinha negociado, seria incumprido.
Que o haviam utilizado para outros intentos que, não eram o seus, e que não eram, certamente os acordados. De tal forma que, para tornarem ainda mais evidente o seu engano e a sua humilhação, lhe entregaram 30 moedas de prata, a título de pagamento pelos seus "serviços"!!
Nada disto tinha sido pretendido ou acordado por Judas.
A sua vergonha, humilhação e desespero por tudo aquilo que entendia do mundo, o seu sistema de valores, a sua boa-fé e a sua dignidade, tinham sido colocadas em causa. Mas, mais do que tudo, sentia que tinha traído um amigo! Pois não tinha conseguido prever nem a má-fé do Sinédrio, nem tão pouco tinha conseguido concretizar as negociações para que Jesus - o homem, fosse deixado em Paz.
Enforcou-se no Monte das Oliveiras, como testemunho pessoal daquilo que ele, pessoalmente, considerava a sua inequidade; sem necessidade de recurso a um qualquer Tribunal, impondo-se a si mesmo, a sentença e a execução da pena.
Traidor?
Não.
Crédulo e ingénuo; um racionalista, com um sistema de valores vigentes à época, e que por si, pessoal e livremente estabeleceu e executou uma sentença, de morte.
Não se traí os amigos.

Passemos a Pedro.
Pedro, a Pedra.

Segundo rezam as escrituras:
"Pedro, a Pedra. Sobre ti erigirei a minha Igreja!"

Pois..

Um seixo. Torto e putrefacto desde o início.
"Pedro, ainda hoje me trairás! Rejeitar-me-ás três vezes! Quando o galo cantar!"
(Às vezes a verdade também é conhecida, para quem não permitir ser enganado, desde que saia do torpor anestésico)

Dizia Pedro:
"Não conheço esse homem!";
"Nunca o vi!";
"Não sou um dos seus discípulos!"

Obrigadinha, oh Pedro!
Com discípulos como tu, não há quem necessite de outros inimigos.

O traídor não foi Judas, como tanto jeito dá apregoarem - excelente bode expiatório, principalmente das culpas reais de Pedro - a Pedra, sobre a qual está erecta uma Igreja.

Judas confrontou-se com ele mesmo. Com a sua incapacidade de abrir o Coração, às razões do Espírito.
Imerso na Razão.
Pedro, um 'vão espiritualizado', que traiu um amigo; que demonstrou as aparências de um pretenso conhecimento do Espírito.

Valores errados; valores trocados. As aparências.

Cada qual tem que procurar o seu próprio caminho de fé, de Luz. Do Coração. Determinar para si quais os valores a seguir.
Quem der ouvidos à 'maldade', ainda que proferida pela aparente figura de homens de Igreja - seja essa Igreja qual seja, seja essa religião qual for - não será melhor que essas figuras "santas"; nem tão pouco se desresponsabilizará dos actos mais nefandos que possa cometer a "coberto de uma qualquer religião".

Sábado, Abril 10, 2004

The Annunciation

messina14.JPG

- Antonello da Messina

"Há ...

... um velho provérbio iraquiano - muito velho", lembrou Hussein Ali Tukmachi, um pintor em Kadhimiya. "Eu e o meu irmão contra o meu primo. Eu, o meu irmão e o meu primo contra um estranho."

Mas é absolutamente indispensável não serem cometidos mais erros. A estratégia no Iraque necessita de ser desligada da estratégia da campanha eleitoral de Bush; é preciso acelerar a passagem para a ONU da tutela política de todo o processo, com um mandato para uma força multilateral, sob comando americano, encarregada de garantir a segurança no país; não repetir estratégias inconvenientes, como algumas que se têm observado ultimamente - ataques militares directos a lugares santos islâmicos.

Estes ataques, se não forem bem explicados publicamente, principalmente pelos media árabes (o que parece difícil), podem ter efeitos demolidores, tanto a nível do TO, como no âmbito da luta global contra o terrorismo. Poderão deslocar muitos muçulmanos moderados para as teses e métodos fundamentalistas, na medida em que, inevitavelmente, tais actos serão invocados pela Al-Qaeda como prova de que os judeus e os "cruzados", com a América à frente, estão a conduzir uma guerra religiosa contra todos os muçulmanos. Portanto, justificam o apelo à jihad.

Isto é, os erros estratégicos a que temos assistido, praticados especialmente em momentos de fraqueza, mas não só, quando não é fácil discernir e escolher as melhores opções e há a tentação de recorrer mais à força do que à inteligência, podem reforçar o sentimento de que estamos perante uma guerra de civilizações. Escondendo a realidade com que de facto nos defrontamos - um combate, longo e árduo, contra organizações interessadas em explorar as motivações religiosas, não só dos que seguem o Corão, mas também dos que se regulam pelo Antigo e Novo Testamento, para imporem projectos políticos totalitários.

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Galo Verde (Galo)

Fazer reféns é a nova táctica dos radicais iraquianos

São moeda de troca ou factor de pressão

Os estrangeiros que circulam no Iraque começaram a ser encarados como objecto de troca, ou de pressão sobre os respectivos governos envolvidos no conflito, pelos diversos grupos radicais iraquianos que lutam contra as tropas da coligação ocupante. Com êxito variável.

