quinta-feira, fevereiro 26, 2004


Bem que a martírios tu me tens sujeito
devo-te muito e te sou grato, Amor:
com nobre chaga me rasgaste o peito,
e o coração me deste a um tal senhor,

de tão excelso e de tão vivo aspeito,
na terra imagem do divino autor.
Pense quem quer que é ímpio o meu destino
se morro esp'rança e vivo desatino.

Contenta-me alta empresa;
e quando o fim clamado me escapara,
e em tanto arder minh'alma se gastara,

basta que seja nobremente acesa,
e que eu mais alto ascenda
e do número ignóbil me defenda.

- Giordano Bruno

A Paixão do Cristo

Muito tem sido dito, escrito, mas muito, e sobretudo, empolado o filme, de Mel Gibson: The Passion of the Christ.
"You are my friends, and the greatest love a person can have for his friends, is to give his life for them."

Eu diria: "No Greater Love Hath Man Than To Lay Down His Life For Another."

Não vi o filme, completo. Vi apenas alguns trechos, descontextualizados, daí ser um comentário algo falível, e actualizável.
Li os comentários da Causa-Liberal, do CAA - Mata-Mouros, do FJV - Aviz, do Nuno - Rua.

Todas são interpretações, análises, 'visões' de um mesmo filme.
Será de facto católicos contra judeus, etc et al? Não pode ser verdadeiramente. O sacríficio de alguém para, pelo exemplo, ensinar princípios fundamentais para uma maior espiritualização do seu semelhante, não é exclusivo de Jesus Cristo. É comum a muitas outras 'figuras emblemáticas' de outras religiões. Daí que a questão não seja QUEM, mas sim PORQUÊ. Esta é a visão de Mel Gibson, profunda, violenta, arrebatada, uma autêntica expurga. A leitura de um homem em relação ao seu mundo, ao significado, conteúdo e essência da sua fé.

Cada pessoa tem que percorrer o seu próprio caminho e avaliar por si o significado da Vida. Este é o de Mel Gibson.
O aproveitamento para extrapolar posições e ataques, parece-me excessivo. As coisas têm o valor que lhes quisermos atribuir.

Quanto à pretensão de ser um ataque ostensivo aos Judeus, e um incitamento à violência contra os Judeus, não considero ser claro esse incitamento, poderão existir desiquilibrados que tomem este filme, como aliás qualquer outro filme, como incitamento! Não tem que ser necessariamente este, um qualquer serve; as pessoas que têm tal disposição, não necessitam de muito para agir com violência, seja contra Judeus, seja contra Católicos, Protestantes, Muçulmanos, etc, etc.

A violência gera violência. E, o Amor gera Amor.
Piegas? Mas, verdadeiro.

Russian ties top agenda of EU Foreign Ministers’ meeting

(Ver o 'Post' anterior!)

Failure to extend the EU-Russia Partnership and Co-operation Agreement to the ten new countries set to join the EU on May 1 could have “a serious impact on EU-Russia relations in general”, warned EU Foreign Ministers in their regular meeting on February 23. Ministers stated the EU’s enlargement would bring the Union and Russia closer together, increase opportunities for co-operation, and strengthen their joint responsibilities for promoting a European continent that is stable, democratic, prosperous, and free.

terça-feira, fevereiro 24, 2004

'Olhó' Presidencialismo

(Puro ou Impuro?!)

Putin demite governo e nomeia Viktor Khristenko PM interino

O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou terça-feira a demissão do governo dirigido por Mikhail Kassianov numa declaração transmitida pela televisão estatal, justificando-a com a necessidade de remodelar o executivo antes das presidenciais de 14 de Março.

Minutos depois, o serviço de imprensa do Kremlin anunciou a nomeação do actual vice-primeiro-ministro Viktor Khristenko para a chefia interina do governo.

"Em conformidade com o artigo 117 da Constituição russa, tomei a decisão de demitir o governo", declarou Putin.

"Esta demissão - explicou - não decorre da minha apreciação do trabalho do governo, que considero globalmente satisfatória, mas da vontade de demonstrar a minha posição sobre a direcção que o país deve tomar depois de 14 de Março", data das presidenciais.

Rumores persistentes nos últimos meses apontavam para o afastamento de Kassianov, última figura política de primeiro plano no Kremlin desde a presidência de Boris Ieltsin.


