quinta-feira, junho 08, 2006

Para que fique, bem, claro

CDS: Telmo Correia ameaça Ribeiro e Casto com sublevação

Telmo Correia exigiu, na quarta-feira, que o líder do CDS-PP, José Ribeiro e Castro, trave as «tentativas de controlo do aparelho partidário por parte da direcção», ameaçando com uma mobilização geral das estruturas locais e nacionais para debaterem «de uma forma séria» a aplicação de retroactividade à limitação dos mandatos dos dirigentes de cargos executivos.


Em declarações reproduzidas na edição desta quinta-feira do jornal Público, Telmo Correia afirmar esperar que «o presidente do partido ponha cobro a esta situação, se não o partido vai ter de reunir os seus órgãos - comissões políticas concelhias, distritais e conselho nacional - para tomar uma posição»

Reagindo ao parecer do Conselho Nacional de Jurisdição (CNJ) que determina a impossibilidade de os líderes distritais e de concelhias, com três ou mais mandatos sucessivos, se recandidatarem, o também presidente da mesa da assembleia concelhia de Lisboa classifica a decisão da direcção de «juridicamente ilegal e politicamente inaceitável», argumentando que a mesma tem um único intuito: «É uma medida completamente direccionada para afastar potenciais adversários internos.»

Para o ex-adversário de Ribeiro e Castro na corrida à liderança do partido, a deliberação «quebra qualquer clima de concórdia interna e opõe-se à lógica de paz interna e de pluralidade que saiu do último congresso».

Também ontem, Nuno Melo, um dos líderes que ficaria impedido de se recandidatar à presidência da distrital de Braga, por já ter entrado no seu quarto mandato, acusou a direcção do partido de se ter lançado em «ataques cirúrgicos a militantes, que foram os primeiros responsáveis pela apresentação de candidaturas vitoriosas nas eleições autárquicas».

«A direcção do partido desperdiça tempo e energia em combates internos, em vez de canalizar essas energias para fazer oposição ao Governo do PS», criticou.

Com as críticas ao rubro, o presidente do CNJ, Manuel Machado, anunciou ontem que a deliberação está suspensa para que o processo volte a ser apreciado, uma decisão que decorre de uma reclamação apresentada pelo presidente da distrital portuense, Álvaro Castello-Branco.

- Diário Digital

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