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Povo de Baha (Povo Baha)

Efeméride - 8 de Abril de 1853

Neste dia, em 1853 Bahá'u'lláh chegou a Bagdade, juntamente com familiares e alguns companheiros. Exilado e espoliado de todos seus bens, deixava para trás a Sua terra natal, a Pérsia. Era o primeiro de quatro exílios. O Iraque era nessa época uma província do Império Otomano. (..)

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Letras com Garfos (Letras)

Memórias de adolescente (a todos os marxistas-leninistas)

O guerrilheiro apontou-me a Kalachnikov. "Senta-te! ", berrou. Sentei-me de imediato na areia húmida do cacimbo que impregnava os meus ossos naquela noite de Agosto. Centenas estavam já de cócoras ou sentados da mesma forma, no meio da noite escura que me confinava o espírito numa angústia que debalde tentava racionalizar. Os grupos eram organizados metodicamente. No meu grupo, umas largas dezenas. Outro grupo, mais além. E outro, e outro e mais outro até onde a minha vista podia detectar os vultos e a percepção de sombras em movimento, ou a minha audição de silêncios mitigados poderia alcançar. Não tinha a noção exacta onde estava. Poderia ser uma parada de um quartel qualquer, enorme concerteza, porque não lhe via os limites ou porque a noite cerrada lhe fazia aumentar as fronteiras. Mais ao longe, grita-se: "Diz Viva à Frelimo! "; segue-se um silêncio angustiador. Uma rajada de metralhadora ressoa com estrondo abafando gritos de morte que se prolongam com gemidos moribundos, exânimes. "São Testemunhas de Jeová, os gajos! Só dizem 'Viva a Deus ', a ninguém mais. Foderam-se!", balbuciou-me o acocorado mais próximo. O absurdo tomou conta de mim, inspirei profundamente o ar da noite e deixei de sentir medo.

Quinta-feira, Abril 08, 2004

Mahatma Gandhi's Challenge to Osama bin Laden

If he were alive today, how might Mahatma Gandhi, the greatest apostle of non-violence, challenge Osama bin Laden's worldview?

(...)

Even if you do not believe in non-violence, you should know by now that your methods have done an incalculable harm to your people: you have discredited a great religion. Millions now instinctively associate Islam with violence and destruction. You have also deeply divided the umma, subjected your followers to torture and degradation, and rendered miserable the lives of many innocent diaspora Muslims. (..) It is time you grew out of your infantile obsession with death and destruction, abandoned your messianic zeal, and showed a bit of humility and good sense. But my religion forbids me to give up on any human being, not even on you.

Iraq's Kurds: Toward an Historic Compromise?

The removal of the Ba'ath regime in 2003 opened a Pandora's box of long-suppressed aspirations, none as potentially explosive as the Kurds' demand, expressed publicly and with growing impatience, for wide-ranging autonomy in a region of their own, including the oil-rich governorate of Kirkuk. If mismanaged, the Kurdish question could fatally undermine the political transition and lead to renewed violence. Kurdish leaders need to speak more candidly with their followers about the compromises they privately acknowledge are required, and the international community needs to work more proactively to help seal the historic deal.

The Kurdish demand for a unified, ethnically-defined region of their own with significant powers and control over natural resources has run up against vehement opposition from Iraqi Arabs, including parties that, while still in exile, had broadly supported it. The Kurds in turn vigorously objected to the kind of federalism envisaged in the agreement reached in November 2003 by Paul Bremer of the Coalition Provisional Authority (CPA) and the Interim Governing Council, which would have been based on Iraq's eighteen existing governorates, including three individual, predominately Kurdish ones, and have left them without control of Kirkuk.
(Excelente petróleo.)

Quarta-feira, Abril 07, 2004

'Espírito Essénio'



A época que sempre me atraiu no Cristianismo (principalmente nos primeiros 'Cristãos') é sem dúvida a época da Páscoa.

Trata da redenção e ressureição do Homem (Humanidade), na sua vertente mais pura: o Espírito.

A metamorfose da Matéria em Espírito. Uma mensagem de Esperança; uma chamada de atenção para a "Morte", não como o Fim, mas como o princípio. O princípio de um novo ciclo.
A Primavera da Vida, eterna centelha que dá Luz aos desperançados e, sustenança aos famintos de Fé.

Bem Hajam.
" A Vós! O Meu Corpo se Faz Espírito! Olhai e Vede, ainda que Morra, ressuscitarei."

Que esta seja uma época de reflexão, e uma oportunidade para deixar para trás 'pequenas moléstias mundanas', que nada têm a ver com a Realidade.

Do hebreu Peseach, Páscoa significa a passagem da escravidão para a liberdade. É a maior festa do cristianismo e, naturalmente, de todos os cristãos, pois nela se comemora a Passagem de Cristo - "deste mundo para o Pai", da "morte para a vida", das "trevas para a luz".

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Planície Heróica (Planície)

"Saudades da Morte"

Militares angolanos de dedo no gatilho

General “Sanjar” fala de violações da fronteira e garante que as Forças Armadas estão prontas para responder

Poucos dias depois de afirmar que não há guerra em Cabinda e que as acções de banditismo no enclave são fomentadas pela Igreja Católica, o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA), general Agostinho Nelumba "Sanjar" (foto), voltou à ribalta denunciando, em Luanda, a existência de uma "invasão silenciosa" das fronteiras angolanas por parte de estrangeiros provenientes da República Democrática do Congo e da Zâmbia. O que fará correr o general “Sanjar”?