Russia's Facts:
chief of state: President Vladimir Vladimirovich PUTIN (acting president since 31 December 1999, president since 7 May 2000)
head of government: Premier Mikhail Mikhaylovich KASYANOV (since 7 May 2000); Deputy Premiers Viktor Borisovich KHRISTENKO (since 31 May 1999), Aleksey Leonidovich KUDRIN (since 18 May 2000), Aleksey Vasilyevich GORDEYEV (since 20 May 2000), Boris Sergeyevich ALESHIN (since 24 April 2003), Galina Nikolayevna KARELOVA (since 24 April 2003), Vladimir Anatolyevich YAKOVLEV (since 16 June 2003)
cabinet: Ministries of the Government or "Government" composed of the premier and his deputies, ministers, and selected other individuals; all are appointed by the president
note: there is also a Presidential Administration (PA) that provides staff and policy support to the president, drafts presidential decrees, and coordinates policy among government agencies; a Security Council also reports directly to the president
election results: Vladimir Vladimirovich PUTIN elected president; percent of vote - Vladimir Vladimirovich PUTIN 52.9%, Gennadiy Andreyevich ZYUGANOV 29.2%, Grigoriy Alekseyevich YAVLINSKIY 5.8%
elections: president elected by popular vote for a four-year term; election last held 26 March 2000 (next to be held March 2004); note - no vice president; if the president dies in office, cannot exercise his powers because of ill health, is impeached, or resigns, the premier succeeds him; the premier serves as acting president until a new presidential election is held, which must be within three months; premier appointed by the president with the approval of the Duma.

A Ceia dos Cardeais

"Como é diferente o amor em Portugal!
Nem a frase sutil,
nem o duelo sangrento...
É o amor coração,
é o amor sofrimento.
Uma lágrima...Um beijo...
Uns sinos a tocar..
Um parzinho que ajoelha
e que vai casar.
Tão simples tudo!
Amor, que de rosas se inflora:
Em sendo triste canta,
em sendo alegre chora!
O amor simplicidade,
o amor delicadeza...
Ai, como sabe amar,
a gente portuguesa!
Tecer de sol um beijo, e,
desde tenra idade,
Ir nesse beijo unindo o amor
com a amizade,
Numa ternura casta
e numa estima sã,
Sem saber distinguir entre
a noiva e a irmã...
Fazer vibrar o amor em
cordas misteriosas,
Como se em comunhão se
entendessem as rosas,
Como se todo o amor fosse
um amor somente...

Ai, como é diferente!

Ai, como é diferente!"

- Júlio Dantas, Peça Teatral: "A Ceia dos Cardeais"
Fala do Cardeal Gonzaga, ao descrever aos 84 anos, seu amor aos 14 anos.

segunda-feira, fevereiro 23, 2004

La Commedia Del'Arte

G.Grevembroch: "Frombolatore" (Séc. XVIII)

The boy hath sold him a bargain, a goose, that's flat.
Sir, your pennyworth is good, an your goose be fat.
To sell a bargain well is as cunning as fast and loose:
Let me see; a fat l'envoy; ay, that's a fat goose.

- Shakespeare, "Loves Labours Lost"



The Sorrows of Empire: Militarism, Secrecy, and the End of the Republic.

From Washington to Baghdad, the debate over American empire is back. Five new books weigh in, some celebrating the imperial project as the last best hope of humankind, others attacking it as cause for worry. What they all fail to understand is that U.S. power is neither as great as most claim nor as dangerous as others fear.

- G. John Ikenberry
Foreign Affairs, March/April 2004


Agradece-se o link feito pelo Aviz.

domingo, fevereiro 22, 2004

Horus e Isís

Olho de Horus e, Poema do Antigo Egipto

I. Your love has penetrated all within me
Like honey plunged into water,
Like an odor which penetrates spices,
As when one mixes juice in... ......

Nevertheless you run to seek your sister,
Like the steed upon the battlefield,
As the warrior rolls along on the spokes of his wheels.

For heaven makes your love
Like the advance of flames in straw,
And its longing like the downward swoop of a hawk.

II. Disturbed is the condition of my pool.
The mouth of my sister is a rosebud.
Her breast is a perfume.
Her arm is a............bough
Which offers a delusive seat.
Her forehead is a snare of meryu-wood.

I am a wild goose, a hunted one,
My gaze is at your hair,
At a bait under the trap
That is to catch me.

III. Is my heart not softened by your love-longing for me?
My dogfoot-(fruit) which excites your passions
Not will I allow it
To depart from me.

Although cudgeled even to the "Guard of the overflow,"
To Syria, with shebod-rods and clubs,
To Kush, with palm-rods,
To the highlands, with switches
To the lowlands, with twigs,

Never will I listen to their counsel
To abandon longing.

IV. The voice of the wild goose cries,
Where she has seized their bait,
But your love holds me back,
I am unable to liberate her.

I must, then, take home my net!
What shall I say to my mother,
To whom formerly I came each day
Loaded down with fowls?

I shall not set the snares today
For your love has caught me.

V. The wild goose flies up and soars,
She sinks down upon the net.

The birds cry in flocks,
But I hasten homeward,
Since I care for your love alone.

My heart yearns for your breast,
I cannot sunder myself from your attractions.

VI. Thou beautiful one! My heart's desire is
To procure for you your food as your husband,
My arm resting upon your arm.

You have changed me by your love.
Thus say I in my heart,
In my soul, at my prayers:
"I lack my commander tonight,
I am as one dwelling in a tomb."

Be you but in health and strength,
Then the nearness of your countenance
Sheds delight, by reason of your well-being,
Over a heart, which seeks you with longing.

VII. The voice of the dove calls,
It says: "The earth is bright."
What have I to do outside?
Stop, thou birdling! You chide me!

I have found my brother in his bed,
My heart is glad beyond all measure.
We each say:
"I will not tear myself away."

My hand is in his hand.
I wander together with him
To every beautiful place.
He makes me the first of maidens,
Nor does he grieve my heart.

VIII. Sa'am plants are in it,
In the presence of which one feels oneself uplifted!

I am your darling sister,
I am to you like a bit of land,
With each shrub of grateful fragrance.

Lovely is the water-conduit in it,
Which your hand has dug,
While the north wind cooled us.
A beautiful place to wander,

Your hand in my hand,
My soul inspired
My heart in bliss,
Because we go together.

New wine it is, to hear your voice;
I live for hearing it.
To see you with each look,
Is better than eating and drinking.

IX. Ta-'a-ti-plants are in it!
I take your garlands away,
When you come home drunk,
And when you are lying in your bed

When I touch your feet,
And children are in your..........
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
I rise up rejoicing in the morning
Your nearness means to me health and strength.

sexta-feira, fevereiro 20, 2004

Colecção Angola

O maravilhoso sentimento de fraternidade

Tenho estado a seguir com enlevo e, até ternura, os deliciosos piropos fraternais entre ao Rui, o LR- mais aqui, e aqui, e posteriormente o Besugo.

O sentimento de amizade, fraternidade e companheirismo é fabuloso.
Parabéns por valores que, infelizmente, são já "recursos escassos".

Contem muitos e bons.

Ora tungas..!!

E não é que, o homem às vezes até diz umas coisas?!

quinta-feira, fevereiro 19, 2004

Vale e Azevedo

O que aconteceu hoje a Vale e Azevedo foi.. O 'Ilustre' Juiz de Primeira Instância "abalroou" a decisão do Tribunal da Relação!!! Ai Mãe onde nós chegámos!!

Querido Professor JAB, V.Exa. pode contar com esta sua discípula para o que der e vier!

Ah.. 'ganda' Pacheco

Como dizia Hermínia Silva (Fadista). Não se trata de ironia.

O extraordinário e absolutamente honesto Artigo de JPP no Jornal Público de hoje, é totalmente oportuno, e completamente incomum na vida política portuguesa! É que, a verdade na política é tão rara quanto "pintas em galinhas" (embora já existam infelizes aves com gripe!!).

Isto para dizer que, não podia estar mais de acordo com JPP, e, esta que escreve, faz data venia a um partidário do PSD que tem a coragem de publicar um tal Artigo. Destacava uma frase:

fala como Narciso para ouvir o eco. Não ouvindo o eco, instala-se a confusão

Já antes afirmei, e volto a repetir, Pedro Santana Lopes enganou-se na profissão, devia ter seguido a carreira teatral.

Homossexuais e Adopção

Um excelente artigo no Maschamba.
Trata, de forma esclarecida e acertiva a questão.

"Sócrates: "Diz lá se tens alguma coisa contra aquelas leis de entre nós que regulam os casamentos. Achas que elas são más?" Não tenho nada contra elas, responderei. "E contra as que presidem à criação da criança e à sua educação, educação que recebeste como qualquer outro?" (...) Elas tinham razão, direi eu"

quarta-feira, fevereiro 18, 2004

Ele há coisas..!!

Aoccdrnig to a rscheearch at an Elingsh uinervtisy, it deosn't mttaer in waht oredr the ltteers in a wrod are, the olny iprmoetnt tihng is taht the frist and lsat ltteer is at the rghit pclae.
The rset can be a toatl mses and you can sitll raed it wouthit porbelm. Tihs is bcuseae we do not raed ervey lteter by it slef but the wrod as a wlohe.

terça-feira, fevereiro 17, 2004

How Very Close

how very close
is your soul with mine
i know for sure
everything you think
goes through my mind

i am with you
now and doomsday
not like a host
caring for you
at a feast alone

with you i am happy
all the times
the time i offer my life
or the time
you gift me your love

offering my life
is a profitable venture
each life i give
you pay in turn
a hundred lives again

in this house
there are a thousand
dead and still souls
making you stay
as this will be yours

a handful of earth
cries aloud
i used to be hair or
i used to be bones

and just the moment
when you are all confused
leaps forth a voice

hold me close
i'm love and
i'm always yours

- Rumi

Afinal há uma escrita feminina

Revista Única - "Expresso"

Um investigador de Ciências da Computação criou um programa informático que permite descobrir se o autor de um texto é homem ou mulher

- Ariel Finguerman

Moshe Koppel fotografado num jardim de Telavive, a ler José Saramago

Um investigador norte-americano desenvolveu um programa de computador que é capaz de determinar, com uma grande margem de certeza, se um texto foi escrito por um homem ou por uma mulher, quer se trate de um romance quer do do mais seco relatório científico. O «segredo» do programa é a preferência por certas palavras - de forma inconsciente - manifestada por cada um dos sexos.