O general Sanjar garantiu que as Forças Armadas estão atentas a esses movimentos e que os militares do Exército Nacional "vão tomar medidas contra todos aqueles que insistirem entrar ilegalmente no país".

"Por esta razão temos de criar todas as condições necessárias para que as FAA estejam em prontidão para, a qualquer momento, intervir na defesa da integridade territorial", defendeu o general.

Localizada na região ocidental da África Austral, entre os paralelos cinco e 18 de latitude sul, o território angolano, estende-se entre um litoral de cerca de mil e 600 quilómetros e cerca de cinco mil quilómetros de fronteiras terrestre.

Angola com a RD Congo tem uma extensão fronteiriça de 2.511 quilómetros, com a República da Zâmbia, 1.110 (Km), Namíbia 1.376 (Km) e com o Congo Brazzaville 201 (Km) e tem uma superfície de um milhão 246.700 quilómetros quadrados

O caso de Cabinda

Quanto a Cabinda, o general “Sanjar”, afirmou que "não há guerra" em Cabinda, acusando "algumas individualidades" da igreja católica de fomentarem "acções de banditismo" naquele enclave do norte de Angola.

"Em Cabinda não há guerra, há actos de banditismo, que, lamentavelmente, são incitados por algumas individualidades, muito em particular, pessoas ligadas à igreja católica na província de Cabinda", disse o general, em declarações à Rádio Nacional de Angola.

Agostinho Nelumba 'Sanjar' não especificou, no entanto, a que individualidades religiosas se referia, mas frisou que as suas declarações se baseiam em provas concretas, nomeadamente em pessoas que poderão falar deste assunto "a qualquer momento".

"Temos provas desse incitamento, as principais são de elementos físicos que estão connosco e que trabalham connosco e que confirmam esses dados", afirmou.

"A qualquer momento, nós podemos pôr essas pessoas a falar"
(Então não? Nem que seja à p..), acrescentou o general angolano, reafirmando o que já tinha dito a 17 de Fevereiro, altura em que considerou que a situação militar em Cabinda estava "totalmente controlada".

Agostinho Nelumba 'Sanjar' frisou que as forças governamentais encontram-se em Cabinda para "impor a ordem", salientando que as ordens dadas aos soldados são muito claras: "Quem vier com violência, será respondido com violência".

O Chefe do Estado-Maior das FAA salientou ainda que as forças independentistas das várias facções da FLEC (Frente de Libertação do Enclave de Cabinda) "não possuem unidades, mas grupos espalhados e disseminados entre a população".

"Eles escudam-se nas populações para fazerem os seus actos de banditismo, é isso que existe em Cabinda", afirmou.

O responsável militar especificou, no entanto, que esta situação não ocorre em todo o território do enclave, mas apenas "numa pequena área junto à fronteira com a República Democrática do Congo (RD Congo)".

"Muitos desses elementos estão albergados em campos de refugiados na República do Congo ou na RD Congo e entram em Angola para fazer actos de banditismo", afirmou.

O enclave de Cabinda é a única parcela do território angolano onde ainda persiste uma situação de instabilidade militar, depois da assinatura dos acordos de paz de 4 de Abril de 2002, que puseram fim a quase três décadas de conflito militar em Angola.


É certo e sabido que existem pessoas que nasceram para matar. Para eles matar é uma arte; uma vocação, uma profissão. Orgulham-se e sentem prazer em aniquilar e fazer sofrer os seus semelhantes.

No caso deste 'militareco de cordel', cuja única vocação na vida é a de matar, há falta de razões concretas, cria. Desta forma terá sempre aquilo que fazer.

Terça-feira, Abril 06, 2004

As Incongruências de 'Marcelo'

As afirmações proferidas pelo Professor Marcelo Rebelo de Sousa, a propósito de uma pretensa comparação entre a Nova Democracia e a extrema-direita francesa de Jean-Marie le Pen, são em tudo, absolutamente, abusivas e despropositadas.

Em Portugal não existem partidos de ideologia fascista, e o Partido Nova Democracia está muito longe de ser de extrema-direita!

De mais a mais, sendo MRS professor catedrático de Direito, tem a obrigação de conhecer a tipificação e os pressupostos a serem preenchidos por um partido para se enquadrar em tal ideologia; assim sendo, trata-se de uma provocação e 'chalaça' muito ao jeito de MRS.
MRS deve, sem dúvida, um pedido de desculpas públicas a quem ofendeu.

Pressupõe-se que a esquerda radical portuguesa atente contra os partidos centro-direita portugueses, aquilo que eu não espera era ver um partidário centro-direita a utilizar 'palavreado' tipicamente de esquerda radical.

Já não nos faltava termos os radicais de esquerda 'à perna', para agora andarmos em quesílias infrutíferas deste teor (até porque imerecido).

Sr. Prof., já que nas suas homílias dominicais lança mão de palavras de agravo contra o seu quadrante partidário, sugere-se a seu turno que utilize essas mesmas homílias para apresentar publicamente um devido pedido de desculpas, e respectivas explicações.