O criador do programa, Moshe Koppel (47 anos), um matemático especializado em Ciência da Computação que reside actualmente em Israel, desenvolveu-o por acaso. Antes de se aventurar na «guerra dos sexos», lidou com complicadas equações da chamada «categorização de textos» - expressão que designa uma das áreas mais «quentes» no sector da pesquisa da Internet. Centenas de cientistas em todo o mundo, pagos por empresas que têm motores de busca como o Google ou o Yahoo, «queimam os neurónios» para encontrar maneiras de classificar automaticamente, sem qualquer interferência humana, os biliões de textos existentes na Net.

Koppel e a sua equipa tiveram a intuição de que seria mais fácil tentar classificar textos de acordo com o sexo do autor. Afinal, há apenas duas possibilidades (pelo menos é o que ele pensava no início, antes de ser surpreendido!).

John Gray, o autor do «best-seller» Homens São de Marte, Mulheres São de Vénus, já tinha dito que as diferenças entre os sexos são planetárias. Mas, nessa altura, poucos investigadores acreditavam que o contraste seria tão grande ao ponto de ser encontrado, até, na maneira de escrever. «A nossa pesquisa acabou por confirmar a ideia básica de Gray, de que há realmente diferenças claras na maneira como homens e mulheres se expressam», disse Koppel ao EXPRESSO.

Moshe Koppel começou por introduzir no seu computador mais de 500 romances, biografias, relatórios científicos e outras obras escritas na Inglaterra nos últimos 40 anos. O computador apresentou então estatísticas e identificou certas palavras que aparecem com mais frequência nos textos escritos por homens e outras usadas mais por mulheres. O programa criou um modelo e, agora, de cada vez que ele introduz um novo texto, o computador acerta no sexo do autor em 80% dos casos.

O programa passou por um «teste de fogo» há algumas semanas, quando a estação de rádio britânica BBC propôs um desafio ao criador do programa: fornecer-lhe-ia três textos, sem identificar o autor, e o computador teria que adivinhar o sexo de quem os escreveu. Tudo isto em directo.

Após examinar os dois primeiros, o computador acertou em cheio - a primeira obra era de um homem e a segunda de uma mulher. Mas o terceiro texto baralhou-o, não conseguindo o computador apresentar uma conclusão definitiva. «Afirmei que o autor era um transexual ou então um homem imitando uma mulher. Estava certo», diz o criador do programa informático.

O caso levou Koppel a considerar com mais seriedade esta «terceira possibilidade», pelo que está já a preparar uma nova versão do programa, «alimentando» o computador com textos escritos por homossexuais e por pessoas que mudaram de sexo.

O objectivo é que a máquina produza um terceiro modelo. «Nestes casos, a base do texto costuma ser típica de um dos sexos, mas traz também elementos do sexo oposto», diz.

A grande descoberta de Moshe Koppel foi determinar o tipo de palavra que as mulheres e os homens gostam de usar quando passam as suas ideias a escrito. O sexo feminino prefere usar pronomes - como «eu», «tu», «ele» - e também recorre bastante à preposição «com». Já os homens gostam de utilizar artigos como «o» e «a», além da preposição «de».

Mas o que é que esta opção por palavras nos pode esclarecer sobre a velha questão de saber se há ou não uma «escrita feminina» e uma «escrita masculina»?

Para Koppel, as mulheres gostam de escrever textos mais intimistas, que criam uma comunicação mais próxima com o leitor, mesmo quando o objectivo é escrever um relatório científico. Já a preocupação dos homens é outra: estão mais interessados em passar o maior número de informações ao leitor.

Koppel, que estudou em escolas religiosas para a formação de rabinos durante toda a sua infância e juventude, até ser convidado para investigador no Institute for Advanced Study de Princeton (o mesmo de Albert Einstein), não tardou em interessar-se por aplicar a sua descoberta também a textos religiosos.

O EXPRESSO perguntou-lhe se o seu programa informático poderia comprovar a tese que o crítico norte-americano Harold Bloom fez em O Livro de J, no qual defendeu a hipótese de algumas partes da Bíblia terem sido escritas por uma mulher. Mas Moshe Koppel não tem ilusões: «É impossível comprovar a tese de Bloom. Teríamos que ter textos de homens e de mulheres dos tempos bíblicos para fornecer como exemplos ao computador. Mas isto não existe».

O programa tem mais possibilidades de êxito numa área bem mais terrena: a caça policial a criminosos. A expectativa é de que casos célebres, como o do Unabomber, o norte-americano que durante 18 anos enviou cartas-bombas a cientistas e académicos, matando três pessoas, ao mesmo tempo que publicava um manifesto político, serão solucionados mais rapidamente através da análise de texto. «No futuro poderemos ter um programa que determinará o sexo, a idade e, até, a formação cultural de um criminoso a partir dos seus escritos», diz Koppel.

Outra possível aplicação é o esclarecimento de mistérios literários que há séculos atormentam os investigadores. Por exemplo, estaremos quase a saber se William Shakespeare escreveu ou não Edward III, obra até agora anónima datada de 1596. A solução para o enigma virá usando a mesma técnica do programa de Koppel: fornecendo ao computador exemplos da obra do bardo inglês, até a máquina formar um modelo, e depois «passar» pelo programa o texto em causa. «Hoje, esta técnica é quase perfeita», diz o matemático.

O matemático não teme que o seu programa também possa ser usado com más intenções. Por exemplo, uma empresa ou instituição, obrigada a seleccionar anonimamente novos candidatos a empregos, poderia usar o computador para identificar o sexo do candidato e o discriminar. «Há sempre este perigo, mas evitar o uso do computador temendo que seja mal usado seria como deixarmos de usar canetas por recearmos que algumas pessoas possam escrever coisas desagradáveis com elas», diz o investigador.

Texto de Ariel Finguerman, correspondente em Telavive
Ilustração de Alexandre Azinheira/Who

segunda-feira, fevereiro 16, 2004

Para além.. (TM)

Para além dos teus olhos
vejo um oceano repleto!
Um lugar de abrigo.

Nos teus olhos, sinto-me bem.
Há olhos que vêm, muito para lá do imediato.
E sinto-me bem.
Repouso em ti.

Sou sereia de prata, senhora do teu Mar.
Neptuno és, Sol serás.
Sou Vénus em ti, conjugação de Oceano.
Amor, amor serás.

Tiro o véu diante de ti, e vês-me, como ninguém viu.
Serei Lua, Vénus e Ar.
E, em ti, ficarei. Nesse Mar.

- MP

sexta-feira, fevereiro 13, 2004

Não há 'Patrão' nesta "Tasca"?!!

O imberbe porta-voz do PSD vem a público, em entrevista ao Independente, fazer afirmações por demais ""ligeiras""!

Resta saber se o líder do PSD está de acordo com as declarações prestadas; pessoalmente, considero que não.

Veremos que 'caminho' o 'moçoilo' terá após esta peripécia!


Miguel Cadilhe, Presidente da Agência Portuguesa de Investimentos 'parece' estar de 'saída' da referida Instituição.

Aguardando-se desenvolvimentos.

Três jóias do CN

Três publicações na 'mouche' do CN - Causa Liberal: esta, esta e esta.

Microsoft e a 'Estrela'

A alução do Adufe, Aviz, Barnabé, Contra-a-Corrente, Homem-a-Dias, Jaquinzinhos,Matamouros e Nortadas ao Bookshelf Symbol 7 do Microsoft Office, da Microsoft (do "Bill Gaitas"), em relação à 'higienização' da Estrela de David.
Não é a primeira vez que a Microsoft manipula "as massas", mas a tomada de consciência deste facto, e o repúdio junto dos seus representantes, é um passo.

Eis uma 'resposta automática':

Exmo. (a) Sr.(a),

Obrigado pelo seu contacto. Recebemos o seu correio electrónico ao qual procuraremos responder no prazo máximo de dois dia úteis.

Recordamos-lhe que o nosso horário de atendimento ao cliente é das 9:00 às 18:00, de Segunda a Sexta feira.

Se desejar, poderá consultar a nossa página web em: www.microsoft.com/portugal/apoioaclientes

Serviço de Apoio a Clientes
Microsoft Portugal

Espera-se para ver.

quinta-feira, fevereiro 12, 2004

The Religion of Love

The sect of lovers is distinct from all others,
Lovers have a religion and a faith of their own.
Though the ruby has no stamp, what matters it?
Love is fearless in the midst of the sea of fear.

Pain is a treasure, for it contains mercies;
The kernel is soft when the rind is scraped off.
O brother, the place of darkness and cold
Is the fountain of Life and the cup of ecstasy.
So also is endurance of pain and sickness and disease.
For from abasement proceeds exaltation.
The spring seasons are hidden in the autumns,
And the autumns are charged with springs.
If spiritual manifestations had been sufficient,
The creation of the world had been needless and vain.
If spiritual thought were equivalent to love of God,
Outward forms of temples and prayers would not exist.

"We bow our heads before His edict and ordinance,
We stake precious life to gain His favor.
While the thought of the Beloved fills our hearts,
All our work is to do Him service and spend life for Him.
Wherever He kindles His destructive torch,
Myriads of lovers' souls are burnt therewith.
The lovers who dwell within the sanctuary
Are moths burnt with the torch of the Beloved's face.

"O heart, haste thither, for God will shine upon you,
And seem to you a sweet garden instead of a terror.
He will infuse into your soul a new Soul,
So as to fill you, like a goblet, with wine.
Take up your abode in His Soul!
Take up your abode in heaven, O bright full moon!
Like the heavenly Scribe, He will open your heart's book
That He may reveal mysteries unto you.

The sea itself is one thing, the foam another;
Neglect the foam, and regard the sea with your eyes.
Waves of foam rise from the sea night and day.
You look at the foam ripples and not at the mighty sea.
We, like boats, are tossed hither and thither,
We are blind though we are on the bright ocean.
Ah! you who are asleep in the boat of the body,
You see the water; behold the Water of waters!
Under the water you see there is another Water moving it.
Within the spirit is a Spirit that calls it.