Esperava outra postura e conduta por parte de V. Exa.

Os Salvadores da Pátria

Um batalhão de 'televisões' e demais meios de 'comunicação social', 'acampados' à porta da sede do partido socialista!

Não querem ver que o distinto e ilustre líder do partido socialista tinha algo a dizer por altura das 'bodas' dos 2 anos de governação do Governo central?!

Uma data que se afigura traumática ao partido socialista; um marco histórico, considerando a memória do abandono da Governação pelo ex-Primeiro Ministro, do ex-Governo socialista, 'bem' a meio do mandato (2 anos)!
Sim, qual passagem além do Bojador..! Coisa que, o ex-Governo não conseguiu ultrapassar!
Lá se vai assistindo à imersão dos traumas socialistas!

Mas, o pior no meio de toda esta 'romaria', são mesmos os meios de 'comunicação social'.
Tempo de antena ao partido socialista, elevado à salvação da Pátria!
Quais 'salvadores gloriosos', ao estilo Sebastianíco, sem consideração pelos factos!

E os factos são, Portugal está no estado em que está, pela desgovernação socialista! Pelo abandano das suas responsabilidades, e incapacidade governativa.
Esses são os factos.
Mas, os senhores jornalistas quais 'veículos de esperança', vêm apregoar o seu contrário!
Sim! Que os socialistas NUNCA: abandonaram o Governo; foram incapazes de governar; deixaram o País de 'tanga'!
Que, NÃO: nunca negociaram o PEC; nunca vincularam o País ao PEC; nunca deixaram o cofres públicos à míngua!
NÃO: gastaram MAIS do que o País podia pagar!

EI-LOS: aos Salvadores da Pátria, os meios de 'comunicação social' "a governar Portugal".

Um exemplo do Socialismo

(...) a câmara demonstrou "incapacidade" em captar fundos de duas torneiras: da União Europeia, a edilidade somente arrecadou 28 por cento do que estimara e da Administração Central a diferença atingiu os 49 por cento. Sobre este último aspecto, Moniz realçou que "ao contrário do que a maioria apregoa, não tem poder de influência junto do Governo".

O sr. Deputado Municipal da oposição da CMVNF, disse esta 'pérola'; ilustra na perfeição aquilo que os, a grande maioria dos, socialistas tem por conta de uma boa governação, (seja ela nacional ou) autárquica!
É suposto que somente quem exerça influência junto do Governo obtenha melhores condições para o Concelho para o qual tenha sido eleito!

Senhor Deputado Municipal, péssimo exemplo, para quem aspira a dirigir os interesses dessa autarquia!

O exercício de influência não passa pelo 'apadrinhanço' de todas e quaisquer políticas para a autarquia, isso talvez fosse verdade nos Governos socialistas, mas no que toca a Governos sérios e responsáveis, cujo intuito seja o de governar em prole de todo o País (porque todo os Concelhos são Portugal), independentemente do facto de os autarcas eleitos serem ou não da sua 'cor' partidária, reside no facto de implementar uma política de médio e longo prazo sustentada para todo o País.
Ser-lhe-á esse conceito assim tão transcendente?!

De facto, o período de bodo já passou, com o demissionário ex-Governo socialista do sr. engº Guterres (que está neste momento a tentar efectuar uma cirúrgia estética, empregando aquela estafada ideia de que a 'maralha' não tem memória! - sim porque, são bons rapazes!), a meio do mandato (excelente exemplo de governação, sim senhor, uma autêntica auto-flagelação socialista: 'Roubar o mais que puderes, e, dar à sola enquanto é tempo'!).

Segunda-feira, Abril 05, 2004

BUSINESS IRAQ





Enter our world, come to Iraq with its vast potentials in business, construction, investments and commerce.

We are there not only to provide you with consultations and guidance, we aim to market, sell your products and back it up with our unmatched after-sales-services.

We bid you: “marhaba” simply translated: “welcome”


A árvore das patacas? Atenção às vigarices.

Domingo, Abril 04, 2004

Dicotomia Ser Racional - Ser Instintivo

A máxima de Sócrates - "Conhece-te a ti mesmo(a)", foi hoje testada, ao seu limite!

Esta 'estranha' dicotomia que nós somos; o Ser Instintivo que por natureza somos, e o Ser Racional que tentamos e, 'teimamos' em afirmar diariamente.

Durante toda a nossa vida tentamos conquistar e subjugar esse Ser Instintivo (o Instinto em nós), fruto do 'animal', do Ser Humano Primário, para dar lugar ao Ser Racional, consciente de Si a cada segundo da Vida. Consciente de todos os factores endogenos e exogenos que nos compõem.

Mas, a Vida, na sua dimensão maior, tem uma Sabedoria que nos ultrapassa, e que teima em desfazer as nossas prerrogativas de Ser Racional a cada segundo!
E ensinar-nos essa diferença!

Quando menos esperamos, Ela (Vida) coloca-nos perante situações que a nossa Razão não consegue controlar, ou sequer entender; e, somos apenas Instinto.
Um Instinto tão Primário quanto primários e inconscientes são os nossos 'receios' tanto mais 'profundamente escondidos em nós, colocando de lado a sua percepção!

A Humanidade.
Os filósofos tentaram desde sempre compreender esse lado 'Irracional', esse lado 'Instintivo', que dificilmente é percebido de imediato pela Razão.
Ficamos perante nós, num vazio, sem rede, apenas Nós.

Como é possível que algo possa ser compreendido, dissecado, analisado e classificado pela Razão, seja fundamento da imersão desse Instinto?

Bom, será possível, e é possível; mas, quando tal acontece não somos tão racionais ou analíticos, apenas reagimos. E aí, surge esse Nós Instintivo, essa Fera Adormecida, que age!

Uma tolice!! Um desassombro, mas realidade!

Devia ter ido pelas escadas rolantes paradas, em vez do elevador!

Não sou muito racional ou sociável nestes momentos em que sou um Ser Instintivo!
Apenas eu, perante mim mesma e sem rede!

Sábado, Abril 03, 2004

Olha que 'Menino'...



«Comissões? Ponho as mãos e os pés no fogo»
(Quem muito porfía..)

Personagem central dos escândalos angolanos dos últimos anos, Pierre Falcone, empresário franco-brasileiro-angolano, acusado em França de tráfico de armas, passa ao ataque na primeira entrevista de fundo a um jornal europeu depois de ter escapado à Justiça francesa, graças à sua oportuna nomeação como diplomata angolano, quando estava sob regime de residência fixa.

Alvo de um mandado de captura internacional emitido por um juiz francês, Falcone falou durante quatro horas ao Expresso, no passado fim de semana, num grande hotel de Madrid. Na entrevista, contesta as acusações sobre o tráfico de armamento para Angola e diz que o chamado «Angolagate» é uma manipulação de grupos estrangeiros interessados em desestabilizar o poder angolano.

Sobre as dezenas de milhões de dólares que distribuiu ao longo dos anos por personalidades angolanas, francesas ou russas, afirma que foram pagamentos por serviços e conselhos ou que serviram para alimentar contas secretas «de sobrevivência».//Pierre Falcone desmente que o Presidente Eduardo dos Santos tenha contas suspeitas no estrangeiro em seu nome e chega a garantir - sem qualquer espanto - que colocou 50 milhões de dólares do seu bolso à disposição do Governo angolano, para serem utilizados em «caso de urgência». Durante a entrevista, faz também algumas revelações sobre, por exemplo, a sua intervenção na guerra dos serviços secretos franceses em Angola.

Com 50 anos de idade, Pierre Falcone nasceu na Argélia, filho de um italiano, e tem hoje as nacionalidades brasileira, francesa e angolana. Sobre o processo judicial em França, onde esteve preso durante pouco mais de um ano, diz que ainda não chegou o momento para responder às convocatórias do juiz.

A Justiça francesa lançou contra si um mandado de captura internacional e o senhor está em Madrid a dar esta entrevista. Não tem medo de ser preso?

Não foi a Justiça francesa, foi um juiz de instrução - e a distinção é importante. O mandado é ilegal e inconstitucional e viajo para onde quero, trabalhando como diplomata angolano.

Foi nomeado diplomata na UNESCO para ter imunidade e fugir à Justiça francesa... e não tem aparecido na sede da UNESCO em Paris.

Nunca fugi. Estive preso durante um ano sem direito a visitas e nem me deixaram ir ver o meu pai antes de ele morrer. Evidentemente, a minha nomeação foi eminentemente política, porque o Governo angolano é responsável e sabe distinguir os factos dos rumores. Não houve tráfico ilegal de armas para Angola e o Governo francês também o sabe, porque o disse por escrito ao juiz. Quanto ao trabalho como diplomata, pode-se trabalhar sem ir ao local do serviço.

Foi uma nomeação política que lhe permitiu escapar à Justiça francesa...

Claro, permitiu-me viajar e trabalhar, mas não fugi e eu quero que este processo vá até ao fim. A nomeação foi uma honra para mim. Foi o reconhecimento do resultado do meu trabalho e dos riscos que corri. Na altura do alegado tráfico, o Governo angolano aplicava as resoluções da ONU e era a UNITA que as violava, era a UNITA que fazia tráfico de armas. Eu estava há dois anos e meio a ser perseguido em França, não me podia defender das acusações contra mim e contra Angola, porque através de mim visava-se atingir um governo legítimo, reconhecido internacionalmente. Acho que o juiz deste caso tem estado a ser manipulado, porque nós e ele próprio temos uma carta datada de 15/11/2000, assinada pelo secretário-geral da Defesa Nacional francesa (que depende do gabinete do primeiro-ministro), dizendo claramente que não tinha havido comércio ilícito de armas.

Se não está a fugir, por que razão não vai falar com o juiz de instrução? Desconfia dele? A França é um Estado de Direito.

Neste caso as regras não têm sido as de um Estado de Direito. E vou ver o juiz para falar de quê? O juiz só me interrogou uma vez desde que eu saí da prisão! Ele não está de boa fé, porque tem as provas de que não houve tráfico de armas! Se eu quisesse fugir e tivesse algo a esconder não tinha ido ao primeiro encontro com ele! Fui ingénuo, nessa altura.


O juiz acusa-o de tráfico ilegal de armas, de venda de armas sem autorização, de tráfico de influências, etc. Continua a contestar tudo em bloco?