When you have accepted the Light, O beloved,
When you behold what is veiled without a veil,
Like a star you will walk upon the heavens.

- Rumi

Uma queimada

Um pouco, mais, de Angola

quarta-feira, fevereiro 11, 2004

Prescrição de produtos médicos à base de plantas

Do título supra mencionado, parte-se para uma suposta consideração, em que a mesma é baseada a em plantas medicinais e enquadramento legal no âmbito da prescrição de plantas medicinais.

Na realidade, não se trata em concreto de plantas medicinais tal como elas são consideradas.

Utiliza-se com demasiada ligeireza o termo: "plantas". Isto para dizer que da discussão proposta, em relação ao assunto em epígrafe, caiu-se no absurdo (absolutamente faccioso) de apresentar a 'cannabis' (cannabis sativa), vulgo "charro" e outros derivados do mesmo alcance, como "plantas" (aspas da autora).

Ora, é de uma obtusidade enquadrar a 'cannabis' no âmbito das plantas medicinais, uma vez que a sua utilização medicinal, embora date de longa data, é hoje em dia tudo menos 'medicinal'.

Confundir 'ondas' traz o absurdo; à falta de coragem de chamar os bois pelos nomes: " legalização de drogas ""leves"" e prescrição médica para fins terapêuticos.
Há pessoas que se escondem por trás de designações. Seja por inexperiência, seja por incompetência.

Aquilo que "não vale" é lançar mistificação sobre produtos - de facto - naturais, elaborados à base de plantas medicinais, com carácter terapêutico, cujos efeitos se encontram comprovados há muitos séculos, e que não passa pela utilização anómala e com intuitos de tóxico-dependência da cannabis sativa, ou quaisquer outras plantas, utilizadas de forma anómala e conhecida, para induzir tóxico-dependência; trata-se de uma utilização "criminosa" dessas mesmas plantas. Não são as plantas que 'têm culpa', é a utilização que os seres humanos lhes dão.
Daí que, tais plantas, devam ser classificadas e tipificadas de forma autónoma, de acordo com a forma como são exploradas.

terça-feira, fevereiro 10, 2004

Um pouco de Angola

Ao Bater da Chuva

A porta fechada é uma obsessão.
As vozes caladas em torno de nós,
as pausas alongadas em silêncios de uma angústia
são a descontinuidade do tempo interrompido
dentro da casa que arrombaram ontem,
no coração da aldeia do Mazozo.
A chuva cai em bátegas doces, a chuva bate o capim
e soa...
A humanidade é fria.

As mulheres já choraram tudo
- A Mãe Gonga comandou o coro.
Esvaem-se agora em surdina muda,
que agudiza o bater da chuva.
Os homens dizem de quando em quando
um nome obstinado.

Chamava-se Infeliz
aquele rapaz
que levaram ontem
do coração da aldeia.

A chuva matraqueia ainda e sempre
na porta fechada como uma obsessão.
Como ela nos lembra o som odiado
que dia após dia
nos sobressalta!
Como ela recorda o som da metralha,
que dia após dia
desce o morro da Calomboloca
e bate naquela porta fechada,
obsecada de protecção!

A gente conhece o som da metralha
quando ela vem no fim do dia.
Quando ela vem, silencia a aldeia,
então, em sobressalto, o povo diz:
- Foram fuzilados...

E ninguém sabe do Infeliz,
aquele rapaz que levaram ontem...

- Henrique Abranches

segunda-feira, fevereiro 09, 2004

Novo Link

Via Causa-Liberal: Speaker's (Speaker's Corner Liberal Social).

Primeiro, porque é simpático :))

Paulo Ferreira da Cunha, no Speaker's.
Não concordo, mas é tema para uma boa reflexão! Os neurónios até 'voam'!!

sexta-feira, fevereiro 06, 2004

AIDS In Africa Mostly Caused By Unprotected Sex, Study Says

Experts from the Joint U.N. Program on HIV/AIDS and the Word Health Organization published an article in this week's edition of The Lancet medical journal rejecting the theory that the primary means of HIV transmission in sub-Saharan Africa is unsafe injections. Epidemiological evidence shows that the major mode of HIV transmission in the region continues to be sexual transmission.

"The Last Samurai"

Reflexão profunda; grandiosa.

quinta-feira, fevereiro 05, 2004

'O Teatro Humano'

Digamos pois que a vida é um teatro,
em que cumpre ao actor fingir com arte:
levando-a a rir, como se fora farsa,
ou digno sendo na tragédia parte.

Se no cuidar ganhamos, em cuidar pensemos.
Mas se Deus por ti cuida, para que cuidar?
Que penses ou não penses, disso Deus cuidou.
E porque Deus cuidou foi que em cuidar pensaste.

Da Morte o gado somos, matadouro a vida.
A Morte nos abate - sabe Deus porquê.