Afirmo que não ajudámos o Governo angolano a fazer qualquer coisa fora da lei! A compra das armas à Rússia foi feita entre dois países soberanos, respeitando escrupulosamente as leis que regem este tipo de negócio! Eu sou um empresário, não vendo armas, nunca vendi nem um cartucho na minha vida!

Para Angola vendeu.

Não é verdade! Verificou-se um contrato entre o fornecedor e o comprador, e não houve comissões nem retro-comissões!

Houve uma compra de armamento russo por Angola no montante de 600 milhões de dólares, em 1993, e o senhor esteve envolvido no negócio.

As armas foram compradas e a empresa do país que vendeu foi oficialmente autorizada a vendê-las; o país que comprou também teve que apresentar certificados de não-reexportação, etc. Neste contexto, vocês, jornalistas, têm é de perguntar como se inventou um tráfico de armas que nunca existiu! Eu tenho as minhas ideias, há grupos que manipulam as coisas. Ainda é cedo para dizer os nomes, mas tudo vai ficar esclarecido no fim do processo, no qual todos os acusados serão ilibados.


Nessa altura não havia um embargo à venda de armas a Angola?

Não! Não havia embargo contra o Governo e a compra respeitou as leis internacionais. Dois dias depois de ter eclodido o «Angolagate», o mesmo secretário-geral da Defesa Nacional francesa escreveu outra carta ao juiz, em 4/12/2000, a dizer que não tinha havido tráfico de armas. Mas eu continuei preso.

Nesse contrato de venda de armas qual foi o seu papel e do seu sócio na empresa Brenco, Arcadi Gaydamak?

Aproximámos as partes, fomos intermediários, ajudámos Angola a enfrentar uma guerrilha que estava a ganhar terreno depois de ter recomeçado a guerra, a seguir à contestação dos resultados das eleições que o mundo aprovou.

Em termos financeiros, o que fizeram?

Montámos o processamento com bancos europeus, incluindo franceses. E o dinheiro era para tudo: camiões, comida, logística, rádios, medicamentos, barcos... Como tínhamos um escritório em França, tratávamos a parte francesa em França, a russa na Rússia, a parte suiça na Suiça.

E não receberam comissões?

Devido à confusão sobre a palavra «comissões» prefiro empregar o termo «honorários». Recebemos honorários pelo nosso trabalho, como toda a gente que trabalha deve receber.

Fala-se também em comissões de dezenas de milhões para o embaixador angolano Elísio de Figueiredo, que na altura vivia em Paris, para o ex-chefe da Casa Civil do Presidente, José Leitão, para generais, para outras personalidades do círculo do Presidente angolano. Imagino que também contesta tudo isso.

Jamais houve comissões para angolanos, nem as houve para ninguém! O que a «Visão» escreveu recentemente sobre isso em Portugal, citando-me, é falso, e por isso vou accionar um processo em tribunal contra essa revista. O que se verificou, por exemplo, com as contas geridas por Elísio de Figueiredo e José Leitão é que foram postos à disposição do Governo fundos para a logística de sobrevivência. Era tudo oficial e os outros ministros sabiam disso!

Era a sua empresa que desbloqueava esses fundos?

Não. Era o Governo angolano que mandava fazer isso - e todo o Executivo tinha conhecimento dessas contas! Esse dinheiro servia para compras de urgência, como medicamentos, alimentos, aluguer de barcos para transporte de alimentação, etc.


Mas põe as mãos no fogo pela honra dos titulares das contas, acredita que ninguém se aproveitou desse dinheiro?

Ponho as mãos e os pés no fogo!


Mas já foram publicados tantos relatórios, alguns de instâncias internacionais muito credíveis, a denunciar uma corrupção monstruosa em Angola!

Se quiser, falamos disso! Quem é que financia e trabalha na Global Witness, que publicou o último? Por que é que saem esses relatórios?

Quem financia a Global Witness?

Isso são vocês, jornalistas, que devem descobrir. Nós fizemos sempre tudo legalmente e ajudámos a levar a paz a Angola.

Para si não há corrupção alguma em Angola?

A mim, em Angola, em onze anos ninguém me pediu alguma vez um centavo! É verdade que algumas pessoas me pediram ajudas - por exemplo para operar o filho em Londres - e eu ajudei. A Global Witness não diz a verdade. Contesto tudo em bloco. Já recebi muitas ameaças de morte, mas não tenho medo.

Também é acusado de ter sido intermediário e de ter recebido comissões na negociação de empréstimos garantidos com petróleo, empréstimos que o FMI, aliás, não recomenda.

Nunca recebemos comissões algumas, nem de bancos nem de petrolíferas!

Também desmente ter sido intermediário na negociação desses empréstimos?

Não! Encontrei os bancos, claro, mas era preciso, porque ninguém queria emprestar dinheiro a Angola! O Estado angolano estava, nessa época, em sufoco financeiro e as cidades estavam cercadas! Sim, arranjei os empréstimos!

Mas fazia essas negociações gratuitamente?

Claro que não!


Daniel Ribeiro, enviado a Madrid
Versão integral na edição nº 1640 ou em www.expresso.pt

IMPUNICIDA:

SAÚDE É O QUE INTERESSA, A JUSTIÇA NÃO TEM PRESSA!!!