O que te leva, rio, a todos leva em si.
Aceita com coragem males e desgraças.
Em vão lutas e gritas, pois por mais que faças
aquel' que a todos leva, também leva a ti.

- Paladas

O Passarinho Cantor

quarta-feira, fevereiro 04, 2004

"O que é a Escolha pública?"

De André Azevedo Alves e José Manuel Moreira.

(Editora Principia)

Intellectual and Cultural Property Rights of Indigenous and Tribal Asian Peoples

This report looks at efforts by the UN and governments to protect indigenous and tribal heritage from exploitation; the pressures on governments to allow exploitation of indigenous knowledge; the many initiatives taken by Asian indigenous and tribal peoples to protect their heritage; and the effects of the General Agreement on Tariffs and Trade (GATT) and the Trade-Related Aspects of International Property Rights agreement (TRIPS) on indigenous peoples' intellectual property rights.

The report begins with a section on the definition of indigenous peoples' intellectual and cultural property rights. A variety of struggles of indigenous peoples are described, followed by an examination of the steps indigenous peoples have taken to assert their intellectual and cultural property rights through the Mataatua Declaration (1993) and the Charter of the Indigenous-Tribal Peoples of the Tropical Forests (1992). UN efforts are set out in the next section, together with some discussion of their limitations. Governments' efforts to protect intellectual and cultural property rights on biodiversity, through law-making, the creation of databases documenting traditional knowledge, and formal research are also examined. A description of the relations between intellectual property regimes and biodiversity, and the effects of TRIPS is followed by a look at the phenomenon of biopiracy, and indigenous peoples' resistance to it, on a country-by- country basis.

The Conclusion discusses strategies for indigenous peoples' continuing struggle for their intellectual and cultural property rights. Arguing that existing IPR/trade regimes are not apropriate to protect indigenous peoples' intellectual and cultural property rights, the report proposes several possible alternative regimes, including:
* the adoption of community-based IPR and resource rights regimes
* civil society resistance and challenges to dominant IPR regimes
* the revival of farming and medicinal systems
* the adoption of 'sui generis' forms of intellectual property protection where Inventors' Certificates can be used to reject financial compensation in favour of non- monetary awards and non-exclusive licensing arrangements
* the adoption of the Model Law on Folklore which affords indigenous communities elements appropriate for the protection of biological products and processes

The report also has recommendations for governments who have indigenous peoples within their territories, such as:
* ratifying ILO Convention 169 and other international
agreements related to the rights of indigenous peoples
* incorporating the concept of 'Prior Informed Consent' of
indigenous and local communities into national legislation
* facilitating the repatriation of cultural property to
rightful indigenous owners
* ensuring that the rights of indigenous peoples to own and
benefit from their ancestral lands and territories are
fully protected in their domestic laws and policies
* suspending projects in indigenous peoples' territories
that were initiated without their full and prior informed consent.

- Bengwayan, M.A. (.pdf)
Minority Rights Group International (MRG) (2003)

terça-feira, fevereiro 03, 2004

Cardona não reage a «insultos»

(É assim mesmo.)

A ministra da Justiça, Celeste Cardona, mostrou-se hoje despreocupada com a polémica sobre a retenção de descontos a cerca de 600 funcionários judiciais e garantiu que não vai desviar-se «um milímetro» das suas responsabilidades.

«Fico muito pouco preocupada com esse tipo de questões e apetece-me responder como o primeiro-ministro já respondeu: não há insulto nem gritaria que me desvie um milímetro das responsabilidades e dos objectivos que o Governo de Portugal definiu para a justiça», referiu.

Celeste Cardona falava hoje de manhã em Loulé, na cerimónia de inauguração do Tribunal Administrativo e Fiscal daquela cidade, à qual presidiu.

A ministra da Justiça reiterou que o objectivo fundamental do ministério consistiu sempre em manter os postos de trabalho dos funcionários judiciais, sustentando que eles são necessários para o alargamento a 14 novos tribunais administrativos e fiscais no País.

«Nunca ninguém me disse, quem me critica e tanto ataca, qual era a solução que teria encontrado. Despedi-los? Eu não!», afirmou.

À porta do novo tribunal esperavam a ministra alguns representantes de sindicatos da Função Pública empunhando cartazes onde podia ler-se «Justiça falida, exigimos soluções», «Tribunais paralisados exigem formação» ou «Eventuais exigem integração já, e os descontos onde estão?».

Às queixas dos sindicalistas, que criticam o mau funcionamento nos tribunais, a falta de formação e a falta de transparência na admissão de funcionários, Celeste Cardona respondeu que as falhas estão a ser corrigidas.

«Querem falar de papéis e de problemas burocráticos que sempre ocorrem ou querem falar de políticas e de reformas na justiça? Naturalmente que esses problemas existem e temos que os ir resolvendo com o objectivo fundamental de melhorar a aplicação prática da reforma», afirmou a governante.

Durante o discurso, Celeste Cardona admitiu ainda que pondera a hipótese de transferir a sede sul da Polícia Judiciária de Faro para Loulé. «A autarquia de Loulé já se disponibilizou para vir a ceder o terreno necessário à construção da sede sul da PJ e essa é uma solução que vamos ponderar», concluiu.

- Expresso

What if poor nations actually caught up with rich ones?

A Development Nightmare

Indulge in a dream scenario for a moment:

Suppose the world awoke tomorrow and, miraculously, every country suddenly enjoyed the same per capita income as the United States, or roughly $40,000 per year. Global annual income would soar to $300 trillion, or some 10 times what it is now. And while we’re at it, suppose also that international education levels, infant mortality rates, and life expectancies all converged to the levels in rich countries. In short, what if foreign aid worked and economic development happened overnight instead of over centuries?

A heretical thought, perhaps. But I wonder sometimes what voters in rich nations must be thinking when they reward their politicians for cutting already pathetic foreign-aid budgets. Is it possible that, deep down, the world’s wealthy fear what will happen if the developing countries really did catch up, and if the advantages their own children enjoy were shared by all? Would the dream become a nightmare?

Consider whether today’s wealthy would materially suffer under such a scenario. As things now stand, 290 million U.S. citizens already cause almost one fourth of world carbon dioxide emissions. What if 1.3 billion Chinese and 1.1 billion Indians suddenly all had cars and began churning out automobile exhaust at prodigious U.S. rates? While the sun might not turn black and the ozone layer might not vaporize overnight, the environmental possibilities are frightening. And what of the price of oil, which is already notoriously sensitive to small imbalances in demand and supply? Absent huge new discoveries or brilliant new inventions, oil could easily reach $200 per barrel, as consumption and depletion rates accelerate. The mighty U.S. dollar would become a boutique currency and the euro experiment a sideshow. Investors would clamor for Chinese yuan and Indian rupees. The world’s youth would grow up thinking that “Hollywood” must be a wordplay on “Bollywood,” and McDonald’s hamburgers would be viewed a minor ethnic cuisine. And a country such as Canada would suddenly have the economic heft of Luxembourg, with much of its population reduced to serving once poor, now rich, international tourists.

Let’s face it: The rich countries would no longer feel rich. Humans are social creatures; once we clear the hurdle of basic subsistence, wealth becomes a relative state of being. Even an optimist such as myself must concede that a world of equality between rich and poor nations would be shockingly different—and that is even disregarding the impact on global power politics. Still, such rapid economic development offers a clear upside for today’s rich countries. Greater diversity and knowledge spillovers can breed much faster productivity growth, the ultimate source of wealth for everyone. Once properly educated, fed, and plugged in, inventive geniuses from South Asia and Africa might speed the development of clean and safe hydrogen power by two generations. And whereas commercial medical researchers might start spending more energy combating tropical diseases, now privileged citizens in temperate climates would still enjoy countless technological spin-offs. Indeed, such gains of rapid economic development could fully offset the losses to the rich. (..)

- Kenneth Rogoff

Gorjeta ou esmola?

Há dois anos em Londres, após tomar o pequeno almoço, a pessoa que me acompanhava foi pagar a conta (há uns mais privilegiados que outros :))).
Quando recebeu o troco disse ao empregado para ficar com o mesmo.
Para espanto comum, a resposta foi: "agradeço, mas eu trabalho para ter o meu ordenado. Não necessito de esmolas."!!!

De imediato referi ao senhor que no sul da europa era hábito dar-se gorjeta ao empregado do restaurante ou café, que não considera-se este gesto uma ofensa.

A questão subjacente é de que, embora a realidade seja a mesma, a interpretação varia. Seja pelos atributos pessoais, seja pela mentalidade da comunidade, seja por qualquer factor endógeno ou exógeno ao indíviduo.

Foi uma valente bofetada!
A partir daí, eu pessoalmente, nunca mais dei gorjeta.

domingo, fevereiro 01, 2004

Soares quer PS «ousado»

Eurodeputado exortou partido a apostar em políticas sociais «ousadas»

O fundador do PS, Mário Soares, exortou sábado à noite em Espinho os dirigentes do seu partido a apostarem em políticas sociais «ousadas» para cativarem o eleitorado e assim regressarem ao poder.

Soares pediu aos socialistas que aliem a «confiança nas suas capacidades» à aposta em «políticas sociais ousadas», como o retorno ao pleno emprego, pois «só desta forma se pode tirar o país da crise e desolação em que está a viver».

«Temos de optar exactamente pelo contrário do que se está a fazer neste momento, dando tudo para que as conquistas sociais que alcançámos no 25 de Abril não sejam postas em causa», frisou.

Condenando a «onda de um liberalismo já esgotado», o eurodeputado, apoiando-se nos exemplos francês e alemão, criticou a venda de património público para o país se manter «artificialmente abaixo da barreira dos três por cento do défice».

Perante 500 militantes e simpatizantes socialistas, num jantar comemorativo dos 30 anos do PS/Espinho, Mário Soares classificou a actual Constituição portuguesa como «generosa» e «uma das mais democráticas da Europa», na qual «devemos ter orgulho».

- PD