Se você anda roubando o seu patrão e pensa que não tem mais escapatória, se tomou bola pra liberar alguma verba do governo e acha que está sendo perseguido pela polícia ou se está prestes a suicidar-se por temer que descubram que você é um grande ladrão... Não desista... Experimente IMPUNICIDA e comece vida nova! Depoimentos Verdadeiros

“Eu vivia sendo preso pelas autoridades brasileiras, até que conheci IMPUNICIDA. Hoje sou outro homem procurado pela polícia.”
(Cacciola)

“Eu sempre usei IMPUNICIDA, mas após descobrirem a barbada do TRT, dobrei minha dose diária e hoje me sinto muito mais impune do que antes.”
(Juiz Nicolau)

“Eu também uso IMPUNICIDA, mas acontece que o meu estoque está acabando!”
(Luiz Estevão)

“Eu não tomei IMPUNICIDA e acabei tomando na bundinha!”
(Fábio Montei no Dinheiro)

FAÇA COMO ELES E TENHA SAÚDE A VIDA INTEIRA!!!
Ligue já!!!

0800 171 171 171 000

E compre a sua liberdade!!!

(Obs: não aceitamos pagamento em cheques ou parcelado)

IÇA!!!
SAÚDE É O QUE INTERESSA, A JUSTIÇA NÃO TEM PRESSA!!!

Sexta-feira, Abril 02, 2004

Canção da Alma

Nas profundezas da minha alma há
Uma canção sem palavras, uma canção que vive
Na semente do meu coração.
Ela recusa-se a misturar-se com tinta no
Pergaminho; ela envolve a minha afeição
Num manto transparente e flui,
Mas não nos meus lábios.

Como posso eu suspirá-la? Temo que ela se possa
Misturar com o Éter terreno;
A quem posso eu cantá-la? Ela habita
Na casa da minha alma, com medo dos
Ouvidos severos.

Quando olho para os meus olhos interiores
Eu vejo a sombra da sua sombra;
Quando toco na ponta dos meus dedos
Eu sinto as suas vibrações.

As escrituras das minhas mãos estão conscientes da sua
Presença tal como um lago que deve reflectir
As estrelas cintilantes; as minhas lágrimas
Revelam-na, tal como as gotas brilhantes de orvalho
Revelam o segredo duma rosa que murcha.

É uma canção composta de contemplação,
E publicada pelo silêncio,
E afastada pelo clamor,
E dobrada pela verdade,
E repetida pelos sonhos,
E compreendida pelo amor,
E escondida pelo despertar,
E cantada pela alma.

É a canção do amor;
Que Caim ou Esau a poderia cantar?

E mais perfumada que o jasmim:
Que voz a poderia escravizar?

É dirigida ao coração, como o segredo de uma virgem;
Que cordão o poderia estremecer?

Quem se atreve a unir o rugido do mar
Com o canto do rouxinol?

Quem se atreve comparar a tempestade gritante
Com o suspiro de uma criança?

Quem se atreve a dizer alto as palavras
Que deveriam ser ditas pelo coração?

Que humano se atreve a cantar
A canção de Deus?


- Kahlil Gibran

Quinta-feira, Abril 01, 2004

Security Council backs corruption probe of UN's Oil-for-Food programme

Cappice?

31 March 2004 – The Security Council today gave its backing to an independent probe ordered by Secretary-General Kofi Annan to look into allegations of corruption within the United Nations Oil-for-Food humanitarian programme in Iraq.

The Council's President for this month, Ambassador Jean-Marc de La Sablière of France, told reporters that Council members have agreed to the wording of a letter to be transmitted to the Secretary-General in which they "support unanimously" his initiative to set up an independent, high-level inquiry to investigate the administration, management and implementation of the Oil-for-Food programme, including allegations of fraud and corruption.

Quoting from the letter, Ambassador de La Sablière said Council members "took note of the details relating to its organization and terms of reference aimed at promoting the maximum degree of transparency, effectiveness and independence in examining the conduct of the Organization, contractors and other entities involved in the administration and implementation of the programme."

The members also "expressed their readiness to cooperate with the inquiry accordingly, and called upon other States to act likewise," he added, and they looked forward to receiving the inquiry's final report.

Mr. Annan gave the Council details of the panel's workings last week, and is expected to name the panel members this week. Starting in 1996, the Oil-for-Food programme allowed the sanctions-bound Iraqi Government to sell oil for food and other humanitarian supplies, and at $46 billion, was the largest-ever UN aid operation in financial terms.

In other news, following the closing of the accounts at the end of the 2003 financial period, the United Nations transferred $2 billion today from the programme's escrow account to the Development Fund for Iraq (DFI), bringing to $7.6 billion the total that has been transferred since the adoption of resolution 1483, which lifted the sanctions and ended the operation.

Espírito de Partilha

É no âmbito do Espírito de Partilha que publico este texto.
Um texto partilhado por uma amiga (que fez a gentileza, e me deu a Honra, de o poder ler. OBRIGADA I.)

Foi-lhe enviado, e escrito, por um casal de amigos, que resolver elaborá-lo e dedicá-lo a ela.

Em tempos de dificuldades é que se conhecem os verdadeiros amigos. E estes, rejubilo pela minha amiga, são-no. Só por isto, já contribuiram muito para a Humanidade; Pessoas desta estatura..

É nesse espírito de partilha, que o faço; um 'Hino', de Amor Puro (aquele que se dá sem pedir nada em troca), Amizade e Desprendimento.
A quem possa ajudar.

«AINDA HÁ PRÍNCIPES

Não vêm montados em cavalos brancos, a empunhar espadas e a prometer a morte dos dragões. Vêm por nós. Vêm para nós. Só precisamos de prestar atenção.

O que transforma um homem vulgar no nosso príncipe é ele querer ser o homem da nossa vida. E há alguns que ainda querem.

Até porque nós, os extraordinários, somos poucos, mas andamos por aí. Isto é o que diz outro amigo meu que é mesmo extraordinário e já encontrou a pessoa certa, pelo menos por agora. Foi ele que um dia me explicou o que era esse maravilhoso conceito da pessoa certa.

A pessoa certa não é a mais inteligente, a que nos escreve as mais belas cartas de amor, a que nos jura paixão ou nos diz que nunca se sentiu assim.
Nem a que se muda para nossa casa ao fim de três semanas e planeia viagens idílicas ao outro lado do mundo. A pessoa certa é aquela que quer mesmo ficar connosco. Tão simples quanto isto. Às vezes demasiado simples para as pessoas perceberem. O que transforma um homem vulgar no nosso príncipe é ele querer ser o homem da nossa vida. E há alguns que ainda querem.

Os Príncipes Encantados não têm pressa na conquista porque como já escolheram com quem querem passar o resto da vida, têm todo o tempo do mundo; levam-nos a comer um prego porque sabem que no futuro levar-no são à Tour d' Argent; ouvem-nos com atenção e carinho porque se querem habituar à música da nossa voz e entram-nos no coração devagar, respeitando o silêncio das cicatrizes que só o tempo apaga. Podem parecer menos empenhados ou sinceros que os antecessores, mas o que chamamos hesitação ou timidez talvez seja uma forma de precaução para terem a certeza que não se vão enganar .

O Príncipe Encantado não é o namorado mais romântico que nos cobre de beijos; é o homem que nos puxa o lençol durante a noite para não nos constiparmos e se levanta às três da manhã para nos fazer um chá quando nos dói a garganta. Não é o que nos compra discos românticos e nos trauteia canções de amor. É o que nos ouve falar de tudo, mesmo das coisas menos agradáveis. Não é o que diz Amo-te, mas o que sente que talvez nos possa amar para sempre.

Não é o que olha para nós todos os dias, mas o que olha por nós todos os dias. Que tem paciência para os meus, os teus, os nossos filhos e que ainda arranja lugar para os filhos dos outros. Que partilha a vida e vê em cada dia uma forma de se dar aos que lhe são próximos. Que ajuda os mais velhos a fazer os trabalhos de casa e põe os mais novos a dormir. Que quando está cansado fica em silêncio, mas nunca deixa de nos envolver com um sorriso, Não precisa de um carro bestial, basta-lhe uma música bestial para ouvir no carro, Tem quase sempre um cão, Gosta de ler e sai pouco à noite, porque prefere ficar em casa a namorar e a fazer Zapping. Cozinha o básico, mas faz os melhores ovos mexidos e vai à padaria num feriado.

O Príncipe é Príncipe porque governa um reino, porque sabe dar e partilhar, porque ajuda, apoia e faz-nos sentir importantes.
Claro que com tantos sapos, bem vestidos e cheios de conversa, como é que não nos engamos? É fácil. Primeiro, é preciso aceitar que às vezes nos enganamos mesmo. E depois é preciso acreditar que um dia podemos ter sorte.
E como o melhor de viver é saber que um dia tudo muda, um dia muda tudo e ele aparece. Depois é deixá-lo ficar... e se for mesmo ele, fica.

Simplesmente porque te adoramos... e queremos que sejas ainda mais feliz!

J&K»

O ferro



Cortesia de Rui Pimentel

E porque o 'mar não está para peixe'...

Petrolíferas Voltam a Aumentar Preço dos Combustíveis

Público

As duas maiores petrolíferas internacionais instaladas no mercado nacional já aumentaram de novo o preço de venda dos seus combustíveis. Desde ontem que a segunda maior companhia do mercado, a BP, tem novos preços e desde as 0h00 de hoje que a Shell pratica também novos valores. Em ambos os casos, os preços finais são próximos, mantendo-se grande expectativa sobre o que fará a Galp nos próximos dias, tudo apontando para que se decida também por um aumento.

A petrolífera portuguesa, líder de mercado, garantia ontem ao fim do dia que não aumentaria os preços nas 24 horas seguintes, mas nada garantia sobre o que se seguiria. A companhia tem marcada para hoje uma reunião periódica do seu comité de acompanhamento do mercado, com competência para propor a actualização ou manutenção de preços. As previsões são de agravamento de custos, nomeadamente pela manutenção da tendência altista do preço do crude e pela pressão sobre os preços da gasolina sem chumbo.

(...)

Bom dia!

Hoje é o dia das «petas»!

Faz hoje anos que alguém nasceu;
faz hoje anos que alguém 'inventou' alguma coisa;
faz hoje anos, que alguém resolveu tornar este dia em "mentira"!

Como dizia Monsieur de la Palice:
" Olha a mala, olha a mala.." :)